Venha conhecer e participar dos Dossiês 2026-2027
CHAMADA DE SUBMISSÕES/Dossiês Temáticos 2026–2027
A Revista Diversidade e Educação torna pública a chamada para submissões de trabalhos para seus dossiês temáticos de 2026 e 2027, reunindo debates contemporâneos sobre educação, docências, epistemologias insurgentes, corpos, gêneros, sexualidades, interseccionalidades, cultura e direitos humanos.
DOSSIÊ 2026-
DOSSIÊ: Lesbianidades feministas e docências: arte e criação de mundos possíveis (2026)
v. 14, n. 1, jan/jun 2026
Prazo para envio 15 de abril de 2026.
Organizadoras:
Dayana Brunetto (UFPR)
Amélia Maraux (UNEB)
Simone Brandão (UFRB)
Zuleide Paiva (UNEB)
Este dossiê deseja se debruçar sobre as docências lésbicas e sapatão feministas, articuladas a potencialidade das artes, às imprevisibilidades, aos encontros, acontecimentos e encantamentos da criação de outros possíveis em educação. Deseja se encontrar com práticas docentes que entrelacem ética, estética e política; que se desloquem do pensar e fazer docência cartesiano; que escapem das garras da exigência insana de produtividade descorporificada e desencarnada da docência. Se agrada em tomar contato com docências que se constituam em oposição à ordem vigente de exploração capitalista, racista, machista, lesbofóbica, bifóbica, transfóbica, capacitista e desumanizadora. Se quer encantado por possibilidades de resistências pela arte e pela docência cotidiana. Se inspira em circularidades, ancestralidades, poéticas, performatividades e sensorialidades. Pretende deslocar o centro, se distanciar das normas rígidas, abraçar potencialidades do ensino, da pesquisa e da extensão universitária como espaços-tempos de produção de possíveis. Se espera encontrar, portanto, textos que se ofereçam como linhas de escape às questões do presente, às duras realidades do mundo atual. Em meio a tantas brutalidades, que estes textos se coloquem como um respiro e uma possibilidade de (re)encantamentos, de encontros e transformações.
DOSSIÊ TRANSEPISTEMOLOGIA – SABERES INSURGENTES, CORPOS NARRATIVOS
v. 14, n. 2, jul/dez 2026
Prazo para envio 15 de agosto de 2026.
Organizadora/r
Drª Sara Wagner York/UNESP
Dr. Rafael Leopoldo/ UFMG
O Dossiê TRANSEPISTEMOLOGIA propõe reunir pesquisas, relatos e reflexões que evidenciem a potência política do saber produzido a partir de corpos trans, travestis e não-binários. Partimos da premissa de que a epistemologia não é neutra: ela é atravessada por relações de poder, regimes de verdade e disputas sobre quem tem o direito de narrar e legitimar a própria existência. Afirmamos que “essa é uma área crucial onde a epistemologia encontra a política e a própria existência”. A experiência trans, longe de ser objeto passivo de estudo, torna-se lugar de enunciação e crítica radical aos sistemas que historicamente patologizaram e silenciaram essas vidas. Convidamos todas, todos e todes que tencionam as discussões de uma EPISTEMOLOGIA TRANS/TRAVESTI, no entrelaçamento ontológico-ético-político-estético, a integrarem essa tessitura de iteração maquínica-acadêmica (YORK, 2025). O objetivo é repercutir nas discussões contemporâneas modos TRANS de pensar, fazer e narrar, trazendo ao centro: saberes-fazeres trans-acadêmicos, vozes desviantes e marginalizadas, corpos que perturbam a ordem normativa, naturalizada e normalizada.
DOSSIÊ 2027-
DOSSIÊ: “Interseccionalidades e estudos culturais em educação: corpos, gêneros e sexualidades em disputa” (2027)
v. 15, n. 1, jan/jun 2027
Prazo para envio 15 de abril de 2027.
Organizador/as:
Dr. Alcidesio Oliveira da Silva Junior (UEPB/RIECEdu)
Dra. Carin Klein (ULBRA/RIECEdu)
Dra. Clarice Antunes do Nascimento (SEDUC-RS/RIECEdu)
Dr. Tássio Acosta (Unisanta/RIECEdu)
Esta proposta de dossiê, organizada por integrantes da Rede Internacional de Estudos Culturais em Educação (RIECEdu), visa reunir contribuições ancoradas em teorizações pós-críticas, especialmente nos Estudos Culturais em Educação, que mobilizem análises interseccionais sobre corpos, gêneros e sexualidades. Interessa-nos acolher pesquisas que problematizem como os cruzamentos entre essas categorias, articulados a outros marcadores sociais e identitários como raça, pertencimento social, religião, deficiências, regionalidades, entre tantos outros, pois produzem regimes de visibilidade, normalização e poder na medida em que atravessam tanto o cotidiano escolar quanto as pedagogias culturais contemporâneas. Desejamos visibilizar as formas pelas quais essas interseccionalidades operam processos de regulação, vigilância e performatividade dos corpos, bem como estratégias de resistência, invenção e agência que emergem diante de discursos hegemônicos. Incentivamos análises que discutam pedagogias e currículos culturais (escolares e não escolares), educação sexual crítica, violências de gênero e LGBTfobias, representações midiáticas, culturas juvenis, tecnologias digitais, estéticas e modificações corporais, sempre situando corpos, gêneros e/ou sexualidades em suas múltiplas interseccionalidades. Os textos devem problematizar essencialismos identitários e contribuir para ampliar o debate político-pedagógico sobre as potências transformadoras presentes na desestabilização de normas que constituem corpos e subjetividades. A relevância desta proposta reside na urgência de aprofundar e privilegiar formas normativas de existência e a marginalizar modos de vida tomados como dissidentes. A Revista Diversidade e Educação constitui um espaço privilegiado para essa discussão, dado seu compromisso com temas que desafiam a norma e promovem o debate sobre diferença, diversidade e políticas curriculares. A perspectiva pós-crítica, especialmente articulada aos Estudos Culturais em Educação, campo privilegiado neste dossiê, fornece ferramentas analíticas para ir além, interrogando o social e desestabilizando suas naturalizações. Por meio dos Estudos Culturais em Educação se torna possível pensar lugares de aprendizagem que extrapolam os espaços formais, mas que, ainda assim, incidem diretamente no cotidiano escolar, permitindo que identidades e diferenças se construam em meio a representações, fissuras e resistências.
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DOSSIÊ: Pedagogias e currículos culturais não-escolares dos artefatos audiovisuais e cinematográficos para pensar diferenças, diversidades e direitos humanos (2027)
v. 15, n. 2, jul/dez 2027
Prazo para envio 15 de agosto de 2027.
Organizador/a
Prof. Dr. Roney Polato de Castro – UFJF
Profa. Dra. Constantina Xavier Filha – UFMS
Os estudos culturais em educação vêm operando com a desterritorialização das ideias de educação, pedagogia e currículo de sua matriz enunciativa no campo da educação. Assim, argumenta-se que tais ideias circulam para além das instituições educacionais, entendendo que há pedagogias e currículos em processos educativos além dos espaços escolares. No contemporâneo, no âmbito das sociedades hiper-imagéticas, midiatizadas, conectadas e digitalizadas, as produções audiovisuais e cinematográficas vêm se articulando aos discursos e práticas sociais que educam modos de ser, pensar, agir e sentir. Filmes, séries, novelas, vídeos, propagandas, shows televisionados, clipes musicais, entre tantos outros, povoam nossos cotidianos. Tomar essas produções como pedagógicas significa demarcar seu papel decisivo na constituição de sujeitos e subjetividades e na disseminação de saberes e valores que impregnam de sentidos as relações com as imagens e sons em movimento. Além disso, tais produções estão envolvidas na multiplicação das posições de sujeito e dos processos de atribuição e instituição da diferença, de modo que pelos audiovisuais são travadas lutas por processos de significação, são demarcadas disputas em torno de políticas e práticas de (des)humanização, são instauradas resistências diante das normatividades que enquadram os sujeitos em posições abjetas e violam seus direitos fundamentais. Assim, o dossiê Pedagogias e currículos culturais não-escolares dos artefatos audiovisuais e cinematográficos para pensar diferenças, diversidades e direitos humanos propõe reunir artigos resultados de pesquisas (concluídas ou em andamento) cujas perspectivas teórico-metodológicas se orientam pelas teorizações dos estudos culturais em educação, sobretudo de viés pós-estruturalista, e pelos estudos foucaultianos, envolvendo: (1) a análise de práticas/experiências educativas escolares com artefatos audiovisuais e/ou cinematográficos para problematizar diferenças, diversidades e direitos humanos junto a crianças e jovens; (2) a análise do currículo cultural desses artefatos em suas pedagogias para a produção de sentidos sobre diferenças, diversidades e direitos humanos; (3) a análise de projetos ou experiências de formação docente (inicial e continuada) envolvendo artefatos audiovisuais para problematizar diferenças, diversidades e direitos humanos; e, (4) a descrição e análise de experiências educativas de produção de audiovisual/filme com e para crianças e jovens. Com o dossiê, nosso objetivo é destacar a produtividade das investigações e análises que perpassam as relações entre educação (no sentido mais amplo, de constituição de sujeitos e subjetividades), produções audiovisuais e/ou cinematográficas e questões envolvendo diferenças, diversidades e direitos humanos, reunindo artigos que possibilitem problematizar o funcionamento e os efeitos das pedagogias subjetivadoras, entre assujeitamentos e práticas de liberdade em trajetórias éticas e estéticas dos sujeitos.
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