https://periodicos.furg.br/divedu/issue/feed Diversidade e Educação 2022-08-05T17:44:43-03:00 Paula Regina Costa Ribeiro pribeiro@furg.br Open Journal Systems <div> A Revista <em>Diversidade &amp; Educação </em>é uma revista de divulgação científica semestral do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciência e do Grupo de Pesquisa Sexualidade e Escola da Universidade Federal do Rio Grande do Rio Grande - FURG. Publica artigos e relatos de experiências educativas nas temáticas de corpos, gêneros, sexualidades e relações étnico-raciais, além de resenhas de livros e filmes.</div><div> A revista tem como foco textos que tratem dessas temáticas no espaço escolar e em outros espaços educativos.</div><div> Tem como público-alvo estudantes, professores/as, pesquisadores/as da área da educação, além do público interessado na área em geral.</div><div> </div> https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14553 Expediente 2022-08-03T15:43:48-03:00 Joanalira Corpes Magalhães joanaliracm@yahoo.com.br 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/13701 A INSERÇÃO DA ARTE DRAG NA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS 2022-03-18T16:51:15-03:00 Sidmar Silveira Gomes sidmar.gomes@uol.com.br Matheus Henrique Messias Batista ra78895@uem.br <p>Almejou-se analisar como a contação de histórias por meio de uma personagem <em>Drag Queen</em> pode fomentar questionamentos acerca de uma sociedade calcada em normas binárias de gênero e a introdução de crianças nas discussões éticas daí decorrentes. Partiu-se de um levantamento bibliográfico relativo à contação de histórias e à identidade de gênero na educação infantil, tendo por base artigos científicos de revistas do campo da educação, somados à busca por narrativas literárias destinadas a crianças e que apresentam personagens fora de padrões de gênero estanques. Complementando o estudo teórico anterior, foram propostas sessões de contação de histórias por uma personagem <em>Drag Queen</em>, veiculadas em vídeos armazenados em página do Instagram. Por fim, foram propostas ações lúdicas para serem realizadas por crianças a partir de suas interações com as histórias trabalhadas, almejando o deslocamento, desde cedo, de valores cis heteronormativos impostos pelo mundo adulto.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Diversidade e Educação https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14429 LINGUAGEM INCLUSIVA DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO 2022-06-26T15:09:28-03:00 André Luíz Coutinho Vicente alcoutinho1996@gmail.com Leticia de Gusmão Almeida Xavier leticia.gax@gmail.com Anna Clara Nascimento Fidelis annaclarafidelis@gmail.com Sara Wagner York sarawagneryork@gmail.com <p>O presente texto busca refletir sobre as constantes movimentações na produção, construção, desconstrução e reconstrução de si, dos outros, a partir de alguns dos dispositivos correlatados na inserção de sujeites outres na sociedade plural e por vezes, oxímora na proposição da vida. Assim a produção em questão visa apresentar tópicos do Curso Linguagem Inclusiva de Gênero e sua importância na Educação, promovido pelo Programa de Iniciação Acadêmica – PROINICIAR/UERJ. Além disso, busca-se demonstrar sua relevância na/para a formação de professoras/es, bem como suas implicações no/para o corpo social. Organizamos o texto em três mo(vi)mentos: 1 - o Curso; 2 - uma breve discussão teórico-epistemológica e; 3 - ilustrar os desdobramentos dessa vasta e polêmica discussão na sociedade brasileira. Concluímos com a evidenciação das disputas de poder e de produção de subjetividades através das construções de narrativas e fragmentos permeados na contextualização hegemônica em torno da linguagem.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/13866 PROCESSO DE SUBJETIVAÇÃO DA MULHER NEGRA UNIVERSITÁRIA: 2022-03-03T12:00:15-03:00 João Paulo Lopes dos Santos jpaulouerj@gmail.com Nubia Regina Moreira nreginamoreira@hotmail.com <p>O objetivo desse estudo é analisar os processos de subjetivação de quatro estudantes universitárias negras. A pesquisa foi estruturada e desenvolvida a partir da análise de suas narrativas acerca do questionamento: como as incidências de gênero, raça e classe impactam o processo de subjetivação de mulheres negras no Ensino Superior? Como procedimento metodológico utilizamos a técnica da entrevista semiestruturada, o que permitiu revelar a realidade de vida delas. O estudo possibilitou mostrar que a mobilidade social viabilizada pela formação no Ensino Superior as permitiu se situarem em espaços possíveis, e em lugares antes restritos às mulheres, sobretudo às mulheres negras.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Diversidade e Educação https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/13415 FORMAÇÃO POLÍTICA E COMPETÊNCIA TÉCNICA NA EDUCAÇÃO SUPERIOR DAS MULHERES 2022-01-06T17:42:40-03:00 Allene Lage allenelage@yahoo.com.br Perycles Macêdo perycles.macedo@ufpe.br <p>Este artigo objetiva compreender de que maneira a formação política e a competência técnica têm influenciado a trajetória profissional das professoras ativistas da Marcha Mundial das Mulheres em Caruaru-PE. No marco teórico, pretendemos distinguir competência técnica de tecnicismo a partir das contribuições de Dermeval Saviani, bem como apresentar as reflexões de Florestan Fernandes sobre a formação política de docentes. O estudo de campo se deu a partir de uma abordagem qualitativa e usou a entrevista semi-estruturada para levantamento dos dados empíricos, que foram trabalhados através da Análise do Conteúdo. Os resultados da pesquisa mostram que a formação política dessas professoras, construída a partir de marcos teóricos e imersões nos movimentos sociais, pode resultar em uma <em>práxis</em> docente insurgente e não acomodada, que procura antecipar o progresso social ao invés de esperá-lo.</p> <p>&nbsp;</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/12753 QUANDO A REALIDADE SE MOSTRA: 2021-04-14T15:42:17-03:00 Welma Cristina Barbosa Mafra welmabarbosamafra@yahoo.com.br Genylton Odilon Rêgo da Rocha genylton@ufpa.br Rogério Luís Pereira Mafra rogerio_mafra@yahoo.com.br <p>O presente artigo consiste em um estudo descritivo e interpretativo de natureza qualitativa que reflete sobre memórias de heteronormatização escolar. Para tanto, foram ouvidos quatro militantes do Movimento LGBT em Belém/PA que, por meio de entrevistas semiestruturadas, responderam a seguinte questão; que experiências de heteronormatividade foram vividas durante seu processo de escolarização? Os dados obtidos, categorizados e submetidos a análise de conteúdo apontaram uma intensa investida escolar no sentido da conformação de corpos ao ideal heterossexual. Nesses processos, diversos sujeitos da comunidade escolar, a partir de intervenções nada sutis, se apresentam aos estudantes no sentido de garantir a replicação social da convergência entre sexo biológico, identidade de gênero e orientação sexual. Tais apontamentos revelam que na escola heteronormativa a ideia de autodeterminação, de apreço à diversidade e respeito a dignidade humana naufraga frente à força de uma norma que fortalece o ódio e alimenta a exclusão social.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/13454 RACISMO NA OBRA DE MONTEIRO LOBATO 2021-12-15T19:56:14-03:00 Eduardo Jablonski evjj1969@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, criou-se a Lei 12.735, de 2012, que garante a punição a pessoas que fizerem ofensas racistas contra os negros, e isso se deve a uma longa dívida social que a nação tem para com eles, visto que foram escravizados entre 1535 e 1888, e perto de 49 milhões de pessoas perderam suas vidas. Apesar disso, Monteiro Lobato publicou um romance de ficção científica em 1926, tão somente com o objetivo de encontrar soluções para o extermínio da raça negra. O presente ensaio visa analisar como o escritor de Taubaté fez isso no romance </span><em><span style="font-weight: 400;">O Presidente Negro</span></em><span style="font-weight: 400;">. Para tanto, estudou-se a história da escravidão em autores como Abdias do Nascimento, Sandra Jatahy Pesavento e Joaquim Nabuco.</span></p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14226 INCLUSÃO, CURRÍCULO E PLANEJAMENTO: INTERSECÇÕES COM A EDUCAÇÃO INCLUSIVA 2022-05-25T10:50:12-03:00 Paulo Roberto Dalla valle paulodallavalle@unochapeco.edu.br <p>As discussões na perspectiva da educação inclusiva intersecionando diálogo com o planejamento, currículo, diferenças e diversidade têm constituído pauta recorrente no contexto educacional. Nesta perspectiva, o artigo apresenta uma reflexão crítica sobre estes elementos, discutidos e sistematizados na disciplina de Currículo e elaboração de projetos para educação inclusiva, no programa de Pós-Graduação em Educação Inclusiva da Universidade do Estado de Santa Catarina, a partir do diálogo entre alguns referenciais teóricos com um curta-metragem que propõem refletir e dialogar com os elementos que fazem parte do cotidiano escolar. A reflexão sobre esta intersecção aponta para necessidade de repensar as práticas escolares, buscando dinamizar processos reflexivos sobre a prática pedagógica dos professores, bem como, a necessidade de repensar o planejamento e o currículo na perspectiva da educação inclusiva, reconhecendo neste contexto, que a proposição e organização de grupos de estudos se apresenta como uma possibilidade para qualificar estes processos.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/13952 RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE EXTENSÃO: DISCUTINDO GÊNERO NA COMUNIDADE 2022-03-26T12:59:07-03:00 Maria Emanuelly Andrade Sartori Simões maria.andradesartori@gmail.com Claudia Helena Gonçalves Moura claudiahgm@yahoo.com.br <p><strong><em>RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE EXTENSÃO: DISCUTINDO GÊNERO NA COMUNIDADE</em></strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">Se tratando de problemas </span><span style="font-weight: 400;">que persistem </span><span style="font-weight: 400;">na sociedade, o enfrentamento da violência contra a mulher e da desigualdade de gênero exige esforços de toda a sociedade. Uma boa forma de enfrentamento é a aliança entre a extensão universitária com&nbsp; a comunidade, e é nesta perspectiva que foi desenvolvido o Projeto de Extensão “Gênero em discussão: diálogo e intervenção com a comunidade”. O objetivo do presente trabalho é apresentar a experiência da equipe no desenvolvimento de ações que visaram ao combate do fenômeno da desigualdade de gênero. Foram realizados sete eventos, incluindo um evento cultural e foi oferecido um Curso de formação. Além disso, foram realizadas duas campanhas, que objetivaram ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade social. O desenvolvimento dessas atividades contribuiu para a comunidade acadêmica e também para a comunidade externa à universidade, que receberam mais informações acerca da desigualdade de gênero e puderam refletir sobre as possibilidades de enfrentamento.</span></p> <p><strong>Palavras-chave:</strong><span style="font-weight: 400;"> Violência Contra a Mulher. Gênero. Extensão Universitária. Diálogo.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;"><strong><em>INFORME DE EXPERIENCIA DE UN PROYECTO DE EXTENSIÓN: DISCUTINDO GÉNERO EN LA COMUNIDAD&nbsp;</em></strong></span></p> <p><strong>RESUMEN&nbsp;</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">Tratando de problemas que persisten en la sociedad, el enfrentamiento de la violencia y de la desigualdad de género demanda esfuerzos de toda la sociedad. Una importante manera de enfrentamiento es la alianza entre la extensión universitaria y la comunidad, y es dentro de esta perspectiva que fue desarrollado el Proyecto de extensión “Género en discusión: diálogo e intervención con la comunidad”. El objetivo de este trabajo es presentar la experiencia del equipo de extensión, en las acciones que intentaron combatir el fenómeno de la desigualdad de género. Las actividades fueron siete eventos, incluso un evento cultural, y fue ofertado un Curso de formación. Además, realizamos dos campañas para ayudar mujeres en situación de vulnerabilidad. El desarrollo de las actividades ha contribuido para la comunidad académica y la comunidad externa a la universidad, que recibieron informaciones sobre la desigualdad de género y pudieron reflexionar sobre las posibilidades de enfrentamiento.</span></p> <p><strong>PALABRAS-CLAVE: </strong><span style="font-weight: 400;">Violencia contra la mujer. Género. Extensión universitária. Diálogo.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;"><strong><em>EXPERIENCE REPORT OF AN EXTENSION PROJECT: DISCUSSING GENDER IN THE COMMUNITY</em></strong></span></p> <p><strong>ABSTRACT</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">When it comes to problems that persist in society, tackling violence against women and gender inequality requires efforts from the society as a whole. A good way of coping is the alliance between university extension and the community, and it is in this perspective that the Extension Project “Gender under discussion: dialogue and intervention with the community” was developed. The present work objective is to present the team's experience in the development of actions aimed at combating the phenomenon of gender inequality. Seven events were held, including a cultural one and a training course was offered.</span> <span style="font-weight: 400;">In addition, two campaigns were carried out, which aimed to help women in situations of social vulnerability. The development of these activities contributed to the academic community and also to the community outside the university, which received more information about gender inequality and were able to reflect on the possibilities of confrontation.</span></p> <p><strong>KEYWORDS:&nbsp; </strong><span style="font-weight: 400;">Violence Against Women. Gender. University Extension. Dialogue.</span></p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/13697 “SEM MEDO DE SER FELIZ”: O DISCURSO DOS LIVROS DIDÁTICOS DE SOCIOLOGIA SOBRE AS DIFERENÇAS CULTURAIS 2022-01-06T17:50:20-03:00 Valci Melo melovalci@gmail.com <p>O artigo analisa o discurso de desnaturalização dos livros didáticos de Sociologia sobre as diferenças culturais. Para tal, à luz da Análise do Discurso de filiação pecheutiana, analisa-se o discurso materializado nos livros didáticos de Sociologia aprovados e recomendados pelo Programa Nacional do Livro Didático de 2015. Ao longo do texto, demonstra-se que os livros didáticos materializam um discurso que reconhece não somente o caráter positivo da diversidade humana, como também enfatiza a sua dimensão historicamente construída, as relações de poder que as envolve e a necessidade de superação das mais diversas formas de opressão. Por fim, conclui-se que, ao confrontar o discurso conservador que alimenta a cultura do ódio, os livros didáticos contribuem para a desconstrução de preconceitos, colocando na ordem do dia a importância não apenas do direito à igualdade, mas também do direito à diferença.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/12502 EDUCAÇÃO SEXUAL NO ENSINO FORMAL: MÚSICA E POESIA NA PRÁTICA PEDAGÓGICA 2021-11-30T16:49:56-03:00 Marcelle Andrieta Damasceno celleandrieta@gmail.cmom Roseantony Bouhid roseantony.bouhid@ifrj.edu.br <p>Este trabalho de revisão integrativa busca abordar as dificuldades e limitações da educação sexual no ensino formal e defende a importância social de uma educação livre de preconceitos e padrões, em que as diferenças são valorizadas e questionamentos são promovidos, visando indicar aos professores uma alternativa para integrar a educação sexual no ensino formal de maneira interdisciplinar, utilizando-se como recursos a música “Respeita as mina” (Kell Smith) e o “Poema sobre gêneros” (Bráulio Bessa), a fim de facilitar aos professores a discussão de temas que envolvem a sexualidade e de trazer duas opções de abordagem temática. Muito mais que prevenção à gravidez e infecções sexualmente transmissíveis, este trabalho propõe uma educação sexual que aborde temas como machismo, diversidade sexual, homofobia e assédio sexual e garanta espaço a esses objetos de estudo, contribuindo para reflexões e para a formação cidadã do aluno.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14545 Apresentação 2022-07-31T14:00:46-03:00 Juliana Vargas julivargas10@hotmail.com Nádia Geisa Silveira de Souza nadiagssouza@gmail.com <p>Apresentação Dossiê</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14544 Entrevista 2022-07-31T13:17:16-03:00 Juliana Vargas julivargas10@hotmail.com Nadia Geisa Silveira de Souza nadiagssouza@gmail.com <p>Entrevista com as pequisadoras Paula Regina Costa Ribeiro e Joanalira Corpes Magalhães</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14433 O ENQUANTO FRITÁVAMOS BATATINHAS CONVERSÁVAMOS SOBRE AS AULAS” 2022-07-01T15:06:56-03:00 Kátia Batista Martins katia.bmartins@ufla.br Cláudia Maria Ribeiro ribeiro@ufla.br Fábio Pinto Gonçalves do Reis fabioreis@ufla.br Leandro Veloso Silva leandro.vellozo@yahoo.com.br Marlyson Alvarenga Pereira marlyson.pereira@educacao.mg.gov.br <p>Este texto apresenta o grupo de pesquisa Relações entre filosofia e educação para a sexualidade na contemporaneidade: a problemática da formação docente, vinculado ao CNPq, que nasceu em 2009 e seu compromisso com a indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão. No contexto da aprovação de vários projetos de extensão fomos desafiadas e desafiados a imprimir a teorização pós-crítica na realização dos mesmos. Isso porque, na condução das disciplinas da graduação, mesmo que no estudo de vários referenciais teóricos, os procedimentos faziam borbulhar saberes que estranhavam o que é normal; as naturalizações; o mapeamento das relações de poder para assumir a lógica rizomática do “e” e evitar a lógica binária do “ou”. Assim sendo, o ensino e a extensão assumiam a indissociabilidade e a pesquisa seguiu esta mesma trajetória. Este texto, escrito a muitas mãos traz a experiência de docentes e discentes que navegaram pelas águas do Fesex.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14376 TECER E ENTRETECER A VIDA NO ENSINO-PESQUISA-EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: 2022-06-18T15:29:29-03:00 Constantina Xavier Filha tinaxav@gmail.com <p>O presente artigo tem por objetivo apresentar a trajetória de ensino-pesquisa-extensão do Grupo de Estudos e Pesquisas em Sexualidade, Gênero e Educação – Gepsex, na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS. O grupo foi criado em 2005 e cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do Brasil do CNPq. Diferentemente de outros grupos, este não se atrelava, em sua origem, à pós-graduação. Surgiu vinculado ao ensino e à extensão universitária. Teve seu início provocado por demanda de estudos e pesquisas com acadêmicas/os de Pedagogia e professoras/es de escolas públicas que participavam de projetos de extensão. Ao longo dos anos, foi incorporando pós-graduandas/os e ações no âmbito da pós-graduação. A trajetória descrita demonstra as resistências cotidianas e ressalta o compromisso teórico-político-acadêmico com as temáticas de Gênero, Sexualidade e Diferença no campo da Educação.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14319 PEDOFILIZAÇÃO E SCRIPTS DE GÊNERO 2022-05-30T19:12:47-03:00 Cristiano Eduardo da Rosa cristiano1105@hotmail.com Jane Felipe janefelipe.souza@gmail.com Jackson Ronie Sá-Silva prof.jacksonronie.uema@gmail.com <p>Neste artigo apresentamos algumas contribuições teórico-metodológicas do eixo temático <em>Infâncias, Gênero e Sexualidade</em>, inserido na linha de pesquisa <em>Educação, Sexualidade e Relações de Gênero</em>, vinculado ao PPGEdu/FACED/UFRGS, em articulação com dois grupos de estudos, o GEERGE e o GEIN. A partir da análise documental, buscamos trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses que referenciassem as possíveis colaborações desses grupos. Os resultados apontam que, em duas décadas de existência (2001-2021), o eixo vem se destacando pela produção dos conceitos de pedofilização e <em>scripts</em> de gênero, com um número significativo de trabalhos. As análises mostram ainda a importância das articulações com graduação e pós-graduação, por meio da extensão e ensino, estabelecendo uma rede de interlocuções, resultando na criação de outros grupos de pesquisa. O estudo também evidencia a importância do investimento das temáticas corpo, gênero e sexualidade na formação docente, em especial no que tange a Educação Infantil e as infâncias.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Diversidade e Educação https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14315 " EU SOU BUGRE" 2022-06-18T15:23:52-03:00 Tiago Duque duque_hua@yahoo.com.br <p>Esse texto em tela se propõe ao exercício analítico de pensar as ações do Impróprias – Grupo de Pesquisa em Gênero, Sexualidade e Diferenças (UFMS/CNPq) – e o seus efeitos, assim como as possíveis contribuições que as suas experiências no ensino, na pesquisa e na extensão têm a oferecer para o campo da Educação em contextos sul-mato-grossenses. Por meio de uma experiência vivida em sala de aula, em que um indígena justifica a compreensão do conteúdo em relação a travestis e transexuais pelo fato de ele ser “bugre” – em uma perspectiva pós-crítica em educação –, discute-se gênero, sexualidade, diferenças e reconhecimento. Conclui-se que em contextos sul-mato-grossense, onde as diferenças se apresentam de modo desafiador em termos de desigualdade, violência e injustiça, o conhecimento disruptivo pode contribuir para que elas possam ser compreendidas fora de interpretações binárias e essencialistas, indicando o quanto os/as “não diferentes” são tão produzidos/as socialmente como os/as diferentes.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14268 PARTICIPAR DE UM GRUPO DE PESQUISA: 2022-05-30T19:20:43-03:00 William Roslindo Paranhos william.rp@posgrad.ufsc.br Édina Roberta Meira edinarmeira@gmail.com Mario José da Conceição Junior dudoaraujo@gmail.com Mariana Lectícia Beraldi marianaberaldi@gmail.com Laís Antunes Wilhelm laiswilhelm@gmail.com Olga Regina Zigelli Gargia zigarcia@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">A vivência em um laboratório de pesquisa em gêneros e sexualidades possibilita experiências transformadoras, na medida em que a sociabilidade é composta de uma pluralidade bastante marcada por diferenças, estejam elas no âmbito da epistemologia ou das categorias de análise das diversidades. O presente estudo tem por objetivo analisar a experiência das pessoas autoras enquanto integrantes de um laboratório interdisciplinar de ensino, pesquisa e extensão em gêneros e sexualidades. Para tanto, as seis pessoas autoras – entre estudantes e pesquisadoras – propuseram uma autoetnografia coletiva analítica. O processo de construção – por meio de debates, inquietações, incômodos, reflexões – retratou a experiência em grupo, culminando em novos desconfortos que, mais uma vez, possibilitaram a transformação. Assim, consideramos que o elo que marca a união e que sustenta o papel social do laboratório enquanto espaço de educação é a possibilidade de experienciar e seu caráter transformador.</span></p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14299 EXTENSÃO NA/ COM A DIFERENÇA: GÊNERO, SEXUALIDADE E ENVELHECIMENTO 2022-05-31T21:26:36-03:00 Fernando Altair Pocahy pocahy@uol.com.br <p><span style="font-weight: 400;">O texto apresenta um relato de experimentações em ensino-pesquisa-extensão no campo-tema dos estudos de gênero, sexualidade, envelhecimento e relações étnico-raciais, a partir de uma ação institucional, com o objetivo de promover a cultura da diversidade e dos direitos humanos. Os pressupostos ético-epistemológicos que definem o trabalho assumem perspectiva pós-crítica na educação e/em saúde, através de apostas na pesquisa-in(ter)venção. Essa articulação ético-teórico-metodológica, por sua vez, possibilitou a articulação de rede de saberes-práticas entre distintas instâncias e agentes sociais na produção de conhecimento,&nbsp;ao mesmo tempo em que indicou possibilidades de reversibilidade do atual diagnóstico social da velhice. Entre os resultados amplos do trabalho, destacamos o adensamento analítico-crítico das desigualdades sociais e o aprimoramento da formação acadêmica na/com a diferença.</span></p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14312 GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISA “SEXUALIDADE, EDUCAÇÃO E CULTURA” (GEPESEC) 2022-06-18T15:34:12-03:00 George Miguel Thisoteine george.thisoteine@unesp.br Brenda Sayuri Tanaka brenda.s.tanaka@unesp.br Débora de Aro Navega debora.navega@unesp.br Leilane Raquel Spadotto de Carvalho leilane.spadotto@unesp.br Ana Cláudia Bortolozzi claudia.bortolozzi@unesp.br <p><span style="font-weight: 400;">O </span><em><span style="font-weight: 400;">Grupo de Estudos e Pesquisa Sexualidade, Educação e Cultura</span></em><span style="font-weight: 400;"> (GEPESEC) está alocado na Faculdade de Ciências da UNESP/Bauru, sendo vinculado ao </span><em><span style="font-weight: 400;">Laboratório de Ensino e Pesquisa em Educação Sexual </span></em><span style="font-weight: 400;">(LASEX) junto ao Departamento de Psicologia. O grupo completou 21 anos em 2022; possui cinco temas principais de pesquisa: 1. Intervenção em Educação Sexual; 2. Repressão Sexual e Cultura; 3. Sexualidade Humana e Desenvolvimento; 4. Sexualidade, Educação Especial e Inclusiva e 5. Aspectos Psicossociais da Sexualidade. Caracteriza-se pela realização de práticas de ensino ligadas aos cursos de Graduação em Psicologia e de duas Pós-graduações – “Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem” e “Educação Escolar”, com a divulgação de práticas e conhecimentos acadêmicos por meio de eventos regionais e internacionais, cursos de formação continuada e publicações. A produção coletiva tem se especializado na análise de mídias e isso reflete em uma considerável produção. Todos esses elementos corroboram a postura do GEPESEC em construir práticas acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão em prol de uma universidade mais democrática e inclusiva.</span></p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14313 NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM DIVERSIDADE SEXUAL (NUDISEX): 12 anos de lutas! 2022-05-30T19:19:09-03:00 Eliane Rose Maio elianerosemaio@yahoo.com.br <p>O presente artigo tem como objetivo descrever os 12 anos do grupo de estudos e pesquisas, o NUDISEX. Este grupo foi elaborado, a partir da demanda de muitos temas sobre gênero, sexualidade e diversidade sexual, que tinham na Universidade Estadual de Maringá, e não se encontravam estudos sobre estas temáticas. A metodologia é a partir da narrativa de diversas pessoas que fizeram/fazem parte deste grupo, trazendo histórias de vivências, eventos, cursos, fatos deste grupo, desde 2009. Espera-se que, a partir das narrativas aqui expressas, possam contribuir com a união de muitos grupos que estão na luta, por estudos científicos sobre a diversidade sexual.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14515 GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS EXPERIMENTAÇÕES: 2022-07-25T15:06:32-03:00 Vilma Nonato de Brício briciovn@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo apresentar o Grupo <em>Experimentações - Grupo de estudos e pesquisas em currículo, subjetividade e sexualidade na Educação Básica</em>, da Universidade Federal do Pará, Campus Universitário de Abaetetuba. Escrever sobre as experiências do Grupo exige um confronto com a memória, com as narrativas que constituem o dispositivo da escrita, com as problematizações teórico-metodológicas que construímos em nossas pesquisas e com nosso compromisso ético-político com a produção de conhecimento em gênero, sexualidade e educação. Partindo de narrativas pessoais e da produção dos integrantes do Grupo problematizo algumas noções teórico-metodológicas tomadas de empréstimos da caixa de ferramentas foucaultianas acionadas nas nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão. O artigo será organizado em dois eixos: no primeiro momento damos a ver a criação do grupo, das nossas movimentações individuais e coletivas no ensino, na pesquisa e na extensão; no segundo momento discutimos alguns conceitos de nossas escolhas teórico-metodológicas.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Grupo de Pesquisa. Experiência. Gênero. Sexualidade. Educação.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.furg.br/divedu/article/view/14492 GRUPO DE PESQUISA SEXUALIDADE E ESCOLA – GESE 2022-07-20T18:39:44-03:00 Paula Regina Costa Ribeiro pribeiro.furg@gmail.com Joanalira Corpes Magalhães joanaliramagalhaes@gmail.com Juliana Lapa Rizza rizzalapajuliana@gmail.com Raphael Albuquerque de Boer raphaelfurg@gmail.com Gisele Ruiz Silva gisaruizsilva@gmail.com Juliana Ribeiro de Vargas julivargas10@hotmail.com <p>O Grupo de Pesquisa Sexualidade e Escola (Gese) completa seus 20 anos de vivências diálogos e debates acerca das temáticas de corpos, gênero e sexualidade, tanto nas escolas, quanto nos mais diversos espaços educativos. Além disso, o GESE, através de ações que envolvem ensino, pesquisa e extensão, luta e resiste frente às discriminações de gênero, sexualidade e as suas intersecções. O texto objetiva apresentar as ações do Gese que estão pautadas na indissociabilidade a fim de possibilitar uma educação para a sexualidade que desconstrua discursos e práticas sexistas, racistas, misóginas, LGBTIfóbicas, entre outras manifestações de preconceito e discriminação. Dessa forma, possibilitando, a visibilidade e vivências de sujeitos que des(estabilizam) as normas sociais de gênero e de sexualidade. A arena teórica do grupo de pesquisa está fundamentada no pensamento pós-estruturalista, que nos faz perceber que os corpos, as sexualidades e os gêneros são construções históricas, sociais e culturais articuladas com as dimensões de classe e de raça/etnia.</p> 2022-08-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022