Educação ambiental e humanização

decolonizar é preciso

Autores

Palavras-chave:

Educação, Biodiversidade, Apinayé, Saberes tradicionais

Resumo

Este escrito deseja levantar reflexões sobre a relevância de educação ambiental na atualidade como um mecanismo humanizador por meio da decolonização de pensamentos e da valorização de saberes e fazeres dos povos tradicionais. Utilizamos como exemplo alguns entendimentos dos Apinayé, povo indígena do norte do estado do Tocantins que luta pela preservação de seu território atual. A pesquisa para este artigo foi bibliográfica e de cunho qualitativo. Os resultados deste trabalho revelam a necessidade de abertura para as epistemologias dos povos tradicionais, a desconstrução de estereótipos sobre estes povos e a valorização de todas as formas de diversidade cultural no âmbito da educação ambiental.

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Biografia do Autor

Walace Rodrigues, Universidade Federal do Norte do Tocantins - UFNT

Pós-Doutor pela Universidade de Brasília – UnB/POSLIT. Doutor em Humanidades, mestre em Estudos Latino-Americanos e Ameríndios e mestre em História da Arte Moderna e Contemporânea pela Universiteit Leiden (Países Baixos). Pós-graduado (lato sensu) em Educação Infantil pelo Centro Universitário Barão de Mauá - SP. Licenciado pleno em Educação Artística pela UERJ e com complementação pedagógica em Letras/Português e em Pedagogia. Professor Adjunto da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). Docente do Programa de Pós-Graduação em Demandas Populares e Dinâmicas Regionais (PPGDire) e da Pós-Graduação em Ensino de Língua e Literatura (PPGL). Pesquisador no grupo de pesquisa Grupo de Estudos do Sentido - Tocantins – GESTO e no Grupo de Estudos e Pesquisa em Demandas Populares e Dinâmicas Regionais, ambos da Universidade Federal do Norte do Tocantins – UFNT. – CAPES/CNPq. ORCID: http://orcid.org/0000-0002-9082-5203. E-mail: walace@uft.edu.br

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Publicado

2021-10-31

Como Citar

Rodrigues, W. (2021). Educação ambiental e humanização: decolonizar é preciso. Ambiente &Amp; Educação, 26(1), 251–272. Recuperado de https://periodicos.furg.br/ambeduc/article/view/12989

Edição

Seção

Dossiê "Educação Ambiental pós-colonial e comunidades tradicionais"