Analise socioambiental de uma comunidade costeira amazônica amapaense

Autores

  • Raimunda Kelly Silva Gomes Universidade do Estado do Amapá
  • Robson da Costa Ferreira Universidade do Estado do Amapá
  • Francele Benedito Baldez de Sousa Secretaria de Estado de Educação do Amapá

DOI:

https://doi.org/10.14295/ambeduc.v24i2.8744

Palavras-chave:

Socioambiental, sustentabilidade, saberes, Amazônia

Resumo

Este estudo visou compreender a percepção dos moradores da comunidade de Jaranduba, na zona costeira amazônica, arquipélago do Bailique, no Estado do Amapá, localizada a 185 km da capital do Estado (Macapá). A metodologia pautou-se em observação direta, entrevistas semiestruturadas e check list dos principais problemas ambientais. Os resultados apontam que a maioria dos investigados possuem baixos níveis de escolaridade, e as atividades de pesca e agricultura de subsistência é que garantem o sustento das famílias. Enquanto que os principais problemas socioambientais são: o lixo, o desmatamento e a erosão. Portanto, os problemas de caráter socioambiental evidenciados na comunidade, são ocasionados pela ausência de políticas públicas efetivas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Raimunda Kelly Silva Gomes, Universidade do Estado do Amapá

Doutora em educação pela Universidade Federal do Pará. Tem experiência na área de Educação Ambiental, Gestão escolar, educação do campo, zoneamento ecológico econômico e de Ecologia de Ecossistemas Costeiros e Estuarino, atuando na Zona Costeira Amazônica. Tem desenvolvido atividades de pesquisa no Instituto de Pesquisa Cientifica e Tecnológica do Estado do Amapá. Atualmente é docente da Universidade do Estado do Amapá, curso de licenciatura em Pedagogia, e líder do grupo de pesquisa de integração socioambiental e educacional na Amazônia amapaense.

Robson da Costa Ferreira, Universidade do Estado do Amapá

Graduando em Licenciatura Plena em Ciências Naturais na Universidade do Estado do Amapá - UEAP. Atualmente é estudante de iniciação científica da Universidade do Estado do Amapá como bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC/CNPq. Integrante do Grupo de Integração Socioambiental e Educacional - GISAE. Atua com ênfase em EDUCAÇÃO AMBIENTAL.

Francele Benedito Baldez de Sousa, Secretaria de Estado de Educação do Amapá

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará (2004). Atualmente é Mestre em Desenvolvimento Regional, pela Universidade Federal do Amapá (2011). Tem experiência na área de Sociologia da educação, educação do campo e desenvolvimento rural. No momento desenvolve atividades de ensino na secretaria Estadual de Educação do Amapá-SEED, bem como tem desenvolvido a docência no programa nacional de formação de professores- PARFOR. Além disso, tem feito parcerias no Núcleo de integração socioambiental da universidade do Estado do Amapá, para o desenvolvimento da pesquisa e extensão.

Referências

ALENCAR, E. F.; SOUSA, I. S. Aspectos socioambientais da pesca manejada de pirarucus (Arapaima gigas). Amazôn., Rev. Antropol. (Online) 9 (1): 36 - 71, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufpa.br/index.php/amazonica/article/view/5483. Acesso em: 11 abr. 2018.

ANDRADE, A. P.; SOARES, S. M.; VASCONCELOS, W. B. P. O princípio da sustentabilidade e as perspectivas para a Amazônia. Anais: V Jornada Internacional de Políticas Públicas. 2011. Disponível em: http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinpp2011/CdVjornada/Jornada_eixo_2011/questao_ambiental_desenvolvimento_e_politicas_publicas/o_principio_da_sustentabilidade_e_as_perspectivas_para_a_amazonia.pdf. Acesso em 11 abr. 2018.

BRASIL. Lei nº 10.779, de 25 de novembro de 2003. Dispõe sobre a concessão do benefício de seguro desemprego, durante o período de defeso, ao pescador profissional que exerce a atividade pesqueira de forma artesanal. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.779.htm. Acesso em 18 abr. 2019.

CAPRA, F. Falando a linguagem da natureza: Princípios da sustentabilidade. In: STONE, M. K.; BARLOW, Z. (Org.). Alfabetização ecológica: a educação das crianças para um mundo sustentável. São Paulo: CULTRIX, 2006. 46-57 p.

CASTRO, E. Território, Biodiversidade e Saberes de Populações Tradicionais. In: DIEGUES. A.C. (Org.). Etnoconservação: novos rumos para a conservação da natureza. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 2004. p. 165-182.

CEI, I. L. F. Condições sanitárias dos resíduos sólidos no Amapá e política adotada pelo Ministério Público do Estado. In: SIMONIAN, L. T. L. (Org.). Políticas Públicas, desenvolvimento, unidades de conservação e outras questões socioambientais no Amapá. Belém: NAEA; MPEAP, 2010. Disponível em: http://www2.unifap.br/ppgdapp/files/2013/05/HELIVIA-COSTA-G%C3%93ES.pdf. Acesso em 18 abr. 2019.

CUNHA, M. C. Populações tradicionais e a Convenção da Diversidade Biológica. Revista de Estudos Avançados, n. 13, p. 147-163, 1999. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141999000200008. Acesso em 11 abr. 2018.

DIEGUES, A. C. O mito moderno da natureza intocada. São Paulo: Hucitec, 1996.

DIEGUES, A. C. S. A pesca constituindo sociedades. São Paulo: NUPAUB/USP, 2004.

DORIA, C. R. C.; MACHADO NETO, L. F.; SOUZA, S. T. B.; LIMA, M. A. L. A pesca em comunidades ribeirinhas na região do médio rio Madeira, Rondônial. Novos Cadernos NAEA, v. 19 n. 3, p. 163-188, 2016. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/314011308a. Acesso em 10 abr. 2018.

FERNANDES, M.; GUERRA, L. Contra Discurso do Desenvolvimento Sustentável. 2° Ed. Belém: Associação de Universidades Amazônicas, Universidade Federal do Pará. Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, 2006.

GIRALDI, M.; HANAZAKI, N. Uso e conhecimento tradicional de plantas medicinais no Sertão do Ribeirão, Florianópolis, SC, Brasil. Acta bot. bras. 24(2): 395-406. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/abb/v24n2/a10v24.pdf. Acesso em: 12 abr. 2018.

GOMES, R. K. S., TAKIYAMA, L. R., PEREIRA, L. C. C., FERREIRA, R. C. M. Social Diagnosis and Guidelines for Coastal Management in Environmental Protection Areas of the Amazon Littoral (Amapá, Brazil). Journal of Coastal Research. SI 64, 2011.

GOMES, R. K. S.; SILVA, M. C. L., MEDEIROS, M. M. A sustentabilidade da educação socioambiental no Assentamento do Anauerapucu, Amazônia Amapaense. REMEA, 2015. Disponível em: https://periodicos.furg.br/remea/article/view/5093. Acesso em: 10 abr. 2018.

GONÇALVES, D. B. Desenvolvimento sustentável: o desafio da presente geração. Revista espaço acadêmico, N. 51, agosto de 2005. Disponível em: http://danielbertoli.synthasite.com/resources/textos/texto16.pdf. Acesso em: 14 fev. 2019.

GUNTHER, H. Pesquisa qualitativa versus Pesquisa quantitativa: esta é a questão. Revista psicologia: teoria e pesquisa, v.22, 2006.

LIRA, T. M.; CHAVES, M. P. S. R. Comunidades Ribeirinhas na Amazônia: organização sociocultural e política. INTERAÇÕES, Campo Grande, MS, v. 17, n. 1, p. 66-76, jan./mar. 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/inter/v17n1/1518-7012-inter-17-01-0066.pdf. Acesso em: 07 Set. 2017.

LOUREIRO, V. R. A Amazônia no século XXI: novas formas de desenvolvimento. 1ª Ed. São Paulo: Empório do Livro, 2010. 279 p.

MAGALHÃES, M. A. Saneamento básico: direito do cidadão, dever do estado. Caratinga: Diário de Caratinga, 2015. Disponível em: https://diariodecaratinga.com.br/?p=7843. Acesso em 10 abr. 2018.

MAUÉS, R. H. Por que uma Agenda 21 para a Amazônia? In: ARAGÓN, L. E. (Org.). Debates sobre a Agenda Amazônia 21. Belém: UNAMAZ, 2000. p. 31-40.

MELO JÚNIOR, L. C. M.; TOURINHO, M. M.; SAYAGO, D. A. V.; PALHA, M. D. C. Uso de recursos naturais por comunidades ribeirinhas amazônicas: bases para as políticas de concessões florestais. Novos Cadernos NAEA, v. 16, n. 1, p. 79-100, 2013. Disponível em: https://periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/article/view/1067/1776. Acesso em: 20 out. 2018.

MORAES, A. O.; SCHOR, T.; GOMES, J. A. A. Relações de trabalho e transporte na pesca de Bagres no rio Solimões – AM. Novos Cadernos NAEA, v. 13, n. 1, p. 155-170, jul. 2010. Disponível em: https://periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/article/view/450/698. Acesso em: 05 jul. 2018.

MOTA NETO, J. C.; OLIVEIRA, I. A. de. Saberes da terra, da mata e das águas, saberes culturais e educação. In: OLIVEIRA, I. A. de (Org.). Cartografias ribeirinhas: saberes e representações sobre práticas sociais cotidianas de alfabetizandos amazônidas. Belém: CCSE-UEPA, 2004.

NASCIMENTO, E. P. Trajetória da sustentabilidade: do ambiental ao social, do social ao econômico. Estudos Avançados, v.26. n.74, 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ea/v26n74/a05v26n74.pdf. Acesso em: 22 out. 2018.

PEREIRA, B. E.; DIEGUES, A. C. Conhecimento de populações tradicionais como possibilidade de conservação da natureza: uma reflexão sobre a perspectiva da Etnoconservação. Desenvolvimento e Meio Ambiente, n. 22, p. 37-50, jul./dez. 2010. DOI: http://dx.doi.org/10.5380/dma.v22i0.16054. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/made/article/view/16054/13504. Acesso em: 05 out. 2018.

PEREIRA, L. C. C.; MONTEIRO, M. C.; GUIMARÃES, D. O.; MATOS, J. B.; COSTA, R. M. . Seasonal effects of wasterwater to the water quality of the Caeté river estuary, Brazilian Amazon. Anais da Academia Brasileira de Ciências (Impresso), v. 82, p. 467-478, 2010.

RODRIGUES, V. E. G.; CARVALHO, D. A. Levantamento etnobotânico de plantas medicinais do domínio cerrado na região do Alto Rio Grande, Minas Gerais. Ciênc. Agrotec., Lavras, v.25, n.1, p.102-123, jan./fev., 2001. Disponível em: https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/recursos/FLO_Etnob_Cerrado_MGID-0zWHltLEGY.pdf.Acesso em 20 abr. 2018.

SACHS, I. Desenvolvimento includente, sustentável, sustentado. Rio de Janeiro: Garamond, 2004.

SILVA, I. R. ; PEREIRA, L. C. C.; TRINDADE, W. N.; MAGALHÃES, A. ; COSTA, R. M. Natural and anthropogenic processes on the recreational activities in urban Amazon beaches. Ocean & Coastal Management, v. 76, p. 75-84, 2013.

SIMONIAN, L. T. L. et al. Floresta Nacional do Amapá: um histórico breve, políticas públicas e (in) sustentabilidade. In: SIMONIAN, L. T. L. (Org.). Políticas públicas, desenvolvimento, unidades de conservação e outras questões socioambientais no Amapá. Belém: NAEA; MPEAP, 2010. P. 115-180. Disponível em: http://www.naea.ufpa.br/naea/novosite/paper/323. Acesso em 18 abr. 2019.

SZLAFSZTEINL, C. F. The Brazilian Amazon coastal zone management: implementation and development obstacles. Coastal Conservation, 16, p. 335–343, 2012. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Claudio_Szlafsztein/publication/286129033_Implementation_of_the_coastal_zone_management_in_the_Brazilian_Amazon/links/569cf08108ae8f8ddc70f40c/Implementation-of-the-coastal-zone-management-in-the-Brazilian-Amazon.pdf. Acesso em 18 abr. 2019.

TEISSERENC, P. Reconhecimento de saberes locais em contexto de ambientalização. Novos Cadernos NAEA, v. 13, n. 2, p. 5-26, dez. 2010. Disponível em: https://periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/article/view/473.Acesso em 06 jul. 2018.

VÁSQUEZ, S. P.; MENDONÇA, M. S.; NODA, S. N. Etnobotânica de plantas medicinais em comunidades ribeirinhas do município de Manacapuru, Amazonas, brasil. Acta Amazônica, vol. 44(4), 2014. p. 457 – 472. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0044-59672014000400007.Acesso em 13 abr. 2018.

VEIGA, I. P. A. Perspectivas para reflexão em torno do Projeto político pedagógico. In: VEIGA, I. P. A.; RESENDE, L. M. (Orgs.). Escola: espaço do projeto político pedagógico. 13. ed. Campinas: Papirus, 2008.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: 4.ª edição: Bookman, 2010.

Downloads

Publicado

2019-12-05

Como Citar

Silva Gomes, R. K., Ferreira, R. da C., & Baldez de Sousa, F. B. (2019). Analise socioambiental de uma comunidade costeira amazônica amapaense. Ambiente &Amp; Educação, 24(2), 380–398. https://doi.org/10.14295/ambeduc.v24i2.8744

Edição

Seção

Artigos