“What if we go by bicycle?” Moving ethnography in ecomotricity studies
Moving ethnography in ecomotricity studies
DOI:
https://doi.org/10.63595/ambeduc.v30i3.19777Palabras clave:
Ecophenomenology, Ethnographical Studies, Qualitative Research, Pphenomenology of the BodyResumen
Resumo: Este artigo apresenta os fundamentos teóricos e metodológicos da etnografia do movimento, com foco no ciclismo/movimento em contextos urbanos e na/com a Natureza. Fundamentado no método fenomenológico e situado dentro do arcabouço teórico-metodológico da ecomotricidade, a perspectiva de pesquisa apresentada destaca as dimensões lúdicas (prazerosas/alegres/ilusórias) do movimento com a Natureza como potenciais catalisadores para a práxis ecológica (ecossomestética-ambientalmente ética-ecopolítica). Os insights empíricos são extraídos de uma pesquisa conduzida em Valência, Espanha, com foco nas experiências de ciclismo de dois participantes pela cidade e na/com a Natureza. A análise é estruturada em torno das narrativas dos participantes e suas trajetórias em contextos geoculturais e temporais característicos do Norte Global. Metodologicamente, o estudo empregou etnografia do movimento, entrevistas semiestruturadas e o uso de diários e cadernos de campo. As rotas escolhidas pelos ciclistas revelam dimensões corpóreas, afetivas e simbólicas de suas experiências, lançando luz sobre os entrelaçamentos relacionais entre entidades humanas e não humanas. O estudo destaca o potencial da bicicleta não apenas como objeto de pesquisa, mas também como ferramenta epistemológica para a produção de conhecimento em pesquisas sobre as relações corpo-ambiente. Conclui que a abordagem adotada contribui para ampliar as perspectivas de pesquisa sobre ecomotricidade, especialmente aquelas focadas na experiência vivida e situada.
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