Os Ijá e as agências no território cosmológico Mbya-Guarani
reflexões junto aos saberes indígenas e às epistemologias ecológicas
DOI:
https://doi.org/10.63595/ambeduc.v31i1.19132Palabras clave:
Educação Ambiental e Etnogafia, Saberes Tradicionais e Contra Hegemônicos, Epistemologias Ecológicas, Cosmologias Indígenas, Xamanismo e Cultura Mbya-GuaraniResumen
The Ijá and the agencies in the Mbya-Guarani cosmological territory: reflections along indigenous knowledge and ecological epistemologies
Este trabalho faz parte de um conjunto mais amplo de considerações sobre concepções socioambientais e educacionais desde os saberes indígenas, principalmente da cultura e da espiritualidade Mbya-Guarani. Busco refletir sobre a relação estabelecida entre os povos originários com o território habitado, desde suas próprias perspectivas cosmológicas e xamânicas. Neste sentido, apresento dados etnográficos provenientes de meu trabalho de campo realizado junto ao povo Mbya-Guarani no ano de 2024, desde a Tekoa Y’yrembé, através de um relato do cacique Eduardo Werá Ortis. São estudos com ênfase em torno dos espíritos “donos”, protetores, da floresta, os Ijá para os Mbya, e as agências desdobradas neste contexto cosmológico. Também discuto e critico o contexto do colonialismo e capitalismo que cerceiam estes saberes tradicionais, enquanto um conflito socioambiental e cosmológico. Os conceitos que permeiam as epistemologias ecológicas e igualmente os do perspectivismo, e do multinaturalismo, ameríndio, juntamente com as abordagens a partir do referencial de autores indígenas, em especial Mbya-Guarani, contribuem para refletir sobre os temas propostos.
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