Um ensaio inicial: a luta ecológica como fonte de Educação Ambiental não formal da industrialização ao surgimento do movimento ecológico em Rio Grande/RS

Autores

  • Antonio Carlos Porciuncula Soler Centro de Estudos Ambientais e Grupo Transdisciplinar em Pesquisa Jurídica para a Sustentabilidade GTJUS/FURG/CNPQ
  • Eugênia Antunes Dias CEA e UFPel
  • Francisco Veras Quintanilha FURG

DOI:

https://doi.org/10.14295/ambeduc.v22i1.6247

Palavras-chave:

Educação Ambiental Não Formal. Movimento Ambiental/Ecológico. Crise Ecológica

Resumo

A visão antropocêntrica de natureza, construída historicamente, ao lado da economia capitalista, constituem as bases para a crise ecológica Na década de 60 o mundo viveu um processo de industrialização. Contestando esse modelo societário a luta ecológica teve seu nascedouro naquele momento. A EANF deve contemplar ações voltadas à sensibilização da coletividade e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente. Contudo, mais que a aparência da EA (Formal ou Não-Formal) importa seu conteúdo, ou seja, se a EA se propõe a transformar ou manter a realidade opressora, geradora da crise. No caso do munícipio de Rio Grande, com o projeto de crescimento econômico não só levou a ampliação do número de indústrias, como contribui para o surgimento do movimento ecológico, destacadamente através do CEA, o qual foi pioneiro na EANF. A EA (formal ou não formal) para ser considerada transformadora, deve ter, no mínimo, um duplo papel: superar a crise social e a ecológica, combatendo o paradigma capitalista/antropocêntrico

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Biografia do Autor

Antonio Carlos Porciuncula Soler, Centro de Estudos Ambientais e Grupo Transdisciplinar em Pesquisa Jurídica para a Sustentabilidade GTJUS/FURG/CNPQ

Graduação em Direito (FURG), especialista em Ecologia Humana (UNISINOS) e Ciência Política (ISP/UFPel), mestre e doutorando em Educação Ambiental (PPGEA/FURG). Foi professor de Direito Ambiental (e de outras disciplinas) da FURG e da UFPel. Possui militância ecológica na ONG Centro de Estudos Ambientais (CEA), onde coordena o projeto “Ambientalistas Educadores”, em parceria com a UNESCO e o MMA. Desenvolve pesquisas na área do Direito Ambiental, vinculado ao Grupo Transdisciplinar em Pesquisa Jurídica Para a Sustentabilidade (GTJUS/FURG), do qual é co-fundador. Representou as ONGs ecológicas no CONAMA (dois mandatos), no CONSEMA-RS, no COMDEMA (Rio Grande) e no Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). Atualmente é membro do Comitê Brasileiro para o Programa o Homem e a Biosfera da UNESCO (COBRAMAB), da Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional (CPDS), do Comitê Nacional de Zonas Úmidas, da Comissão Coordenadora do Plano Nacional de Áreas Protegidas e do COMPAM (Pelotas). Foi membro da Coordenação Nacional do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais Para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Na esfera da Administrativa Pública Ambiental foi Coordenador do Programa Mar de Dentro do governo do estado do RS, Secretário Municipal de Planejamento Urbano de Pelotas e Supervisor de Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAM/POA). Colaborou na elaboração de diversas leis, decretos e resoluções incorporados no ordenamento jurídico brasileiro. Coordena o Projeto Agricultura Ecológica Urbana e Peri-urbana, do NUDESE/ FURG, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome.

Eugênia Antunes Dias, CEA e UFPel

Doutora Educação Ambiental/PPGEA/FURG, Pró-Reitora de Gestão de Pessoas da UFPel e membro do Centro de Estudos Ambientais (CEA)

Francisco Veras Quintanilha, FURG

Professor da FURG

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Publicado

2018-01-02

Como Citar

Soler, A. C. P., Dias, E. A., & Quintanilha, F. V. (2018). Um ensaio inicial: a luta ecológica como fonte de Educação Ambiental não formal da industrialização ao surgimento do movimento ecológico em Rio Grande/RS. Ambiente &Amp; Educação, 22(1), 146–164. https://doi.org/10.14295/ambeduc.v22i1.6247

Edição

Seção

Dossiê Temático Educação Ambiental Não Formal