Educação Ambiental Pós-Crítica
superando dualismos e fragmentações no ensino
DOI:
https://doi.org/10.63595/ambeduc.v30i3.19550Palabras clave:
Educação Ambiental Pós-Crítica, Currículo Escolar, Crise Socioambiental, Epistemologias sensíveisResumen
Post-Critical Environmental Education: overcoming dualisms and fragmentation in teaching
Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre a emergência da Educação Ambiental (EA) pós-crítica como paradigma teórico-metodológico alternativo às abordagens tradicionais ainda presentes no contexto escolar, caracterizadas por visões conservadoras, fragmentadas e instrumentalizadas do meio ambiente. Busca-se compreender como a EA pós-crítica rompe com os dualismos fundantes da modernidade — como natureza/cultura, corpo/mente e sujeito/objeto — ao propor uma perspectiva ontológica relacional, sensível e politicamente engajada. Tal abordagem valoriza a incorporação da corporeidade, da estética, da afetividade e das experiências vividas no território como dimensões essenciais da formação crítica dos sujeitos. Ao ressignificar o currículo escolar, a EA pós-crítica contribui para a valorização de saberes locais, de epistemologias plurais e da ecologia dos saberes, abrindo espaço para práticas pedagógicas emancipatórias e ecologicamente comprometidas. Conclui-se que, diante das policrises contemporâneas — ambientais, sociais e civilizatórias —, essa abordagem se mostra essencial para a construção de novos imaginários educativos orientados por justiça socioambiental, cuidado e interdependência.
Descargas
Citas
ANDRADE DA SILVA, Carolina et al. Marcos de teorías poscríticas para repensar la investigación en educación ambiental: La experiencia estética y la subjetividad en la formación de profesores y educadores ambientales. Pensam. educ., Santiago, v. 57, n. 2, 2020. Disponible en http://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0719-04092020000200101&lng=es&nrm=iso DOI: https://doi.org/10.7764/PEL.57.2.2020.1
BRAIDOTTI, Rosi. Posthuman humanities. European Educational Research Journal, v. 12, n. 1, p. 1-19, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.2304/eerj.2013.12.1.1 Acesso 01 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.2304/eerj.2013.12.1.1
BRÜGGER, Paula. Educação ou adestramento ambiental? 3ª edição. Florianópolis/SC. Editoras Letras Contemporâneas. 2004.
CARVALHO, Isabel Cristina de Moura; MHULE, Rita Paradeda. Intenção e atenção nos processos de aprendizagem. Por uma Educação Ambiental “fora da caixa”. Ambiente & Educação: Revista de Educação Ambiental, [S. l.], v. 21, n. 1, p. 26–40, 2016. Disponível em: https://periodicos.furg.br/ambeduc/article/view/6090 Acesso em: 12 jun. 2025.
CARVALHO, Luiz Marcelo de. A temática ambiental e o processo educativo: dimensões e abordagens. Consumo e resíduo: fundamentos para o trabalho educativo. São Carlos: EdUFSCar, v. 1, p. 19-41, 2006.
CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber às práticas educativas. Cortez Editora, 2016.
DEMO, Pedro. Metodologia do conhecimento científico. Atlas, 2000.
FAY, Brian. Critical Social Science. Ithaca, NY: Cornell University Press, 1987.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 15. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
GUATTARI, Félix. As três ecologias. 21ª edição. Tradução de Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas, SP: Papirus, 2012.
INGOLD, Timothy. Da transmissão de representações à educação da atenção. Educação, [S. l.], v. 33, n. 1, 2010. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/faced/article/view/6777 Acesso em: 10 jun. 2025.
IARED, V. G. et al. Educação Ambiental Pós-Crítica como Possibilidade para Práticas Educativas Mais Sensíveis. Educação & Realidade, v. 46, n. 3, p. e104609, 2021.
Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-6236104609 Avesso em 10 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/2175-6236104609
IARED, Valéria Ghisloti; FERREIRA, Alberto Cabral; HOFSTATTER, Lakshmi Juliane Vallim. Por mais experiências estéticas da natureza em escolas públicas de educação básica. Educar em Revista, [S. l.], v. 38, 2022. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/educar/article/view/78109 . Acesso em: 10 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/1984-0411.78109
JACOBI, Pedro Roberto. Educação ambiental: o desafio da construção de um pensamento crítico, complexo e reflexivo. Educação e pesquisa, v. 31, p. 233-250, 2005. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000200007 Acesso em: 10 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000200007
LATHER, Patti; PIERRE, Elizabeth Adams. Post-Qualitative Research. International Journal of Qualitative Studies in Education, v. 26, p. 629-633, 2013. Disponível em: < https://doi.org/10.1080/09518398.2013.788752 > Acesso em: 01 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.1080/09518398.2013.788752
LATOUR, Bruno. Jamais Fomos Modernos. 3 ed. São Paulo: Editora 34, 2013.
MARQUES, Ronualdo. A práxis da educação ambiental como fundamento epistemológico da formação docente. Revista Amor Mundi, v. 3, p. 55-68, 2022. Disponível em: https://journal.editorametrics.com.br/index.php/amormundi/issue/view/16/14 Acesso em: 01 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.46550/amormundi.v3i1.150
MATURANA, Humberto. Emoções e linguagem na educação e na política. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed., São Paulo: Hucitec, 2014.
MOLL, Jaqueline. Ciclos na escola, tempos na vida: criando possibilidades. Artmed, 2004.
MORIN, Edgar; KERN, Anne Brigitte. Terra-pátria. 6 ed. Porto Alegre: Sulina, 2011.
MOTTA, Marlene François. Espaço vivido/Espaço pensado: o lugar e o caminho. 2003.
NAREDO, José Manuel; NAREDO, Josâe Manuel. Raíces económicas del deterioro ecológico y social. Madrid, Spain: Siglo XXI de España Editores, SA, 2010.
NOVO, María. La educación ambiental, una genuina educación para el desarrollo sostenible Environmental Education, a genuine education for sustainable development. Revista de educación, v. 2009, p. 195-217, 2009. Disponível em: https://www.educacionfpydeportes.gob.es/dam/jcr:8998f1e4-65d7-40dd-9469-7945013994e8/re200909-pdf.pdf Acesso em: 01 jun. 2025.
PARO, César Augusto; VENTURA, Miriam; SILVA, Neide Emy Kurokawa. Paulo Freire e o inédito viável: esperança, utopia e transformação na saúde. Trabalho, Educação e Saúde, v. 18, p. e0022757, 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00227
PINK, Sarah. Doing Sensory Ethnography. London, UK: Sage, 2009. DOI: https://doi.org/10.4135/9781446249383
RAMOS, Fernanda Campello Nogueira; DE AZEVEDO, Hugo José Coelho Corrêa; MELLO-SILVA, Clélia Christina. Educação Ambiental e as teorias curriculares pós críticas: reflexões. Cadernos de Educação Básica, v. 7, n. 2, p. 132-144, 2022. DOI: https://doi.org/10.33025/ceb.v7i2.3626
RAMOS, Mairtes de Fátima; SANDER, Nilo Leal. As contribuições da Educação Ambiental Freireana (EAF) para formação crítica dos estudantes. Ambiente & Educação: Revista de Educação Ambiental, [S. l.], v. 28, n. 2, p. 1–17, 2023. DOI: 10.14295/ambeduc.v28i2.15551. Disponível em: https://periodicos.furg.br/ambeduc/article/view/15551 Acesso em: 22 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.14295/ambeduc.v28i2.15551
SACRISTÁN, José Gimeno. O Currículo-: Uma reflexão sobre a Prática. Penso Editora, 2019.
SANTIAGO, Maria Eliete. Escola pública de 10. grau: da compreensão à intervenção. Paz e Terra, 1990.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2006.
SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre educação e política. 25. ed. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1991.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 11. reimp. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
SOUSA, Valdemar. Educação e cidadania: leitura de Paulo Freire com vista a uma ecopedagogia. Paulo Freire e a Sua Pedagogia, p. 77. 2022.
TUAN, Yi-Fu. Espaço e lugar: A perspectiva da experiência. Scielo-eduel, 2013.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Ronualdo Marques

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
Os (as) autores(as) que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: Os (as) autores(as) mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações (CC BY-NC-ND 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. Os (as) autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. Os (as) autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) em qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.







