Epistemologias Sensíveis na Educação Ambiental
Diagnóstico Participativo da Água como Experiência Corpórea e Territorial
DOI:
https://doi.org/10.63595/ambeduc.v30i3.19555Palabras clave:
Educação Ambiental crítica, Epistemologias ecológicas, Sensorialidade e corporeidade, Diagnóstico participativo, Saberes sentipensantes.Resumen
Sensitive epistemologies in environmental education: participatory water diagnosis as embodied and territorial experience
Este artigo apresenta uma experiência de Educação Ambiental sensível e territorial desenvolvida em Montanha-ES, junto a estudantes da rede pública e à comunidade local. A proposta articula investigação participativa da qualidade da água com vivências corporais e sensoriais no território, entendendo o ato de diagnosticar não apenas como técnica, mas como prática formativa e sentipensante. A pesquisa considerou dois períodos sazonais (seca e chuva) e envolveu coletas em campo, observações diretas e rodas de conversa com devolutivas acessíveis à população. Mais do que mensurar parâmetros físico-químicos, a experiência buscou escutar o ambiente com o corpo inteiro, favorecendo a emergência de saberes relacionais, afetivos e ecológicos. A partir da inspiração nas epistemologias ecológicas e na fenomenologia da experiência, o artigo defende a valorização do movimento, da materialidade e da sensorialidade como dimensões constitutivas da formação ambiental crítica.
Descargas
Citas
ALMEIDA, A. R.; FERREIRA, L. B. O uso do IQA como ferramenta didática na Educação Ambiental escolar. Revista Educação e Meio Ambiente, v. 12, n. 1, p. 49–60, 2021.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 23 jun. 2025.
CARVALHO, I. C. M. de. Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. São Paulo: Cortez, 2001.
CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Qualidade das águas interiores do Estado de São Paulo: indicadores do período de 2014 a 2017. São Paulo: CETESB, 2017. Disponível em: https://cetesb.sp.gov.br. Acesso em: 23 jun. 2025.
DIAS, G. F. Educação Ambiental: princípios e práticas. 12. ed. São Paulo: Gaia, 2004.
ESPÍRITO SANTO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Currículo do Espírito Santo: Educação Ambiental – Volume 2. Vitória: SEDU-ES, 2025. Disponível em: https://curriculo.sedu.es.gov.br/curriculo/cadernosmetodologicos. Acesso em: 19 set. 2025.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GUIMARÃES, M. Educação Ambiental crítica: memória, complexidade e transgressão. Ambiente & Sociedade, v. 22, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/asoc/a/S8k7fBZqfZ8k2V6kW5Tgxqw/?lang=pt Acesso em: 23 jun. 2025.
HOWES, D. (Org.). The varieties of sensory experience: a sourcebook in the anthropology of the senses. Toronto: University of Toronto Press, 1991.
JACOBI, P. R. Educação Ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, v. 118, p. 189–205, 2003. DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-15742003000100008
LOUREIRO, C. F. B. Educação Ambiental e movimentos sociais: a construção de uma cidadania ambiental. São Paulo: Cortez, 2012.
PAYNE, P. Amnesia of the moment in environmental education. The Journal of Environmental Education, v. 51, n. 2, p. 113–143, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1080/00958964.2020.1726263. Acesso em: 23 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.1080/00958964.2020.1726263
PINK, S. Doing sensory ethnography. London: SAGE Publications, 2009. DOI: https://doi.org/10.4135/9781446249383
RODRIGUES, C. A ecomotricidade na apreensão da natureza: inter-ação como experiência lúdica e ecológica. Desenvolvimento e Meio Ambiente, v. 51, Edição Especial, p. 8–23, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.5380/dma.v51i0.63288. Acesso em: 23 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.5380/dma.v51i0.63007
SANTOS, B. de S. O fim do império cognitivo: a afirmação das epistemologias do Sul. Belo Horizonte: Autêntica, 2019.
SATO, M. Educação Ambiental: conceitos e fundamentos. In: TRAJBER, R.; MENDONÇA, P. de S. (Orgs.). Educação Ambiental: pesquisa e desafios. Brasília: Ministério da Educação, 2005. p. 35–58.
SAUVÉ, L. Perspectivas curriculares em Educação Ambiental. Revista do Mestrado em Educação Ambiental, v. 3, n. 5, p. 30–48, 2005.
STEIL, C. A.; CARVALHO, I. C. M. Epistemologias ecológicas. Mana, v. 20, n. 1, p. 163–183, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-93132014000100008. Acesso em: 23 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-93132014000100006
UNESCO. Intergovernmental Conference on Environmental Education: Final Report – Tbilisi (USSR), 14–26 October 1977. Paris: UNESCO, 1978. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/. Acesso em: 23 jun. 2025.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Douglas Vidal, Geovanna Fernandes

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
Os (as) autores(as) que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: Os (as) autores(as) mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações (CC BY-NC-ND 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. Os (as) autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. Os (as) autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) em qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.







