Educação Ambiental Crítica em tempos de colapso
Resistências a lógica do capital e anúncios de futuros sustentáveis
DOI:
https://doi.org/10.63595/ambeduc.v31i1.21149Palavras-chave:
Educação ambiental crítica, capitalismo, crise climática, anúnciosResumo
Critical Environmental Education in Times of Collapse: Resistances to the Logic of Capital and Announcements of Sustainable Futures
O presente artigo tem como objetivo investigar o conceito de Educação Ambiental Crítica (EAC) enquanto uma possível ferramenta de enfrentamento da realidade socioambiental e da crise climática, a partir da exposição de sua trajetória histórica e vertentes teóricas, para então viabilizar caminhos que possam articular o campo às mudanças climáticas que vêm sendo acentuadas exponencialmente nos últimos séculos. Para tal, a pesquisa parte da seguinte interrogativa: “O que é Educação Ambiental?” e é estruturada em três eixos principais: definição e finalidade da EA; historicidade da EA e suas vertentes ou macrotendências; e, por fim, a Educação Ambiental Crítica e suas possíveis conexões, nas quais se articula como ferramenta de combate às mudanças climáticas. Para a construção da presente pesquisa, foram utilizados como principais autores e expoentes da temática Marcos Reigota, Philippe Pomier Layrargues e Carlos Frederico Loureiro, os quais oferecem bases teóricas para compreender a EAC enquanto mecanismo de emancipação e transformação da ordem vigente.
Downloads
Referências
ASSIS, Laryssa Louzada de. Educação Ambiental Crítica e a inter relação entre a dominação das mulheres e da natureza. 2023. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em Educação Ambiental, Instituto de Educação, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, 2023.
CARSON, Rachel. Primavera Silenciosa. São Paulo: Melhoramentos, 1969; Gaia, 2010.
ESPINOSA, Héctor Raúl Muñoz. Desenvolvimento e meio ambiente sob nova ótica. Revista Ambiente, v. 7, n. 1, p. 40-44, 1993.
DAVIS, Angela . Mulheres, Raça e Classe. São Paulo.Boitempo Editorial, 2016.
FREIRE, Paulo. Denúncia, anúncio, profecia, utopia e sonho. In Brasil, Senado federal. O livro da profecia: O Brasil no terceiro milênio. Brasília, coleção senado, v. 1, 1997.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
GIL, Antonio. Carlos. Método e técnicas de pesquisa social. São Paulo, SP: Atlas. 1999
HERCULANO, Selene. O clamor por justiça ambiental e contra o racismo ambiental. Revista Interfacehs, [s. l.], v. 3, ed. 1, p. 17- 25, 2008. Disponível em: https://www3.sp.senac.br/hotsites/blogs/InterfacEHS/wp-content/uploads/2013/0 7/art-2- 2008-6pdf. Acesso em: 20 mai. 2025.
IPCC, Intergovernmental Panel on Climate Change. Clima Change, 2007:
Contribution of Working Group I for the Fourth Assessment Report (AR4) -
Summary for Policy Makers (SPM), WMO/UNEP, Genebra, Suiça. 2007.
Disponível em: https://www.ipcc.ch/srccl/chapter/summary-for-policymakers/
Acesso em: 15 maio. 2025.
LAYRARGUES, Philippe Pomier; LIMA, Gustavo Ferreira da Costa. As
macrotendências político-pedagógicas da educação ambiental brasileira. Ambiente
& Sociedade, 2014, p.23-40. Disponível em: https://www.scielo.br/j/asoc/a/8FP6nynhjdZ4hYdqVFdYRtx/?format=pdf&lang=pt . Acesso em 12 maio. 2025.
LESSA, Sérgio. Ortodoxia e Leitura Imanente. In: Trabalho e proletariado no capitalismo contemporâneo. 2a edição. São Paulo: Cortez Editora, 2011, p. 09-21.
LOUREIRO, Carlos Frederico Bernardo. O que significa transformar em Educação Ambiental.In: Educação Ambiental e Compromisso Social: Pensamentos e Ações. Erechim: Edifapes, p. 265-271, 2004.
LOUREIRO, Carlos Frederico Bernardo; TREIN,Eunice; TOZONI-REIS,Marília Freitas de Campos e NOVICKI,Victor. Contribuições Da Teoria Marxista Para a Educação Ambiental Crítica. 2009.
LOUREIRO, Carlos Frederico Bernardo. Sustentabilidade e Educação: Um olhar da Ecologia Política. São Paulo: Cortez, 2012.
MARX, Karl. O Capital – Crítica da Economia Política. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil S.A.,1989
MÉSZÁROS, István. Para além do capital: rumo a uma teoria da transição / István Mészáros ; tradução Paulo Cezar Castanheira, Sérgio Lessa. - 1.ed. revista. - São Paulo : Boitempo, 2011.
MINAYO, Maria Cecília de Souza ; DESLANDES, Suely Ferreira.; GOMES, Romeu. (org.). Pesquisa social: Teoria, método e criatividade. 26. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2007. 1-55 p. Disponível em: file:///C:/Users/Visitante/Downloads/MC2019%20Minayo%20Pesquisa%20Social%2 0%20(1).pdf. Acesso em: 10 mai. 2025.
NOVAES, Henrique Tahan. A educação ambiental anticapitalista: produção destrutiva, trabalho associado e agroecologia. Boitempo Editorial, 2025.
NUNES, Ana Carolina Duarte; SILVA, Maria Eduarda dos Santos de Sá da; PEDRUZZI, Alana das Neves. Crise estrutural do capital e educação ambiental crítica: denúncia, anúncio e transformação social. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 25, p. e025029, 2026. DOI: 10.20396/rho.v25i00.8681225. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8681225. Acesso em: 10 abr. 2026.
PEDRUZZI, Alana das Neves. A Formação Em Educação Ambiental Na Ênfase Em Gestão Do Patrimônio Socioambiental Do Curso De História-Bacharelado Da Universidade Federal Do Rio Grande - FURG. [Dissertação de Mestrado]. Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental – Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Rio Grande, 2014.
PEDRUZZI, Alana das Neves. Sobre presenças e ausências na Educação Ambiental Crítica. 2019. 143 f. Tese (Doutorado em Educação Ambiental) – Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental - Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, 2019.
PODEWILS, Tamires Lopes. Educação Ambiental como complexo orientador da práxis humana: uma análise a partir de Gÿorgÿ Lukács. Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental [Tese de Doutorado]. Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Rio Grande, 2019. Disponível em: https://argo.furg.br/?BDTD12236. Acesso em 30 set. 2025.
REIGOTA, Marcos. O que é Educação Ambiental. São Paulo: Brasiliense, 2009.
RIQUITO, Mariana. Antropoceno patriarcal, petro-masculinidades e masculinidades industriais: diálogos feministas sobre a crise climática. Ex aequo, Lisboa , n. 43, p. 15-29, jun. 2021. Disponível em: https://exaequo.apem-estudos.org/files/2021-07/02-mariana-riquito.pdf. Acesso em 13 maio. 2025.
SILVA,Andressa Bonilha da; RODRIGUES, Renato Roniel Zêgo; PODEWILS, Tamires Lopes. A Emergência Climática e as mulheres: Apontamentos para os Fundamentos da Educação Ambiental . Ambiente & Educação: Revista de Educação Ambiental, [S. l.], v. 28, n. 1, p. 1–19, 2023. DOI: 10.14295/ambeduc.v28i1.15685. Disponível em: https://periodicos.furg.br/ambeduc/article/view/15685. Acesso em: 10 maio. 2025.
SILVA, Lays Helena Paes. Ambiente e justiça: sobre a utilidade do conceito de racismo ambiental no contexto brasileiro. e-cadernos CES, [S.l.], n. 16, p. 134–163, 2012. Disponível em: https://journals.openedition.org/eces/1123. Acesso em: 12 maio. 2025.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Ana Carolina Duarte Nunes, Maria Eduarda dos Santos de Sá da Silva, Alana das Neves Pedruzzi

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os (as) autores(as) que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: Os (as) autores(as) mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações (CC BY-NC-ND 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. Os (as) autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. Os (as) autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) em qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.







