A Ecopedagogia no contexto da ebulição global
contribuições para a sustentabilidade integrada
DOI:
https://doi.org/10.63595/ambeduc.v30i4.20296Palavras-chave:
Ebulição global. Ecopedagogia. Cidadania Planetária. Sustentabilidade IntegradaResumo
Ecopedagogy in the context of the global crisis: contributions to integrated sustainability
As crises ambientais, econômicas, sociais, políticas, culturais, éticas e de outras ordens que caracterizam a atualidade têm origens múltiplas. Entretanto, de algum modo, todas decorrem e/ou são aprofundadas pelo modelo capitalista que prima pelo acúmulo de riquezas, produção de desigualdades abissais, apropriação destrutiva da natureza, consumismo sem parâmetros e bem-estar individual a qualquer custo. Nesta conjuntura efervescente, em sentido literal e também metafórico, é essencial refletir sobre as causas que estão produzindo tal realidade planetária insustentável. De outra parte, é vital assumir a compreensão de que a construção da sustentabilidade pluridimensional é uma necessidade urgente, que decorre de uma opção política, pedagógica e prática, de caráter coletivo e continuado. Busca-se aqui fazer uma abordagem de alguns aspectos do contexto que nos envolve, bem como dos desafios emergentes, entre os quais o fortalecimento da ecopedagogia crítica capaz de garantir processos civilizatórios mais responsáveis e sustentáveis.
Downloads
Referências
ACOSTA, Alberto. O bem viver – uma oportunidade para imaginar outros mundos. Tradução: Tadeu Breda. São Paulo: Autonomia Literária, Elefante, 2016. Disponível em: <https://rosalux.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Bemviver.pdf>. Acesso: 19 out. 2025.
ALTIERI, Miguel. Agroecologia: a dinâmica produtiva da agricultura sustentável. 4. ed. Porto Alegre: UFRGS, 2004.
ALVES, José Eustáquio Diniz. Antropoceno: a Era do colapso ambiental. CEE-FIOCRUZ, 16 Janeiro de 2020. Disponível em: <https://cee.fiocruz.br/?q=node/1106>. Acesso: 5 ago. 2025.
ANTUNES, Ricardo. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2020.
BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
BECK, Ulrich. Sociedade de risco: Rumo a uma outra modernidade. Trad. Sebastião Nascimento. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2011.
BOFF, Leonardo. Ecologia, grito da Terra, grito dos pobres: dignidade e direitos da Mãe Terra. Ed. ver. e ampl. Petrópolis: Vozes, 2015.
BOFF, Leonardo. Sustentabilidade: o que é – o que não é. Petrópolis: Vozes, 2012.
CAPRA, Fritjof; STONE, Michael K.; BARLOW, Zenobia. Alfabetização ecológica: a educação das crianças para um mundo sustentável. Tradução de Carmen Fischer. São Paulo: Cultrix, 2006.
CAPRA, Fritjof. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. Trad. Newton Roberval Eichemberg. São Paulo: Cultrix, 1999.
CAVALCANTI, Clóvis. Concepções da economia ecológica: suas relações com a economia dominante e a economia ambiental. Estudos Avançados, São Paulo, v.24, n. 68, p. 53- 67, 2010. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142010000100007
CENCI, Daniel Rubens; ROSSINI, Cleusa. Bens comuns e bem viver: elementos para a sustentabilidade sob uma visão biocêntrica. In: RUSCHEL, Caroline Vieira; MILIOLI, Geraldo (Orgs.). O comum e os comuns: teoria e prática para um bem viver planetário. Criciúma, SC: Ediunesc, 2023. DOI: https://doi.org/10.18616/comuns19
DIAS, Genebaldo Freire. Ecopercepção: um resumo didático dos desafios socioambientais. São Paulo: Gaia, 2004.
FRANCISCO, Papa. Carta Encíclica Laudato Si' (Sobre o Cuidado da Casa Comum). São Paulo: Paulus/Edições Loyola, 2015.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 2000. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-32832001000100016
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed., Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Cortez & Moraes, 1979.
GADOTTI, Moacir. Educar para a sustentabilidade: uma contribuição à década da educação para o desenvolvimento sustentável. São Paulo: Editora e Livraria Instituto Paulo Freire, 2008.
GADOTTI, Moacir. Pedagogia da terra. São Paulo: Peirópolis, 2000.
GOULD, Kenneth A. Classe social, justiça ambiental e conflito político. In: ACSELRAD, Henri e outros (org.). Justiça ambiental e cidadania. Rio de Janeiro: Relume Dumará: Fundação Ford, 2004.
GUTIÉRREZ, Francisco; PRADO, Cruz. Ecopedagogia e Cidadania planetária. São Paulo: Editora Cortez/Instituto Paulo Freire, 1999.
HARDIN, Garrett. The Tragedy of the Commons. Science, Washington, v. 162, n. 3859, p. 1243-1248, dez. 1968. Disponível em: <https://www.science.org/doi/10.1126/science.162.3859.1243>. Acesso: 21 set. 2025. DOI: https://doi.org/10.1126/science.162.3859.1243
KRENAK, Ailton. Futuro ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
LEFF, Enrique. Ecologia política: da desconstrução do capital à territorialização da vida. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2021. DOI: https://doi.org/10.7476/9788526815414
LEFF, Enrique. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. 2. ed., Rio de Janeiro: Vozes, 2002.
LENZI, Cristiano Luis. Sociologia ambiental: risco e sustentabilidade na modernidade. Bauru – SP: Edusc, 2006.
LIBÂNIO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos: inquietações e buscas. Educar, Curitiba, n. 17, p. 153-176. 2001. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/er/a/xrmzBX7LVJRY5pPjFxXQgnS/?format=pdf&lang=pt>. Acesso: 19 out. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/0104-4060.226
LOUREIRO, Carlos Frederico B. Loureiro; LAYRARGUES, Philippe Pomier. Ecologia política, justiça e educação ambiental crítica: perspectivas de aliança contra-hegemônica. Trab. Educ. Saúde, Rio de Janeiro, v. 11 n. 1, p. 53-71, jan./abr. 2013. DOI: https://doi.org/10.1590/S1981-77462013000100004
LOUREIRO, Carlos Frederico. Educação ambiental e movimentos sociais na construção da cidadania ecológica e planetária. In: LOUREIRO, C. F., LAYRARGUES, P. P., CASTRO, R. S. (orgs.). Educação ambiental: repensando o espaço da cidadania. 3ª ed., São Paulo: Cortez, 2005.
MARTÍNEZ-ALIER, Juan. O ecologismo dos pobres: conflitos ambientais e linguagens de valoração. Tradução de Maurício Waldman. São Paulo: Contexto, 2007.
MÉSZÁROS, István. Para além do capital: rumo a uma teoria da transição. Tradução: Paulo Cezar Castanheira e Sérgio Lessa. São Paulo: Boitempo, 2011.
MIGNOLO, Walter D. Desobediência epistêmica: a opção descolonial e o significado de identidade em política. Tradução: Ângela Lopes Norte. Cadernos de Letras da UFF – Dossiê: Literatura, língua e identidade, nº 34, p. 287-324, 2008.
MUÑOZ, Enara Echart et al. Atlas da Justiça Climática na América Latina e Caribe. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: CLACSO; Madrid: Observatorio de Geopolítica Y Transiciones Ecosociales – GeoEcos; Rio de Janeiro: Observatório Interdisciplinar das Mudanças Climáticas, 2025. Disponível em: file:///C:/Users/dirce/Downloads/Atlas-da-Justica-climatica%20(4).pdf. Acesso: 6 out. 2025.
PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. A Globalização da Natureza e a Natureza da Globalização. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.
PORTO, Marcelo Firpo de Souza. Saúde Pública e (in)justiça ambiental no Brasil. In: ACSELRAD, Henri e outros (org.). Justiça ambiental e cidadania. Rio de Janeiro: Relume Dumará: Fundação Ford, 2004.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocetrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latinoamericanas. CLACSO, Buenos Aires, Argentina. 2005.
SHIVA, Vandana. Monoculturas da Mente: Perspectivas da Biodiversidade e da Biotecnologia. São Paulo, Gaia, 2003.
SMITH, Adam. A Riqueza das Nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
STEIL, Carlos Alberto; CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Epistemologias ecológicas: delimitando um conceito. Mana 20(1): 163-183, 2014. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/mana/a/q4j7Q5cGKvVv8cvqZrjknpf/?format=pdf&lang=pt>. Acesso: 19 out. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-93132014000100006
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Dirceu Benincá

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os (as) autores(as) que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: Os (as) autores(as) mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações (CC BY-NC-ND 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. Os (as) autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. Os (as) autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) em qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.







