Ecopedagogia das cheias

saberes construídos e a reinvenção da convivência pantaneira em diálogo com o construcionismo social

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.63595/ambeduc.v30i4.20272

Palabras clave:

Educação Ambiental, Ecopedagogia, Construcionismo Social, Pantanal, Comunidades tradicionais.

Resumen

Ecopedagogy of floods: constructed knowledges and the reinvention of pantanal coexistence in dialogue with social constructionism

Este artigo, derivado de uma pesquisa de doutorado em Psicologia Social, objetivou analisar a ecopedagogia da convivência pantaneira, investigando a compreensão, previsão e adaptação da população local aos ciclos de cheias anuais, bem como os desafios impostos por intervenções socioambientais. A teoria se fundamenta na Ecopedagogia, e no Construcionismo Social. A metodologia qualitativa utilizou entrevistas com 10 participantes e diários de campo, observando rigorosos preceitos éticos. Os resultados demonstram uma sofisticada ecopedagogia de previsão e adaptação, baseada em sinais naturais e tecnológicos. Contudo, intervenções como diques e a Usina de Manso geraram imprevisibilidade, desestabilizando saberes ancestrais e identidades locais. Isso exige a reinvenção da convivência pantaneira e da própria prática ecopedagógica. 

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

George Moraes De Luiz, Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) - Brasil

 Professor Adjunto do curso de Psicologia e do Mestrado em Educação da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso/Rondonópolis (2008), Mestrado (2011) e Doutorado (2015) em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com bolsas CNPq e CAPES. Realizou estágio doutoral no Grupo de Investigação de Estudos Sociais em Ciência e Tecnologia (GESCIT) da Universidade Autônoma de Barcelona, Espanha (2014), com bolsa CAPES, e intercâmbio no Mestrado Integrado em Psicologia e no Instituto da Infância da Universidade do Minho, Braga, Portugal (2007-2008), com bolsa do Programa Santander Universidades. em Psicologia da Saúde, concedido pela Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde, Porto, Portugal (2008). Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social, Construcionismo Social, Práticas Discursivas, Gênero e Masculinidades. E-mail: george@ufr.edu.br

Citas

ABREU, Silvana. Intervenção e gerenciamento espacial: o caso do Prodepan. In: SIMPÓSIO SOBRE OS RECURSOS DO PANTANAL – OS DESAFIOS DO NOVO MILÊNIO, 3., 2000, Corumbá, MT. Artigo.... Disponível em:

www.cpap.embrapa.br

Acesso em: 17 out. 2025.

BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano, compaixão pela terra. Petrópolis: Vozes, 1999.

CAMPOS FILHO, Luis Vicente. Tradição e ruptura: cultura e ambientes pantaneiros. Cuiabá: Entrelinhas, 2002.

CARVALHO, N. O. Hidrologia da Bacia do Alto Paraguai. In: SIMPÓSIO SOBRE OS RECURSOS NATURAIS E SOCIOECONÔMICOS DO PANTANAL, 1., 1984, Corumbá, MT. Anais.... Brasília: Embrapa-DDT, 1986. p. 43-49.

SILVA, Carolina Joana da; SILVA, Joana Fernandes. No ritmo das águas do pantanal. São Paulo: NUPAUB/USP, 1995.

DICKMANN, Ivo. Reinventando a ecopedagogia: patriarcado, modernidade e capitalismo. Revista Sergipana de Educação Ambiental, São Cristóvão, Sergipe, V. 9, N. 1, 2022. DOI: https://doi.org/10.47401/revisea.v9i1.18105

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 37. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. 12. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

GADOTTI, Moacir. Pedagogia da Terra. 3. ed. São Paulo: Fundação Peirópolis, 2000.

GARCIA-WATANABE, D. A. Águas pantaneiras nos ritos, mitos e gritos da educação ambiental. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2006.

GUTIÉRREZ, Francisco; PRADO, Cruz. Ecopedagogia e cidadania planetária. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2013.

MEDRADO, Benedito; SPINK, M. J. Práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano. 1999.

MEDRADO, Benedito; SPINK, Mary Jane; MÉLLO, Ricardo. Diários como atuantes em nossas pesquisas: narrativas ficcionais implicadas. In: SPINK, Mary Jane et al (Org.). A produção de informação na pesquisa social: compartilhando ferramentas. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Investigações Sociais, 2014. Disponível em:

www.bvce.org Acesso em: 15 nov. 2014.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 2007.

PRADO ROJAS, Cruz. Ecopedagogía: hacia una CUIdadanía planetaria. 2020. (prelo).

SILVA, Carolina Joana da; SILVA, Joana Fernandes. No ritmo das águas do pantanal. São Paulo: NUPAUB/USP, 1995.

SILVA, João dos Santos Vila; ABDON, Myrin de Moura. Delimitação do Pantanal brasileiro e suas sub-regiões. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, n. 33, volume especial, p. 1703-1711, out. 1998.

SPINK, Mary Jane. Linguagem e produção de sentidos no cotidiano. 2010. DOI: https://doi.org/10.7476/9788579820465

SPINK, Mary Jane. A ética na pesquisa social: da perspectiva prescritiva à interanimação dialógica. Psico, [s.l.], n. 31, p. 7-22, 2000.

SPINK, Mary Jane. Pesquisando no cotidiano: recuperando memórias de pesquisa em Psicologia Social. Psicologia & Sociedade, Porto Alegre, v. 19, n. 1, abr. 2007. https://www.scielo.br/j/psoc/a/PcjDZBhQRzGrCrpVLdLZgJq/?format=html&lang=pt DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-71822007000100002

Publicado

2026-01-27

Cómo citar

Moraes De Luiz, G. (2026). Ecopedagogia das cheias: saberes construídos e a reinvenção da convivência pantaneira em diálogo com o construcionismo social. Ambiente & Educação: Revista De Educação Ambiental, 30(4), 1–22. https://doi.org/10.63595/ambeduc.v30i4.20272

Número

Sección

Dossiê: "Ecopedagogias em diálogos temáticos e epistemológicos"

Artículos similares

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.