Diálogos amazônidos na Amazônia
cosmologias do devir nos livros de literatura infantil em contexto de sala de aula
DOI:
https://doi.org/10.63595/ambeduc.v31i1.19542Palavras-chave:
Literatura Infantil. Modos de ser. Identidades Infantis Amazônicas. Filosofia da DiferençaResumo
Amazonian Dialogues in the Amazon: Cosmologies of Becoming in Children's Literature Books in Classroom Contexts
Este artigo resulta de um projeto de Pós-Doutoramento vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação na Amazônia (EDUCANORTE/UEA), desenvolvido entre agosto de 2024 e junho de 2025. O estudo concentrou-se nas narrativas literárias que possibilitam (ou não) a expressão de identidades indígenas infantis em contextos escolares, com foco para a Educação Infantil. Para este debate selecionamos a coletânea de Daniel Munduruku — Histórias que eu ouvi e gosto de contar, Histórias que eu li e gosto de contar e Histórias que eu vivi e gosto de contar (Editora Callis, 2010-2011) —, como corpus central de análise. O enfoque teórico-metodológico articulou o campo pós-crítico em Educação, a filosofia da Diferença e perspectivas decoloniais, utilizando uma abordagem qualitativa (Rey, 2005) e a análise de imagens (Schwengber, 2012) para explorar as narrativas visuais e textuais como elementos dinâmicos na produção de identidades e corporeidades. Os resultados evidenciam que as obras de Munduruku, ao tensionarem saberes indígenas e ocidentais, funcionam como dispositivos de resistência e reinvenção identitária, destacando-se como ferramentas pedagógicas capazes de: Descolonizar imaginários ao apresentar modos de ser amazônidas não reduzidos a estereótipos; Potencializar a ecologia dos saberes ao validar epistemologias indígenas na Educação Infantil; Narrar corpos e identidades em devir, rompendo com essencialismos e afirmando a diferença como potência.
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Referências
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