Saber Sentir
proposições em torno de epistemologias ecológicas, estudos móveis e sensoriais na Educação Ambiental
DOI:
https://doi.org/10.63595/ambeduc.v30i3.20687Palabras clave:
Educação Ambiental, Epistemologias Ecológicas, Estudos Sensoriais, ExperiênciaResumen
Knowing How to Feel: propositions around ecological epistemologies, mobile and sensory studies in Environmental Education
Este artículo presenta la temática propuesta en el dossier “Saber Sentir en Educación Ambiental”, fundamentado en las denominadas epistemologías ecológicas y orientado por las perspectivas de los estudios móviles y sensoriales. Inicialmente, se realiza una contextualización conceptual de la Educación Ambiental a partir de estos enfoques, seguida de reflexiones derivadas de experiencias de investigación vinculadas a esta propuesta. El texto plantea discusiones teórico-metodológicas que problematizan el antropocentrismo y la centralidad del conocimiento estrictamente intelectual en la producción académica, defendiendo una Educación Ambiental menos antropocéntrica y más atenta a las dimensiones sensoriales, corporales y afectivas del aprendizaje. Considerando que las relaciones entre humanos y más-que-humanos están mediadas por afectos, emociones y diferentes ontologías, el artículo dialoga con el giro ontológico en las ciencias humanas y con saberes contrahegemónicos, como las cosmologías indígenas y las reflexiones emergentes en el contexto del Antropoceno. Las epistemologías ecológicas se entienden como esfuerzos por superar dicotomías modernas como naturaleza y cultura, cuerpo y mente, sujeto y objeto. A partir de los aportes de la fenomenología y de los estudios sensoriales, se enfatiza la experiencia como proceso constitutivo del conocimiento, articulando dimensiones sociales, materiales y corporales.
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