A questão da seca no semiárido nordestino e a visão reducionista do Estado: a necessidade da desnaturalização dos problemas socioambientais

Autores

  • Andrea Bezerra Crispim Estudante de Pós-Doutorado em Geografia na Universidade Federal do Ceará
  • Marcos Nogueira Souza Doutor em Geografia e professor adjunto do curso de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual do Ceará
  • Edson Vicente da Silva Doutor em Geografia e professor adjunto do curso de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará
  • Pedro Henrique Balduíno Queiróz Doutorando do curso de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará

Palavras-chave:

Geografia Ambiental, políticas ambientais, semiárido

Resumo

O presente artigo tem como objetivo discutir a questão da seca, presente no semiárido nordestino, partindo de uma análise crítica que, para além dos discursos reducionistas ao longo do processo de formação territorial dos sertões semiáridos, coloca o processo de apropriação desigual desse espaço geográfico como um dos principais motivos dos problemas socioeconômicos e ambientais vivenciados nesta região em decorrência da relação sociedade/natureza refletida na questão da seca. Ademais, considerou-se a problemática ambiental relacionada à seca não somente como um processo natural dentro de um discurso simplista e reducionista da realidade, mas colocada como questão ambiental presente nesta área, sendo esta consequência da falta de prioridade do Estado em estabelecer políticas que visem de forma concreta à convivência com o semiárido em sua totalidade, de acordo com os preceitos da sustentabilidade e equidade social.

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Biografia do Autor

Andrea Bezerra Crispim, Estudante de Pós-Doutorado em Geografia na Universidade Federal do Ceará

Possui doutorado em Geografia pela Universidade Estadual do Ceará. Cursando, atualmente, Pós- doutorado em Geografia na Universidade Federal do Ceará

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Publicado

2016-12-30

Como Citar

Crispim, A. B., Souza, M. N., Silva, E. V. da, & Queiróz, P. H. B. (2016). A questão da seca no semiárido nordestino e a visão reducionista do Estado: a necessidade da desnaturalização dos problemas socioambientais. Ambiente &Amp; Educação, 21(2), 39–59. Recuperado de https://periodicos.furg.br/ambeduc/article/view/6402