Crianças de todo o mundo, uni-vos!

Maria José Araújo, Hugo Monteiro

Resumo


A ideia de que as crianças vivem num mundo à parte, afastado da realidade social e política, sem tensões sociais e que constroem a sua identidade sem mesmo antes terem consciência da diversidade social, cultural,ambiental é uma visão etnocêntrica, cada vez mais difícil de aceitar. Considerada como um cidadão sob tutela e quase nunca como cidadão de pleno direito, a criança é privada da liberdade e da aventura que a natureza propõe,num mundo que não é para brincadeiras. Como bem explicitava John Dewey a educação é paradoxal e a antítese mais enraizada na história da educação está bem explicita entre a educação como preparação para o trabalho útil e a educação para uma vida de lazer no tempo livre. As simples expressões “trabalho útil” e “lazer” confirmam a afirmação de que a separação e o conflito de valores não se autocircunscrevem, mas refletem a divisão na vida social(2007), uma questão complexa que nos leva à proposta de debate neste texto.

Palavras-chave


liberdade, trabalho, tempo livre, criança, brincar

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DOI: https://doi.org/10.14295/ambeduc.v23i3.8645

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