Crianças de todo o mundo, uni-vos!

Autores

  • Maria José Araújo
  • Hugo Monteiro

DOI:

https://doi.org/10.14295/ambeduc.v23i3.8645

Palavras-chave:

liberdade, trabalho, tempo livre, criança, brincar

Resumo

A ideia de que as crianças vivem num mundo à parte, afastado da realidade social e política, sem tensões sociais e que constroem a sua identidade sem mesmo antes terem consciência da diversidade social, cultural,ambiental é uma visão etnocêntrica, cada vez mais difícil de aceitar. Considerada como um cidadão sob tutela e quase nunca como cidadão de pleno direito, a criança é privada da liberdade e da aventura que a natureza propõe,num mundo que não é para brincadeiras. Como bem explicitava John Dewey a educação é paradoxal e a antítese mais enraizada na história da educação está bem explicita entre a educação como preparação para o trabalho útil e a educação para uma vida de lazer no tempo livre. As simples expressões “trabalho útil” e “lazer” confirmam a afirmação de que a separação e o conflito de valores não se autocircunscrevem, mas refletem a divisão na vida social(2007), uma questão complexa que nos leva à proposta de debate neste texto.

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Publicado

2018-12-22

Como Citar

Araújo, M. J., & Monteiro, H. (2018). Crianças de todo o mundo, uni-vos!. Ambiente &Amp; Educação, 23(3), 170–188. https://doi.org/10.14295/ambeduc.v23i3.8645

Edição

Seção

Dossiê Karl Marx 200 Anos: natureza e o marxismo ecológico