Educação não formal de adultos como espaço de constituição do sujeito

Jussara Botelho Franco, Susana Inês Molon

Resumo


O artigo reúne percepções da investigação realizada no ano de 2000, na cidade do Rio Grande, junto ao Projeto Integrar RS/Alimentação, promovido pela Federação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação do Estado do Rio Grande do Sul, que entre outras práticas educativas certificou o ensino fundamental a adultos, trabalhadores e trabalhadoras, (desempregados e empregados). O objetivo do estudo foi perceber como o espaço não formal oferecido educa os trabalhadores; se os submetendo à dominação exercida pelo capital ou possibilitando que construam um conhecimento próprio e necessário para o enfrentamento com a realidade posta pela classe dominante, dentro da luta de classes estabelecida, não para ajustar-se a ela, mas para superá-la, construindo novas relações sociais em que todos possam ao constituir-se como sujeito, exercer plenamente a sua humanidade. No sentido apontado, após situar os pesquisados em seu contexto sócio-histórico econômico e cultural procuro perceber em que medida essa vivência foi determinante como espaço mediador na constituição dos sujeitos, individual e coletivamente.

Palavras-chave


Educação não formal. Educação de adultos. Constituição do sujeito.

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REDSIS -Revista Didática Sistêmica,ISSN 1809-3108, Rio Grande/RS, Brasil. revdidaticasistemica@furg.br