Memória e história do ensino das humanidades: do nascimento do conceito de disciplinas escolares à atual ciências humanas

Júlia Silveira Matos

Resumo


A escola brasileira na atualidade é marcada em sua organização pela divisão dos saberes específicos das ciências de referência nas chamadas disciplinas escolares. Essa estrutura se organiza na partição do tempo escolar em períodos, as conhecidas horas/aula. Cada professor tem com seus alunos um conjunto de períodos semanais para trabalhar os conhecimentos de sua área de saber, com vistas ao estudo de determinada quantidade de “conteúdos”, pré-estabelecidos pelo que se convencionou compreender como um código disciplinar de seu campo de saber. Nas ciências humanas esse formato organizacional se consolidou de forma quase que inquestionável, contribuindo para o isolamento dos saberes dentro das disciplinas escolares e no distanciamento entre seus atores de forma a impossibilitar os inúmeros diálogos possíveis entre os campos do saber. A partir dessa percepção podemos nos questionar: quando historicamente o campo das humanidades clássicas, como eram ensinados os saberes que hoje entendemos pertencentes as Ciências Humanas, na Idade Moderna, se dividiram em disciplinas escolares? Em qual contexto histórico e por quais motivos se fizera fundamental essa divisão? E como essa divisão impactou na formação dos professores, especificamente os de História, que são o foco de nosso estudo.

Palavras-chave


Humanidades. Formação de Professores. Ciências Humanas.

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MOMENTO - Diálogos em Educação, E-ISSN 2316-3100, Rio Grande/RS, Brasil

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