POLÍTICAS CURRICULARES NO CONTEXTO DA PRÁTICA EM TEMPOS DE PANDEMIA

análise dos fazeres do complexo integrado de educação de Itamaraju-BA

Autores

  • Paulo de Tássio Borges da Silva UFSB
  • Ana Paula da Purificação de Moura Secretaria de Educação do Estado da Bahia – SEC/BA
  • Rafael Reis da Luz Universidade Federal do Rio de Janeiro- UFRJ

Resumo

O ano letivo da rede estadual de ensino do estado da Bahia iniciou em 10 de fevereiro de 2020. E como todo início de ano letivo, começou com planejamento inicial, jornada pedagógica, calendário, proposta de trabalho, projetos e, para algumas escolas, tentativas de tradução e interpretação do Novo Ensino Médio e da Base Nacional Comum Curricular. Não havia, portanto, no âmbito do planejamento do ano letivo, previsão de que teríamos uma ruptura tão drástica com a chegada do vírus Sars-Cov-19 ao Brasil. Diante do cenário de pandemia pelo coronavírus (SARS-CoV-2), que provocou a necessidade de afastamento social e consequente fechamento das escolas, esse artigo objetiva identificar as políticas curriculares fomentadas no contexto da prática pelo Complexo Integrado de Educação de Itamaraju (CIEI) ao longo do período de pandemia. Na análise, estamos operando teórico e metodologicamente a partir do Ciclo de Políticas, especificamente com o contexto da prática. Também fazemos uso da netnografia, a etnoprintgrafia e questionários com professores(as) e estudantes na produção dos dados. A partir das atividades realizadas pelo CIEI, observamos que as escolas públicas têm construído políticas curriculares no contexto da prática, viabilizando processos pedagógicos com os(as) estudantes, estabelecendo diferentes canais de comunicação. Essas atividades, que vem sendo construídas pelo CIEI, mostram o compromisso das escolas públicas com o ensino e os(as) estudantes nesses tempos de pandemia. Compromisso realizado diante de desafios, como falta de equipamentos tecnológicos, formação continuada para o ensino remoto, entre outros. Há que se dizer ainda, que professoras(es) têm se reinventado constantemente na construção de propostas que produzam conhecimentos e políticas de acolhimento.

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Biografia do Autor

Paulo de Tássio Borges da Silva, UFSB

Possui graduação em Pedagogia: Docência e Gestão dos Processos Educativos pela Universidade do Estado da Bahia-UNEB, Especialização em Educação Infantil pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB, Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Sergipe-UFS, Mestrado em Linguística e Línguas Indígenas pelo Museu Nacional -UFRJ e Doutorado em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro -ProPED/UERJ. Atualmente cursa o Pós-Doutorado no ProPED/UERJ com a orientação de Elizabeth Macedo. Compõe o grupo de pesquisa "Currículo, Cultura e Diferença" da Universidade do Estado do Rio de Janeiro-UERJ e é coordenador do grupo de estudos "Currículo, Diferença e Formação de Professores" da Universidade Federal do Sul da Bahia-UFSB. É professorno Instituto de Humanidades, Artes e Ciências-IHAC da UFSB, atuando na graduação e como professor permanente no Programa de Pós-Graduação em Ensino e Relações Étnico-raciais, professor convidado na Licenciatura Intercultural Indígena -Prolind/UFES, tendo experiência docente nas áreas de Pedagogia e Licenciaturas, bem como na formação inicial e continuada de professores (as) indígenas, especificamente nas disciplinas: Currículo, Didática, Estágio Supervisionado, Conhecimento e Interculturalidade, Pesquisae Prática Pedagógica. Atua especificamente nos seguintes temas: Educação Escolar Indígena e Educação Indígena, interculturalidade, revitalização linguística, diferença, currículo, gênero, sexualidades, crianças e infâncias. É membro da Associação Nacionalde Pós-Graduação e Pesquisas em Educação (ANPEd) no GT de Currículo e da Associação Brasileira de Currículo (ABdC).

Ana Paula da Purificação de Moura, Secretaria de Educação do Estado da Bahia – SEC/BA

Graduada em Pedagogia pela Faculdade Pitágoras (2013). Pós-graduada em Educação Infantil pela Universidade Candido Mendes-UCAM. Pós-graduanda em AEE-Atendimento Educacional Especializado pela Universidade São Gabriel da Palha. Especialização em formação de professores em letras/LIBRAS-UNEAD-UNEB. Curso livre em coordenação pedagógica pelo Instituto CENED. Atualmente é Coordenadora Pedagógica pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia –SEC/BA.

Rafael Reis da Luz, Universidade Federal do Rio de Janeiro- UFRJ

Graduado (2012), Mestre (2014) e Doutorando em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em Gênero e Sexualidade pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CLAM/IMS/UERJ, 2016). Servidor público do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), atuando na 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Realiza pesquisas em Psicologia Jurídica, com ênfase nos temas infâncias, famílias, violências e direitos humanos. Também realiza pesquisas no campo de Gênero e Sexualidade, com ênfase nos temas famílias, conjugalidades e parentalidades, na interface entre Psicologia e Direito. Também atua em pesquisas em Psicologia Social Comunitária, comênfase nos temas políticas públicas e assistência social. É autor do livro "Conjugalidades possíveis: um estudo sobre relacionamentos homossexuais". Faz parte do grupo de pesquisa "Psicologia e Direitos da Infância", vinculado ao Programa de Pós-Graduaçãoem Psicologia da UFRJ. É sócio da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO), Núcleo Rio de Janeiro. Também atua na formação continuada de profissionais do TJRJ nos temas gênero e sexualidade. Possui experiências acadêmicas e profissionais em Psicologias Jurídica e Social, com ênfase nos temas Gêneros, Sexualidades, Famílias, Infâncias, Conjugalidades, Grupos, Comunidades, Violências, Políticas Públicas e Direitos Humanos.

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Publicado

2021-09-29

Como Citar

Silva, P. de T. B. da, Moura, A. P. da P. de, & Luz, R. R. da . (2021). POLÍTICAS CURRICULARES NO CONTEXTO DA PRÁTICA EM TEMPOS DE PANDEMIA: análise dos fazeres do complexo integrado de educação de Itamaraju-BA . Momento - Diálogos Em Educação, 30(02), 154–182. Recuperado de https://periodicos.furg.br/momento/article/view/13215