EPISÓDIOS DECOLONIZADORES DA/NA EDUCAÇÃO E PESQUISA EM ESPAÇOS DE PRIVAÇÃO DE LIBERDADE
DOI:
https://doi.org/10.63595/momento.v35i2.20967Palavras-chave:
Pedagogia decolonial. Epistemologias da prisão. Educação em prisões. Conscientização. Humanização na prisão. Pesquisa decolonial.Resumo
Resumo: A estrutura colonizada e colonizadora das unidades prisionais brasileiras, assim como seus mecanismos de poder, tem impedido as epistemologias a partir de dentro das prisões sair em busca de tornar educativos esses espaços. Este artigo está fundamentado em pesquisas de autores latino-americanos engajados em uma visão mais sensível em relação à pluralidade de construção de saberes na perspectiva do sul. A compreensão de que a educação acontece ao longo da vida e em todo lugar revela possibilidades de enfrentamento dos paradoxos entre educar e punir e a elaboração de propostas de aprendizagens significativas embasadas nas epistemologias singulares da vida na prisão – de dentro para fora. Com fundamento na pedagogia decolonial, busca-se responder à questão: as epistemologias decoloniais podem trazer luzes para pensar a instituição prisão como instituição social educativa? Utilizam-se recursos da pesquisa qualitativa e decolonial, como a observação participante, registro em anotações de campo e reflexão na ação. A postura decolonial nos permite anunciar que a utilização de outros processos de ensinar, aprender e investigar, próximos das experiências das pessoas em privação de liberdade, alicerçados nos processos de conscientização e humanização, chancelam a nossa tese de que a instituição prisão é uma instituição social educativa.
Palavras-chave: Pedagogia decolonial. Epistemologias da prisão. Educação em prisões. Conscientização. Humanização na prisão. Pesquisa decolonial.
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