Padrões de beleza, feminilidade e conjugalidade em princesas da disney
Uma análise de contingências
DOI:
https://doi.org/10.14295/de.v8iEspeciam.9812Abstract
Os contos de fadas, ao longo dos tempos, influenciam sobre os padrões sociais na infância. Esta pesquisa qualitativa documental, analisou a figura da mulher em princesas de três filmes infantis da Disney: “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937), “Mulan” (1998) e “Moana” (2017). A partir de uma análise de contingências de três termos, foram identificados três conjuntos de padrões: (1) beleza/estética, (2) feminilidade e (3) conjugalidade nas personagens femininas principais dos filmes. Os resultados mostram a mudança dos modelos, com a temporalidade: na década de 40, uma mulher submissa, cuja felicidade depende de um casamento com um príncipe; nos anos 90, uma mulher que questiona e luta para ser diferente e, atualmente, uma princesa sem um parceiro romântico. Conclui-se que as mudanças observadas nos filmes quanto aos padrões estéticos, femininos e conjugais indicam uma tendência importante no caminho da equidade de gênero.
Downloads
References
ABRAMOWICZ, Anete. O feminino e o masculino nos contos de Perrault, uma questão a rever. In: 12º COLE - CONGRESSO DE LEITURA DO BRASIL, 1998, Campinas, SP. Anais... Campinas: Unicamp/FE;ALB, 1998. p. 9-14. Disponível em: <http://alb.org.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais12/12COLE_1CHLLB.pdf>. Acesso em: 03 de jan. 2020.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo (Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro). Lisboa: Edições 70, 2011.
CAMPOS, Luís Fernando. Métodos e Técnicas de pesquisa em Psicologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2000.
CHRISTOFOLETTI, Camila Fontanetti. Análise comparativa de duas versões do conto de Cinderela: a de Charles Perrault e a dos Irmãos Grimm. 2011. 78f. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura - Pedagogia) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro, Rio Claro, 2011. Disponível em: <http://hdl.handle.net/11449/118674>. Acesso em: 03 de jan. 2020.
COELHO, Nelly Novaes. Panorama histórico da literatura infantil/juvenil. 5ª Edição. São Paulo: Amarilys Editora, 2010. 320 p.
COSTA, Jurandir Freire. Sem fraude nem favor: estudos sobre o amor romântico. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. (Gênero Plural).
GOFFMAN, Erving. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988.
MAIA, Ana Cláudia Bortolozzi. Inclusão e sexualidade na voz de pessoas com deficiência física. Curitiba: Juruá, 2011.
MARROQUIM, Angela María Rodríguez. Érase una vez muchas cenicientas: cómo leer el modelo femenino del siglo xx desde las películas norteamericanas de la Cenicienta. Memoria y sociedade, Bogotá (Colombia), v. 16, n. 33, p. 84-98, jul./dez., 2012.
MARTINS, Maria Cristina. “E a Bela dançou...”: subvertendo o belo feminino dos contos de fadas. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 24, n 1, p. 351-363, jan./abr., 2016.
MICHELLI, Regina Silva. Embates e enlaces do feminino em contos de Grimm. Darandina Revista eletrônica, v. 2, n. 1, p. 1-13, 2009. Disponível em: <http://www.ufjf.br/darandina/files/2010/01/Regina-Silva-Michelli.pdf>. Acesso em 03 de jan. 2020.
MOREIRA, Alberto da Silva. Cultura Midiática e Educação Infantil. Educ. Soc., Campinas, v. 24, n. 85, p. 1203-1235, dez., 2003.
OLIVEIRA, Mayara Monteiro Ezedin. Contos de Fadas e o Desenvolvimento da Imaginação. 2018. 43f. Monografia (Licenciatura em Pedagogia) – Escola de Educação, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018. Disponível em: <http://www2.unirio.br/unirio/cchs/educacao/graduacao/pedagogia-presencial/MAYARAMONTEIROEZEDINDEOLIVEIRA.pdf>. Acesso em 03 de jan. 2020.
OLIVEIRA-SILVA, Milena. Corpo, Cultura e Obesidade: desenvolvimento de posicionamentos dinâmicos de si em mulheres submetidas à gastroplastia. 2017. 212f. Tese (Doutorado). Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil, 2017.
PARKER, Richard G. Corpos, prazeres e paixões: a cultura sexual no Brasil contemporâneo. São Paulo: Best-Seller/Abril Cultural, 1991.
PINHEIRO, Marta Passos; GOMES, Sabrina Ramos. Os “novos” contos de fadas: tradição e inovação em a Bela e a Adormecida, de Gaiman e Riddell. Ilha do Desterro, Florianópolis, v. 71, n. 2, p. 35-56, maio/ago, 2018.
SOUZA, Deisy das G. O que é contingência. In: BANACO, Roberto Alves. (Org.). Comportamento e cognição. Santo André, SP: Arbytes, 1997, v. 01, p. 82-87
SILVA, Ângela Gabriela Guedes da. Imagem corporal, conjugalidade e sexualidade: estudo comparativo entre mulheres com sobrepeso/obesas e não obesas. 2012. 136f. Dissertação (Mestrado). Universidade do Algarve, Algarve, Portugal. Disponível em: <https://sapientia.ualg.pt/handle/10400.1/5767>. Acesso em 03 de jan. 2020.
XAVIER FILHA, Constantina. Era uma vez uma princesa e um príncipe: representações de gênero nas narrativas de crianças. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 19, n. 2, maio/ago., p. 591-603, 2011.
WOLF, Naomi. O mito da beleza como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres (Tradução de Waldéa Barcellos). Rio de Janeiro: Rocco, 1992.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2020 Diversidade e Educação

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os trabalhos publicados na Revista Diversidade e Educação são disponibilizados em acesso aberto e de forma gratuita ao público.
Ao submeter e publicar seus manuscritos neste periódico, os autores permanecem detentores dos direitos autorais sobre suas obras e concedem à revista o direito de primeira publicação. Os textos publicados ficam licenciados sob a Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que autoriza o compartilhamento, a distribuição, a reprodução e a adaptação do conteúdo em qualquer meio ou formato, desde que seja atribuído o devido crédito à autoria e à publicação inicial nesta revista.
Os autores também poderão firmar, de maneira independente, outros acordos para distribuição não exclusiva da versão publicada do trabalho, incluindo sua disponibilização em repositórios institucionais, páginas pessoais ou outros meios de divulgação acadêmica, desde que seja mencionada a autoria e a publicação original neste periódico.




