OPORTUNOS DIÁLOGOS: SOBRE CIRCULAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS E AFETOS
DOI:
https://doi.org/10.14295/de.v0i0.9482Resumo
O texto se propõe a relatar o encontro de três mulheres quilombolas, que figuram como lideranças em suas respectivas comunidades, assim como a troca de experiências destas com um público maior, o qual incluía outras mulheres negras e quilombolas. Apoiando-nos em perspectivas teóricas que primam pela abordagem articulada das diversas dimensões que moldam trajetórias coletivas e individuais – como classe, raça, gênero -, ousamos perscrutar o significado do encontro entre lideranças de diferentes gerações e que residem em comunidades distantes umas das outras, não obstante compartilharem condições de vida e experiências de articulação política similares, a partir da identidade comum de quilombolas.Downloads
Referências
AGUILAR, Maria do Carmo Moreira. “Viver pelo mundo trabalhando pros outros”: a trajetória itinerante do Quilombo Rincão dos Caixões. Identidade!, São Leopoldo (RS), v. 16, n. 2, p. 106-124, 2011.
ANJOS, José Carlos Gomes dos. Raça e pobreza rural no Brasil Meridional: a comunidade de São Miguel dos Pretos – um estudo de caso. Teoria e Pesquisa, São Carlos (SP), v. 1, n. 42, p. 199-220, 2003.
ARRUTI, José Maurício. Mocambo: Antropologia e História do processo de formação quilombola. Bauru (SP): Edusc, 2006. 370 p.
BRAH, Avtar. Diferença, diversidade, diferenciação. Cadernos Pagu, São Paulo, nº 26, p. 329-376, 2006.
COLLINS, Patrícia Hill. Aprendendo com a outsider Within: a significação sociológica do pensamento feminista negro. Revista Sociedade e Estado, Brasília, v. 31, n. 1, p. 99-127, 2016.
DOMINGUES, Petrônio. Um “templo de luz”: Frente Negra Brasileira (1931-1937) e a questão da educação. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 13, n. 39, p. 517-534, 2008.
GILROY, Paul. O Atlântico Negro: modernidade e dupla consciência. São Paulo: Editora 34; Rio de Janeiro: Centro de Estudos Afro-Asiáticos, 2001. 432p.
GOMES, Flávio dos Santos; CUNHA, Olívia Maria Gomes. Introdução: que cidadão? Retóricas da igualdade, cotidiano da diferença. In: GOMES, F. dos S.; CUNHA, O. M. G. (org.). Quase-cidadão: histórias e antropologias da pós-emancipação no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. p. 7-19.
LEITE, Ilka Boaventura. Os quilombos no Brasil: questões conceituais e normativas. Etnográfica, Lisboa, v. 4, n. 2, p. 333-354, 2000.
MARQUES, Carlos Eduardo; GOMES, Lilian. A constituição de 1988 e a ressignificação dos quilombos contemporâneos: limites e potencialidades. RBSC, São Paulo, v.28, n.81, p. 137-153, 2015.
MONTERO, Paula. Da doença à desordem: a magia na umbanda. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1985. 274 p.
O’DWYER, Eliane Cantarino. Uma nova forma de fazer história: os direitos às terras de quilombo diante do projeto modernizador de construção da nação. In: OLIVEIRA, Osvaldo Martins de (org.). Direitos quilombolas & dever de Estado em 25 anos da Constituição Federal de 1988. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Antropologia, 2016, p. 257-273.
QUINTANA, Alberto. A ciência da benzedura: mau olhado, simpatias e uma pitada de psicanálise. Bauru, SP: EDUSC, 1999. 226 p.
RIOS, Ana Lugão; MATTOS, Hebe Maria. Memórias do cativeiro: família, trabalho e cidadania no pós-abolição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. 301 p.
RUBERT, Rosane Aparecida. Comunidades Negras no RS: o redesenho do mapa estadual. In: SILVA, G. F.; SANTOS, J. A.; CARNEIRO, L. C. C. (org.). RS negro: cartografias sobre a produção do conhecimento. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2008. p. 165-181.
RUBERT, Rosane Aparecida (org.). Relatório antropológico de caracterização histórica, geográfica, econômica e sociocultural da comunidade remanescente de quilombos de Maçambique (Canguçu-RS). Pelotas: Fundação Simon Bolivar; UFPEL, 2014. 514 p.
SAMPAIO, Adriana Cardoso; PACHECO, Ana Cláudia Lemos. Mulheres griôs quilombolas: um estudo inicial sobre identidade de gênero e identidade étnica. Pontos de Interrogação, Alagoinhas (BA), v. 5, n. 2, p. 55-70, 2015.
VERSIANI, Daniela Beccaccia. Autoetnografia: uma alternativa conceitual. Letras de Hoje, Porto Alegre, v. 37, n. 4, p. 57-72, 2002.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Os trabalhos publicados na Revista Diversidade e Educação são disponibilizados em acesso aberto e de forma gratuita ao público.
Ao submeter e publicar seus manuscritos neste periódico, os autores permanecem detentores dos direitos autorais sobre suas obras e concedem à revista o direito de primeira publicação. Os textos publicados ficam licenciados sob a Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que autoriza o compartilhamento, a distribuição, a reprodução e a adaptação do conteúdo em qualquer meio ou formato, desde que seja atribuído o devido crédito à autoria e à publicação inicial nesta revista.
Os autores também poderão firmar, de maneira independente, outros acordos para distribuição não exclusiva da versão publicada do trabalho, incluindo sua disponibilização em repositórios institucionais, páginas pessoais ou outros meios de divulgação acadêmica, desde que seja mencionada a autoria e a publicação original neste periódico.




