A educação ambiental nas licenciaturas: uma análise curricular em uma Instituição de Ensino Superior Pública do Paraná.

Autores

  • Elio Jacob Hennrich Junior Universidade Estadual de Maringá.
  • Ana Lúcia Olivo Rosas Moreira Universidade Estadual de Maringá.

DOI:

https://doi.org/10.14295/ambeduc.v24i2.8330

Palavras-chave:

Formação Docente. Educador Ambiental. Currículo. Ensino Superior.

Resumo

Tendo em vista a crescente necessidade de se trabalhar as questões ambientais de maneira holística e contextualizada, o presente trabalho discorreu sobre como a Educação Ambiental (EA) se dispõe nos currículos das licenciaturas numa Instituição de Ensino Superior, comparando com as políticas de EA nacionais e estaduais. Metodologicamente a pesquisa adotou um perfil quali-quantitativo de estudo de caso, de análise documental, e do método de porcentagem simples para inferir alguns aspectos característicos das licenciaturas. Notou-se uma formação limítrofe, refletindo nas principais dificuldades em se implementar as políticas de EA. Neste sentido, a tarefa de formação deve incutir a idiossincrasia de rompimento dos obstáculos epistemológicos impostos pela crise ambiental.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Elio Jacob Hennrich Junior, Universidade Estadual de Maringá.

Biólogo Licenciado, graduado pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Campus Cascavel e mestre em de Desenvolvimento Rural Sustentável pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Campus Marechal Cândido Rondon. Atualmente é aluno da pós-graduação nível doutorado do Programa de Educação para Ciência e Matemática pela Universidade Estadual de Maringá.

Ana Lúcia Olivo Rosas Moreira, Universidade Estadual de Maringá.

Possui graduação em Licenciatura Plena Em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Maringá (1979), mestrado em Botânica pela Universidade Federal do Paraná (1990); doutorado em Ciências pela Universidade Federal de São Carlos (2004) e Pós-Doutorado pela Universidade do Estado do Paraná- UNESPAR do campus de Paranavaí e pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Professora Associada da Universidade Estadual de Maringá atua na graduação na área de Ensino de Ciências e Biologia e no Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência e a Matemática. É vice-coordenadora do Programa de Proteção e Educação em Unidade de Conservação e Áreas Especialmente Protegidas - PROEDUCON.

Referências

BRASIL. Política Nacional de Educação Ambiental. Lei nº.9795/99. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 27 abr. 1999. Disponível em: . Acesso em: 10 jul. 2018.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução nº 2, de 15 de junho de 2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Brasília, 2012. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&id=17810&Itemid=866>. Acesso em: 25 jun. 2018.

BRASIL. Programa Nacional de Educação Ambiental. Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Educação. Brasília: MMA e MEC, 2014. 4.ed. 113p. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/publicacoes/educacao-ambiental/category/98-pronea>. Acesso em: 01 ago. 2018.

DEMO, P. Avaliação qualitativa. 7.ed. Campinas: Autores Associados, 2002.

GARCÍA, F. J. L. Sustainability in higher education: what is happening?. Journal of Cleaner Production, Knoxville, v. 14, p. 757-760, 2006. Disponível em: <https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S095965260600014X>. Acesso em: 1 out. 2018.

GIL, A. C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

GUERRA, A. F. S.; FIGUEIREDO, M. L. Ambientalização curricular na Educação Superior: desafios e perspectivas. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial n. 3, Editora UFPR, p. 109-126, 2014. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/er/nspe3/a08nspe3.pdf>. Acesso em: 10 set. 2018.

JUNYENT, M.; GELI, A. M.; ARBAT, E.. Características de la ambientalización curricular: Modelo ACES. In: JUNYENT, M.; GELI, A. M.; ARBAT, E.(Orgs.). Ambientalización Curricular de los Estudios Superiores. Proceso de Caracterización de la Ambientalización Curricular de los Estudios Superiores. Girona: Universitat de Girona – Rede ACES,. v. 2, p. 15-32, 2003. Disponível em: <http://www3.udg.edu/ov/Comunicacio/docs/Aces2/02Capitol1.pdf>. Acesso em: 22 out. 2018.

KRASILCHIK, M. Pesquisa em Educação Ambiental: tendências e percepção ambiental. Educação Teoria e Prática, v.9, n.16-17, p.43-45, 2001.

LEFF, E. Epistemologia Ambiental. Tradução de Sandra Valenzuela; revisão de Paulo Freire Vieira. São Paulo: Cortez, 2001. 240 p.

LOPES, A. C.; MACEDO, E. Teorias de Currículo. São Paulo: Cortez, 2011, 280p.

MAIA, J. S. Problemáticas da Educação Ambiental no Brasil: elementos para a reflexão. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental – REMEA, v.32, n.2, p. 283-298, jul/dez 2015. Disponível em: <https://periodicos.furg.br/remea/article/view/5544>. Acesso em: 15 ago. 2018.

MOREIRA, M. A. Metodologias de Pesquisa em Ensino. São Paulo: Livraria da Física, 2011.

NAÇÕES UNIDAS NO BRASIL- ONU BR. A Agenda 2030. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/>. Acesso em: 22 out. de 2018

OLIVEIRA JUNIOR, W. M. de; GARGALLO, J. B.; AMORIM, A. C. R.; ARBAT, E. As 10 características em um diagrama circular. In: JUNYENT, M.; GELI, A. M.; ARBAT, E.. (Eds.). Ambientalización Curricular de los Estudios Superiores: aspectos Ambientales de les universidades. 2: proceso de caracterización de la Ambientalización Curricular de los Estudios Universitarios. Girona: Universitat de Girona, v. 2, p. 35-55, 2003. Disponível em: < http://www3.udg.edu/ov/Comunicacio/docs/Aces2/03Capitol2.pdf>. Acesso em: 4 jun. 2018.

PARANÁ. Lei nº. 17505 de 11 de Janeiro de 2013. Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras providências. Governo do Estado do Paraná. 2013. Disponível em: <http://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/pesquisarAto.do?action=exibir&codAto=85172>. Acesso em: 27 ago. 2018.

SATO, M. Apaixonadamente Pesquisadora em Educação Ambiental. Educação Teoria e Prática, v.9, n.16-17, p.24-35, 2001.

SEVERINO, A. J. A Relevância Social e a Consistência Epistêmica da Pesquisa em Educação: alguns subsídios para se avaliar a pesquisa em Educação Ambiental. Educação Teoria e Prática, v.9, n.16-17, p.10-16, 2001.

SILVA, T. T. da. Documentos de Identidade: Uma Introdução às Teorias de Currículo. 3° Edição. Editora Autêntica. 2010.

SOBRINHO, O. P. G. P.; ZANON, A. M. Dos sentidos à abordagem integradora da Educação Ambiental no contexto formal de ensino. Ambiente & Educação, v, 21, n. 1, p. 94-110, 2016. Disponível em: <https://periodicos.furg.br/ambeduc/article/view/6100/3984>. Acesso em: 24 out. 2018.

TEIXEIRA, C.; TORALES, M. A. A questão ambiental e a formação de professores para a educação básica: um olhar sobre as licenciaturas. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial n. 3, p. 109-126, 2014. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/educar/article/view/38111>. Acesso em: 9 ago. 2018.

ZUIN, V. G.; FARIAS, C. R.; FREITAS, D. de. A ambientalização curricular na formação inicial de professores de Química: considerações sobre uma experiência brasileira. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, v. 8, n. 2, 2009. Disponível em: <http://reec.uvigo.es/volumenes/volumen8/ART10_Vol8_N2.pdf>. Acesso em: 28 jun, 2018,

Downloads

Publicado

2019-12-05

Como Citar

Jacob Hennrich Junior, E., & Olivo Rosas Moreira, A. L. (2019). A educação ambiental nas licenciaturas: uma análise curricular em uma Instituição de Ensino Superior Pública do Paraná. Ambiente &Amp; Educação, 24(2), 437–456. https://doi.org/10.14295/ambeduc.v24i2.8330

Edição

Seção

Artigos