ENCRUZILHADAS
ESÙ, MASCULINIDADES NEGRAS, AFETIVIDADE E VILANISMO
DOI :
https://doi.org/10.63595/dedu.v13i2.19574Résumé
RESUMO
O presente artigo propõe uma análise crítica das masculinidades negras no Brasil a partir da articulação entre os conceitos de afetividade, estigmatização racial e resistência simbólica, tomando como eixo central a figura de Esù. Fundamentado na perspectiva dialógica de Bakhtin e nas contribuições de autores como Fanon, Mbembe e Noguera, o estudo evidencia como o patriarcado e o racismo organizaram as subjetividades, projetando sobre o negro o estigma da violência e da desumanização. A análise da música "Esù", de Baco Exu do Blues, permite compreender como a produção cultural contemporânea tensiona o imaginário colonial, reconfigurando a masculinidade negra como campo de reexistência e criação. A figura de Esù torna-se símbolo da fluidez, da insurgência e da potência criadora que desafia as normatividades raciais e de gênero. Conclui-se que desmistificar a imagem do "homem negro vilão" é um imperativo para a construção de novas possibilidades de subjetivação, reconhecimento e emancipação social.
PALAVRAS-CHAVE: Masculinidades. Racismo. Exu. Afetividade.
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