RAÇA, CLASSE E MASCULINIDADE NA REPRESENTAÇÃO DO PERSONAGEM JULIUS, NO SERIADO TODO MUNDO ODEIA O CHRIS
DOI :
https://doi.org/10.63595/dedu.v13i2.18811Résumé
Everybody Hates Chris é uma black sitcom norte-americana que retrata os dramas vividos por uma família negra no Brooklyn na década de 1980. Tomando a produção como objeto de análise, este artigo pretende investigar a representação social que o seriado constrói sobre o pai da Família Rock, Julius – um homem negro, pobre, trabalhador, chefe de família e pai três filhos. A pesquisa acompanhou o seriado da primeira à última temporada, mas focou em dois episódios selecionados, transcritos e analisados pela metodologia qualitativa de análise do discurso. Os resultados mostram que Julius é atravessado por questões relacionadas à raça, classe, escolaridade, papéis de gênero e uma masculinidade negra marginalizada. Essas questões são interpretadas à luz do arcabouço teórico de autoras como Butler (2024), Connell (2005), Scott (1995) e Bourdieu (2012), evidenciando como o personagem reflete disparidades sociais e culturais, contribuindo para a compreensão da representação interseccional de raça e masculinidade.
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