QUANDO A ESCOLA NÃO PROTEGE
VIOLÊNCIAS E INVISIBILIDADES NOS PROCESSOS DE ESCOLARIZAÇÃO DE PESSOAS TRANS
DOI:
https://doi.org/10.63595/dedu.v13i2.19920Resumo
O cotidiano de pessoas trans, incluindo o seu acesso e permanência na escola, é comumente marcado por impedimentos, violências e violações de direitos. Este artigo objetiva compreender os percursos construídos por pessoas trans durante suas trajetórias escolares. Trata-se de pesquisa qualitativa, seguindo os preceitos do método de história oral de vida, onde realizou-se entrevistas com 14 pessoas autoidentificadas como trans. Os resultados apontam para experiências escolares marcadas por violências físicas, simbólicas e institucionais, destacando-se a regulação de corpos em espaços como banheiros, atividades e uso de uniformes. Por outro lado, verificou-se acolhimentos, ainda que pontuais e não institucionalizados, expressos em relações interpessoais. Conclui-se que a escola opera como espaço regulador de gênero e sexualidade, reproduzindo desigualdades, mas também como possível território de resistência, desde que respaldada por políticas públicas efetivas de inclusão e reconhecimento da diversidade.
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