O SOFRIMENTO ÉTICO-POLÍTICO E AS RESISTÊNCIAS DE SER MULHER AMAZÔNIDA
UMA NARRATIVA DE VIDA DURANTE A TRAJETÓRIA NO ENSINO SUPERIOR
DOI:
https://doi.org/10.14295/de.v12i1.17403Resumo
O estudo apresentou, sob o prisma interseccional, as dimensões que influenciam o sofrimento ético-político das mulheres amazônidas durante a trajetória de escolarização no ensino superior e as que contribuem para que elas permaneçam na universidade. O sofrimento ético-político sentido nos corpos das mulheres amazônidas considera o contexto ético-político que abrange as intersecções de gênero, regionais, étnico-raciais, socioeconômicas, culturais e ambientais. A pesquisa exploratória e descritiva utilizou a narrativa de história de vida de Tupi para expressar como as trajetórias de escolarização das mulheres amazônidas incluem ciclos de violência geracionais, abuso sexual, dificuldades econômicas, enfraquecimento de laços familiares e insegurança alimentar e habitacional. Tais obstáculos, somados à transição para o ensino superior em tempos de pandemia, configuram um panorama complexo e desafiador. Por isso, as políticas socioassistenciais, os projetos de extensão, intercâmbio, os vínculos com as professoras e colegas, os coletivos feministas e a conexão com a florestalidade amazônica foram fundamentais para a permanência e promoção da saúde integral.
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