TRABALHO DOCENTE NO BRASIL: DA FEMINIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO PARA A DESFEMINIZAÇÃO DA DOCÊNCIA

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DOI:

https://doi.org/10.14295/de.v8i1.11803

Resumo

Este artigo examina os modos de constituição do trabalho docente no contexto brasileiro. Para tanto, realiza-se a análise de uma obra publicada no ano de 1982 e parte do material empírico produzido em um grupo focal com estudantes de Pedagogia em 2015. Buscou-se fundamentação nos estudos de gênero pós-estruturalistas e nos estudos sociológicos do trabalho. Ao final, foi possível identificar que a literatura pedagógica brasileira produzida na década de 1980 inaugura um debate importante em prol da profissionalização do trabalho docente, produzindo um deslocamento da feminização do magistério para o que chamamos de desfeminização da docência. Evidencia-se, ainda, que as novas gerações de professoras mobilizam determinados saberes docentes para defenderem um compromisso político da escola com os conhecimentos escolares.

PALAVRAS-CHAVE: Gênero, trabalho docente, feminização do magistério, profissionalização.

 

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Biografia do Autor

Maria Cláudia Dal'Igna, Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Doutora em Educação. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS/RS). Vice-líder do Grupo Interinstitucional em Docências, Pedagogias e Diferenças (GIPEDI/UNISINOS/CNPq) e docente pesquisadora do Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero (GEERGE/UFRGS/CNPq).

Renata Porcher Scherer, Instituto Federal Sul-rio-grandense de Educação, Ciência e Tecnologia (IFSul)

Doutora em Educação. Professora do Instituto Federal Sul-rio-grandense de Educação, Ciência e Tecnologia (IFSul), Camaquã/RS. Docente pesquisadora do Grupo Interinstitucional em Docências, Pedagogias e Diferenças (GIPEDI/UNISINOS/CNPq).  

Referências

Ver arquivo anexo.

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Publicado

2020-08-16

Como Citar

Dal’Igna, M. C., & Scherer, R. P. (2020). TRABALHO DOCENTE NO BRASIL: DA FEMINIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO PARA A DESFEMINIZAÇÃO DA DOCÊNCIA. Diversidade E Educação, 8(1), 25–47. https://doi.org/10.14295/de.v8i1.11803

Edição

Seção

Dossiê: Gênero, sexualidade e trabalho docente