A Floresta Nacional de Carajás no Pará e os Jovens da Região
Como se dá essa relação?
DOI:
https://doi.org/10.14295/ambeduc.v29i2.16172Palavras-chave:
Educação Ambiental, Amazônia, Escolas Públicas, Floresta de Carajás, Representações SociaisResumo
The Carajás National Forest in Pará and the Youth of the Region - How does this relationship work?
Este estudo buscou analisar as representações sociais dos alunos do nono ano do Ensino Fundamental em escolas públicas da região de Carajás sobre a Floresta Nacional de Carajás. A abordagem adotada foi descritiva e qualitativa, fundamentada na Teoria das Representações Sociais, adotando uma abordagem processual. O estudo foi conduzido com 30 alunos de escolas públicas residentes no município de Parauapebas, no estado do Pará, durante o ano de 2023. Para a coleta dos dados, adotou-se questionário sociodemográfico e entrevista semiestruturada, que foi transcrita e analisada meio da técnica de triangulação, com o apoio do software Atlas.ti 23. Os resultados indicaram que há uma notável diversidade nas representações sociais da FLONA de Carajás, revelando desconexões entre os alunos e a natureza local. A compreensão sobre a floresta variou, evidenciando certo nível de desconhecimento dos alunos a respeito da região, mas com representações positivas e preocupações ambientais presentes.
Downloads
Referências
BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2016.
BAUER, M. W.; GASKELL, G. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som. Petrópolis: Vozes, 2002.
BEZERRA, Onilda Gomes. O manguezal do Pina: A representação sócio-cultural de uma paisagem. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2000.
BRASIL. Decreto nº 2.486, de 2 de fevereiro de 1998. Cria a Floresta Nacional de Carajás, no Estado do Pará, e dá outras providências. 1998. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d2486.htm. Acesso em: 22 out. 2023.
BRAZOLIN, Sérgio. Integração Urbana e Floresta: perspectivas para a Amazônia in: Cidades sustentáveis e meio ambiente. São Paulo: IPT, 2023
BRUM, Elliane. Banzeiro òkòtó: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo. 1a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
CARACAS, Luciana Burgarin. Viver e Sentir: Investigando os significados atribuídos aos espaços livres públicos da Rua da Estrela. São Luís / MA. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Urbano) – Universidade Federal de Pernambuco / MDU, Recife, 2000.
CASCUDO, Luís. Geografia dos Mitos Brasileiros. São Paulo. Ed. Digital, 2012. Disponível em: https://www.pdfdrive.to/book/geografia-dos-mitos-brasileiros. Acesso em 04 de fevereiro de 2025.
CASTRO, Edna. Territórios em Transformação na Amazônia. Belém: NAEA, 2017. Disponível em: https://naea.website/editora-naea/Livros/isbn/978-85-7143-155-3.pdf Acesso em: 04 de fevereiro de 2025.
COIMBRA, José de Á. A. Linguagem e percepção ambiental. In: PHILIPPI JR, A.; ROMÉRO, M. A.; BRUNA, G. C. (Ed.). Curso de Gestão Ambiental. Barueri, São Paulo: Editora Manole, 2004.
FLICK, Uwe. Métodos de pesquisa: introdução à pesquisa qualitativa. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
JODELET, Denise. Represéntation sociale: phénomènes, concept et théorie. In: MOSCOVICI, S. (org.) Psychologie Sociale. Paris: PUF, 1984.
JODELET, Denise. Représentations sociales: un domaine en expansion. In:
JODELET, Denise (Ed.) Les représentations sociales. Paris: PUF, 1989. Tradução: Tarso Bonilha Mazzotti. Revisão Técnica: Alda Judith Alves Mazzotti. UFRJ- Faculdade de Educação, dez. 1993.
JODELET, Denise. Representações sociais: um domínio em expansão. In:
JODELET, Denise (Org.). As representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001.
LENCIONI, Sandra. Região e Geografia. São Paulo: EDUSP, 2003.
MALHEIRO, Bruno. C. P. O que Vale em Carajás? Geografias de exceção e r-existência pelos caminhos do ferro na Amazônia. Tese (Doutorado) Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal Fluminense. Niterói/RJ: POSGEO/UFF, 2019. Disponível em: https://app.uff.br/riuff/handle/1/28189?show=full. Acesso em: 04 de fevereiro de 2025.
MINAYO, Maria. Cecília. S. & SANCHES, Odélio. Quantitative and Qualitative Methods: Opposition or Complementarity? Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro, 9 (3): 239-262, jul/sep, 1993.
MOSCOVICI, Serge. Sociedade Contra Natureza. (Ephraim Ferreira Alves, trad.). Petrópolis: Vozes, 1975.
MOSCOVICI, Serge. Homens Domésticos homens selvagens. (Elisabeth Neves Cabral, trad.). Col. Tempo Aberto. Lisboa. Bertrand, 1976.
MOSCOVICI, Serge. A Psicanálise, sua imagem e seu público. (Sônia Fuhrmann, trad.). Col. Psicologia Social. Petrópolis: Vozes, 2012.
MOSCOVICI, Serge. Representações Sociais: Investigações em psicologia social (P. Guareschi, trad.) 11. ed. Petrópolis: Vozes, 2015.
SÁ, Celso Pereira de. Construção do objeto de pesquisa em representações sociais. Rio de Janeiro: Ed.UERJ, 1998.
SENA, M. L A Atividade Minerária e a dinâmica demográfica/econômica em Conceição do Mato Dentro/MG – Dissertação (Mestrado) Universidade Federam de Minas Gerais, Departamento de Cartografia, 2015. Disponível em: http://hdl.handle.net/1843/IGCM-A8SMBM Acesso em: 04 de fevereiro de 2015.
TUAN, Yi-Fu. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. São Paulo: Difel, 1990.
WANDERLEY, Luiz Jardim. Quatro Décadas do Projeto Grande Carajás: Fraturas do Modelo Mineral Desigual na Amazônia. Brasília/DF. Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à mineração, 2021. Disponível em: https://app.uff.br/riuff/handle/1/28189?show=full Acesso em: 04 de fevereiro de 2024.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Cláudio Gustavo Borges de Aguiar, Patricia Diana Edith Belfort de Souza e Camargo Ortiz Monteiro

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os (as) autores(as) que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: Os (as) autores(as) mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações (CC BY-NC-ND 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. Os (as) autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. Os (as) autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) em qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.