TOMBOY: POTENCIALIDADE PARA PROBLEMATIZAR GÊNERO E SEXUALIDADE

Apolônia de J. Ferreira Silva, Gláucia Siqueira Marcondes, Jeanne C. Vieira Taylor

Resumo


O presente trabalho busca discutir e problematizar a produção discursiva dos sujeitos e a sua relação com as subjetividades, pensando os discursos que circunscrevem as relações de gênero e as sexualidades e que organizam o filme Tomboy[1]. Apresenta como aporte teórico a perspectiva Pós-estrutulalista, os estudos Foucaltianos, assim como os estudos sobre a cultura visual. Nesse sentido consideramos importante refletir acerca dos processos de enquandramento e resistência, entendendo-os como possibilidades educativas de pensar o ser diferente.

PALAVRAS-CHAVE: Cinema. Educação. Gênero. Sexualidade.


[1]  Tomboy, da diretora Céline Sciamma, é um longa-metragem, produzido no ano de 2012.  Apresenta como atriz principal, Laure, uma criança de dez anos, biologicamente feminina, mas que parece se sentir, vestir e agir como pertencente ao gênero masculino.


Texto completo:

PDF

Referências


BUTLER, J. Corpos que pesam: sobre os limites discursivos do “sexo”. In: LOURO, G. L. (Org.). O corpo educado: pedagogias da sexualidade. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

ELLSWORTH, Elizabeth. Modos de endereçamento: uma coisa de cinema; uma coisa de educação também. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). Nunca fomos humanos. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

DUARTE, R. Cinema & educação. 3ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.

FERRARI, Anderson. Ma vie en Rose: Gênero e Sexualidades por enquadramento e resistências. Educação em Foco, Juiz de Fora: v. 14, n. 1, p. 117-141, mar/ago 2009.

FERRARI, Anderson. “Poeticamente silenciosa”: cinema e a formação ética estética dos sujeitos. In: FERRARI, Anderson; POLATO, Roney. (Orgs.). Política e Poética das imagens como processos educativos. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2012.

FERRARI, Anderson; CASTRO, Roney Polato de. A la escuela, sin armários. Educação em Foco, Juiz de Fora: v.18, p. 141-170, 2013.

FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade I: A Vontade de Saber. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1999.

FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1993. p. 131.

HERNÁNDEZ, F. Catadores da Cultura Visual: transformando fragmentos em nova narrativa educacional. Porto Alegre: Editora Mediação, 2007.

LOURO, Guacira Lopes. Conhecer, pesquisar e escrever... Educação, Sociedades e Culturas. Porto: Edições Afrontamento, v.1, n.25, 2007, p. 241.

LOURO, Guacira Lopes. Currículo, gênero e sexualidade. Lisboa: Porto, 2000.disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742005000200013>. Acesso em: 20 de maio de 2019.

LOURO, Guacira Lopes. Pedagogias da Sexualidade. In: O corpo educado- 2ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.

MARTINS, R. Imagem: identidades e subjetividades. Rio de Janeiro: TV Escola, 2011. Disponível em: .Acesso em: 20 de Maio de 2019.

MEYER, Dagmar E.; SOARES, Rosângela. Modos de ver e de se movimentar pelos “caminhos” da pesquisa pós- estruturalista em educação: o que podemos aprender com – e a partir de – um filme. In: COSTA. Marisa V.; BUJES, Maria Isabel E. (Orgs.). Caminhos investigativos III: riscos e possibilidades de pesquisar nas fronteiras. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. P. 23-44.

PETERS, M. Pós-estruturalismo e filosofia da diferença: uma introdução. Tradução Tomaz Tadeu da Silva. Belo Horizonte: Autêntica, 2000, p. 28.

SABAT. Ruth. Filmes Infantis como máquinas de ensinar. In: 25a Reunião da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação - ANPED, 2002, Caxambu (MG). Grupo de Trabalho Educação e Comunicação, 2002. p. 1-18.

SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 20, n. 2, jul./dez., 1995.

VEIGA-NETO, A. Foucault & a Educação. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.




DOI: https://doi.org/10.14295/de.v7i1.9003

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


E-ISSN: 2358-8853

Indexadores
  

PROPESQ

PROPESQ

PROPESQ PROPESQ PROPESQ