NÃO PODIA FAZER MAGISTÉRIO, ERA COISA DE FLORZINHA”
MASCULINIDADES DOCENTES NOS ANOS INICIAIS
DOI:
https://doi.org/10.63595/dedu.v13i2.20126Resumo
Este trabalho discute as masculinidades plurais na docência a partir das trajetórias de homens cisgênero que atuam na Educação Infantil e nos Anos Iniciais da Rede Municipal de Itabuna–BA. O objetivo é compreender como esses profissionais vivenciam a docência em um espaço historicamente marcado como feminino. A pesquisa, de caráter intervenção, envolveu trocas e vivências com os participantes e utilizou entrevistas semiestruturadas como técnica principal. A análise aponta que escola e sociedade produzem barreiras simbólicas e práticas, criando estereótipos de gênero e sexualidade que dificultam a permanência e o reconhecimento desses professores. Observamos que a masculinidade hegemônica, associada a homens brancos, cis e heterossexuais, estabelece lugares de poder em profissões valorizadas, mas não inclui a docência dos primeiros anos como um campo legítimo “para homens”. Concluímos que repensar tais representações é fundamental para ampliar a diversidade e legitimar diferentes masculinidades no magistério.
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