OXUMARÊ CONTRA O GÊNERO COLONIAL
MASCULINIDADES, FLUIDEZ E PEDAGOGIAS DE TERREIRO
DOI:
https://doi.org/10.63595/dedu.v13i2.20067Resumo
O artigo analisa a figura mitológica de Oxumarê, Orixá do panteão iorubá, como símbolo subversivo da masculinidade hegemônica à luz de uma epistemologia afro-diaspórica. Partindo da crítica ao sistema moderno/colonial de gênero, a pesquisa propõe uma leitura de Oxumarê como expressão de fluidez, androginia e transformação, desestabilizando as normas de gênero coloniais e patriarcais. Com base em fontes clássicas da mitologia afro-brasileira e em diálogo com os estudos de gênero, teorias decoloniais e pedagogias críticas, argumenta-se que Oxumarê representa um "corpo estranho" que desafia a lógica binária e oferece uma pedagogia da transgressão. A pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa demonstra que os terreiros de Candomblé, enquanto espaços educativos não formais, já praticam uma contra-pedagogia que valoriza a diversidade e resiste à norma. Assim, a figura de Oxumarê é compreendida como ferramenta epistêmica e pedagógica para a construção de uma educação antirracista, anti-homofóbica e promotora da equidade de gênero.
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