“EU TENTAVA SER INVISÍVEL”
BULLYING, MASCULINIDADES NEGRAS E SILENCIAMENTO ESCOLAR
DOI:
https://doi.org/10.63595/dedu.v13i2.19915Resumo
Este artigo, derivado de uma pesquisa de doutorado em Sociologia, trata do fenômeno do bullying escolar, com foco em suas intersecções com raça, sexualidade e masculinidades. O objetivo é analisar, a partir da trajetória de vida de Kwame Nzinga, como essas violências incidem sobre corpos negros e dissidentes no espaço escolar. A pesquisa é qualitativa, fundamentada na abordagem etnossociológica e orientada por referenciais críticos interseccionais. Foram realizadas quinze entrevistas biográficas com homens negros universitários, mas este artigo concentra-se exclusivamente na narrativa de Kwame, um jovem negro e homossexual da periferia de Belo Horizonte. A análise da entrevista revela que a escola, longe de ser apenas um espaço de proteção, também atua como dispositivo de controle e exclusão. Desde a infância, Kwame foi alvo de violências simbólicas e físicas, desenvolvendo estratégias de invisibilização como forma de defesa. Conclui-se que o bullying escolar funciona como tecnologia de poder que regula as masculinidades, exigindo práticas pedagógicas mais inclusivas e antirracistas.
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