EDUCAÇÃO TRANSDEFIÇA
REFLEXÕES SOBRE CORPONORMATIVIDADE, EXCLUSÃO E SILENCIAMENTO DE PESSOAS TRANS COM DEFICIÊNCIA EM ESPAÇOS FORMAIS DE EDUCAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.14295/de.v12i1.16662Resumo
O presente artigo é resultado parcial da pesquisa realizada durante o Mestrado em Educação de uma das pessoas autoras, que é trans e possui deficiência visual. O tema contempla a educação de transdefiças, e aqui, nosso objetivo geral é discutir como pessoas trans com deficiência, mais especificamente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), vivenciaram o ensino formal. O objetivo específico é entender como a corponormatividade implica na exclusão e silenciamento de corpos dissidentes no espaço escolar. Questionamos: como foi para pessoas trans com TEA frequentar espaços de educação formal? Apontamos como referenciais teóricos a Teoria Crip e transfeminismos, em uma metodologia qualitativa na modalidade pesquisa de campo, contribuindo com um trabalho autoetnográfico, com escrita autobiográfica em primeira pessoa. Entre os resultados compreendemos que existe uma norma social heterocisgênera corponormativa e compulsória, atuando historicamente como mecanismo violento de apagamento e exclusão de corpos transdefiças. Nossas considerações revelam que as pessoas trans com deficiência enfrentaram inúmeras violências nos espaços formais de educação, como violências sistêmicas, transfobia, lgbfobia, gordofobia etc.
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