OS HOMENS NO BALÉ CLÁSSICO PROFISSIONAL CAPIXABA

O QUE PODEMOS FALAR SOBRE?

Autores

  • Taru Souza de Oliveira UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
  • Ileana Wenetz Universidade Federal do Espírito Santos https://orcid.org/0000-0002-3905-1900

DOI:

https://doi.org/10.14295/de.v11i2.16123

Resumo

O presente artigo tem por objetivo analisar como as masculinidades são expressas no balé clássico, problematizando a constituição do que se entende por “homem” e as expectativas sociais sobre corpos ditos masculinos que demonstram uma performatividade cis-heteronormativa. Procuramos refletir, a partir da abordagem pós-estruturalista e dos Estudos Culturais, as construções das masculinidades e das feminilidades presentes na vida de homens bailarinos clássicos profissionais da região metropolitana do ES/BR. Por meio da história de vida, entrevistamos quatro bailarinos profissionais, a fim de compreendermos e problematizarmos suas percepções sobre a expectativa social acerca dos corpos “masculinos” que circundam uma performance cis-heteronormativa. As reflexões explicitam que a associação do balé clássico enquanto uma prática feminina e/ou homossexual persiste e evidenciam os processos de naturalização e normalização de uma performance cisgênero e heterossexual aos bailarinos homens, independente de suas identidades de gênero e sexualidades.

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Biografia do Autor

Taru Souza de Oliveira, UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

Bacharel em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória (FESV); graduando no curso de licenciatura em Educação Física pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES); mestrando em Educação Física, na linha de pesquisa Estudos Históricos e Socioculturais da Educação Física, Esporte, Lazer e Saúde pelo Programa de pós-Graduação em Educação Física (PPGEF-UFES); e pós-graduado em Educação, Política e Sociedade pela Intervale. Compõe o Conselho Municipal da Juventude de Viana/ES (COMJUVI), representando a Juventude Universitária do município; foi Presidente do Diretório Acadêmico "26 de Junho" dos cursos de Educação Física da UFES e representante discente no Conselho Departamental (2020/2022); foi bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) em Artes Visuais (2019/2020) e em Educação Física (2020/2021), também foi bolsista do Programa de Educação Tutorial dos cursos de Educação Física da UFES (PET-EF - 2021/2022). Atualmente é bolsista do Programa de Residência Pedagógica do CEFD-UFES.

Ileana Wenetz, Universidade Federal do Espírito Santos

Licenciada em Educação Física pela Facultad de Educación y Salud (FES/IPEF) Argentina. Especialista em Pedagogia do Corpo e da Saúde pela EsEF/UFRGS. Mestre e Doutora em Ciências do Movimento Humano pela EsEF/UFRGS. Pós-doutora no Programa Interdisciplinar de Ciências Humanas da UFSC. Professora Adjunta do Departamento Ginástica do Centro de Educação Física e Deportes da Universidade Federal de Espirito Santo (UFES). Professora da Pós-graduação em Psicologia Institucional (PPGPSI) e do Programa e Pós-graduação em Educação Física (PPGEF). Participante do Laboratório de Estudos em Educação Física (LESEF) da UFES e participante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Sexualidade (GEPSS). Tem experiência na área de Educação Física escolar, Estudos antropológicos na Educação Física, Estudos Culturais e Gênero. Metodologia do Ensino. Atuando nos seguintes temas: corpo, gênero, lazer, crianças e brincadeiras.

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Publicado

2024-01-26

Como Citar

Souza de Oliveira, T., & Wenetz, I. (2024). OS HOMENS NO BALÉ CLÁSSICO PROFISSIONAL CAPIXABA: O QUE PODEMOS FALAR SOBRE? . Diversidade E Educação, 11(2), 239–265. https://doi.org/10.14295/de.v11i2.16123

Edição

Seção

Dossiê: Diversidade, gênero e sexualidade nas práticas corporais e esportivas