A perda da radicalidade do Movimento Ambientalista Brasileiro: uma nova contribuição à crítica do movimento

Autores

  • Agripa Faria Alexandre

Palavras-chave:

Movimento ambientalista brasileiro. Radicalidade política. Movimento complexo e multissetorial.

Resumo

O artigo apresenta uma crítica a respeito do movimento ambientalista brasileiro como um movimento complexo e multissetorial. Esta crítica está dirigida especificamente ao trabalho acadêmico de Eduardo Viola. Para este estudioso do ambientalismo brasileiro, pode-se entender as ações dos verdes através das articulações em redes que estes passam a estabelecer principalmente a partir da década de 80 até nossos dias. Por isso, a descrição científica a respeito dessas articulações como sendo características de um movimento complexo e multissetorial. O artigo questiona a caracterização do movimento ambientalista brasileiro como um movimento complexo e multissetorial, e discute os riscos de se entendê-lo a partir desta perspectiva. Nas problematizações a respeito do surgimento e continuidade do movimento ambientalista brasileiro, feitas por Viola e, muitas vezes, em co-autoria com outros pesquisadores, o dado de ganho da multissetorialização passa a ser visto como "evolução" do movimento, quando, na verdade, entende-se aqui que isso se trata de um retrocesso. Daí a perda da radicalidade do movimento, principalmente com a absorção do discurso ecológico "competente" pela mídia, empresários e governos.

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Biografia do Autor

Agripa Faria Alexandre

Tem pesquisado o comportamento político dos atores sociais do ambientalismo no Brasil. Entre suas publicações nessa área, destacam-se os livros: A perda da radicalidade do movimento ambientalista brasileiro (Editoras: UFSC e Ed.FURB, 2000) e Políticas de resolução de conflitos socioambientais no Brasil: o papel do Ministério Público e dos movimentos ambientalistas na Ilha de Santa Catarina (Editoras:UFSC e Ed. FURB, 2004). Possui doutorado interdisciplinar em Ciências Humanas(2003) pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Mais informações: Currículo Lattes

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Como Citar

Alexandre, A. F. (2009). A perda da radicalidade do Movimento Ambientalista Brasileiro: uma nova contribuição à crítica do movimento. Ambiente &Amp; Educação, 8(1), 73–94. Recuperado de https://periodicos.furg.br/ambeduc/article/view/899

Edição

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Artigos