A DANÇA ESPORTIVA NOS GAY GAMES: CONTEXTUALIZANDO AS QUESTÕES DE GÊNERO

Renata Laudares Silva, Priscila Raquel Tedesco da Costa Trevisan, Elisangela Gisele do Carmo, Nara Heloisa Rodrigues, Raiana Lídice Mor Fukushima, Gisele Maria Schwartz

Resumo


Este estudo qualitativo investigou as questões relativas ao universo da dança no contexto das competições entre casais do mesmo sexo nos Gay Games, em vídeos disponibilizados no Youtube®. A pesquisa exploratória foi realizada por meio de Análise Videográfica, a qual resultou na elaboração de 2 eixos: 1-estilos de dança, 2- condução e gênero.  Os resultados indicam que os casais do mesmo sexo seguem as mesmas regras e normas estipuladas para este tipo de competição esportiva. A condução na dança já quebra os padrões e estereótipos tradicionais desta modalidade, alternando-se as dominâncias, o que favorece processos criativos para a dança a dois. Esta modalidade pode representar uma alternativa para a transformação e rompimento das relações desiguais de poder e da hegemonia existente para essas práticas, merecendo novos estudos.

Texto completo:

PDF

Referências


BANIAK, M.; JOBLING, I. Homosexuality and the Olympic movement. Journal of Olympic History, Oosterwolde, v. 22, n. 1, p. 41-49, jan. 2014.

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.

BERBOTTO, A.; SOENCKSEN, B. Re: Conversations towards a World Federation. 2010. Disponível em: https://www.equalitydancing.de/files/2010_08_06_joint_letter_of_ESSDA_and_NASSPDA.pdf. Acesso em: 10 out. 2017.

BUTLER, J. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

CNDDS. Conselho Nacional de Dança Desportiva e de Salão. Regulamento Geral para Competições Oficiais CNDDS. 2017. Disponível em: http://www.cndds.org.br/wp-content/uploads/2017/04/Regulamento-Geral-para-Competicoes-CNDDS_2017.pdf. Acesso em: 20 out. 2017.

DANIEL, Y. O poder do corpo dançante na performance afrodescendente. Rebento, São Paulo, v. 7, n. 6, p. 17-50, maio 2017.

DEUTSH, S. Música e dança de salão: interferências da audição e da dança nos estados de ânimo. Orientador: Maria Regina Conceição de Souza Godeli. 1997. 165f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997.

ESSDA. European Same-Sex Dance Association. Organization. 2017. Disponível em: http://essda.eu/essda-organisation/. Acesso em: 10 out. 2017.

FGG. Federation of Gay Games. History. 2017. Disponível em: https://gaygames.org/History. Acesso em: 10 set. 2017.

FREITAS, M. L. M. Sincronização de movimento em pares de dança de salão internacional. Orientador: Luís Miguel Xarez Rodrigues. 2012. Dissertação (Mestrado em Dança) - Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Portugal, 2012. Disponível em: https://www.repository.utl.pt/handle/10400.5/7559. Acesso em: 10 ago. 2017.

GDS. Gay Dance Sport. Welcome to Lambda Dance Sport. 2017. Disponível em: http://www.gaydancesport.com/. Acesso em: 4 maio 2017.

GREEN, M.; BOBROWICZ, A.; ANG, C. S. The lesbian, gay, bisexual and transgender community online: discussions of bullying and self-disclosure in YouTube videos. Behaviour & Information Technology. Abingdon, v. 34, n. 7, p. 704-712, jun. 2015.

HALBERSTAM, J.; SÁEZ, J. Masculinidad femenina. Espanha: Egales, 2008.

HE, J.; RAVN, S. Sharing the dance - on the reciprocity of movement in the case of elite sports dancers. Phenomenology and the Cognitive Sciences, New York, v. 17, n. 1, p. 99-116, fev. 2018.

LANYI, K. Same-sex ballroom dance: a challenge to patriarcal gender order. AV Akademikerverlag GmbH & Co: Alemanha, 2008.

LEE, S.; KIM, S.; LOVE, A. Coverage of the Gay Games from 1980–2012 in US Newspapers: An Analysis of Newspaper Article Framing. Journal of Sport Management, Champaign, v. 28, n. 2, p. 176-188, mar. 2014.

LENSKYJ, H. J. Gay Games or Gay Olympics? Implications for lesbian inclusion. In: KAREN, D.; WASHINGTON, R. E. (Eds.). Sociological Perspectives on Sport: The Games Outside the Games, Abingdon: Routledge. 2015. p. 352-357.

LEVITT, H. M. et al. Journal article reporting standards for qualitative primary, qualitative meta-analytic, and mixed methods research in psychology: The APA Publications and Communications Board task force report. American Psychologist, Washington, v. 73, n. 1, p. 26-46, 2018.

LITCHFIELD, C.; OSBORNE, J. The Gay Games, Safe Spaces and the Promotion of Sport for All? In: DIONIGI, R. A.; GARD, M. (Eds.). Sport and Physical Activity across the Lifespan: critical perspectives. London: Palgrave Macmillan. 2018. p. 245-260.

MENDONÇA, G. O. R. M. A Dança de Salão no processo de composição coreográfica em Jomar Mesquita. Orientadora: Margarida da Conceição de Jesus Moura Fernandes. 2016. 158f. Dissertação (Mestrado em Dança) - Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Portugal, 2016.

MILESTONES & MAJOR EVENTS OF SAME-SEX DANCESPORT. There is no guarantee of accuracy and/or completion for the following listing. 2017. Disponível em: http://nasspda.org/wp-content/uploads/2017/08/MilestonesMajorEventsofSame-SexDancesport-from-BS-080217.pdf. Acesso em: 30 out. 2018.

NASSPDA. North American Same-Sex Partner Dance Association. Dancesport/Competition Rules. 2017. Disponível em: http://nasspda.org/wp-content/uploads/2018/12/NASSPDA-Competition-Rules-Version-181028-1.pdf /. Acesso em: 20 set. 2017.

PENAFRIA, M. Análise de Filmes: conceitos e metodologia(s). Anais do Congresso SOPCOM. Lisboa, v. 6, n. 1, p. 1-10, abr. 2009. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/bocc-penafria-analise.pdf. Acesso em: 15 mar. 2017.

PINEL, H. et al. A invenção de uma didática erótica fenomenológica existencial a partir do filme filipino “A Dança dos Dois Pés Esquerdos”. ARTEFACTUM-Revista de estudos em Linguagens e Tecnologia, Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, p. 1-15, 2017.

QUINTANILHA, E. B. Parceria: reflexões sobre damas e cavalheiros no contexto da dança de salão. Grau Zero, Salvador, v. 4, n. 2, p. 109-132, jul./dez. 2016.

RICHARDSON, N. ‘Whether you are gay or straight, I don’t like to see effeminate dancing’: effeminophobia in performance-level ballroom dance. Journal of Gender Studies, Abingdon, v. 27, n. 2, p. 207-219, jul. 2016.

RIED, B. Fundamentos de dança de salão. Londrina: Midiograf, 2003.

RODRIGUES, N. H. Tecnologias virtuais e análise videográfica: o YouTube® como recurso de pesquisa para compreensão sobre a imagem do idoso brasileiro. Orientador: Gisele Maria Schwartz. 2015. 152f. Dissertação (Mestrado) - Desenvolvimento Humano e Tecnologias, Departamento de Educação Física, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2015.

RODRIGUES, V. O Corpo e a cidade: dobras e curvas nos passos do tango. Algazarra, São Paulo, v. 4, n. 1, p. 67-77, dez. 2016.

ROWE, D.; MARKWELL, K.; STEVENSON, D. Exploring participants' experiences of the Gay Games: intersections of sport, gender and sexuality. International Journal of Media & Cultural Politics, Bristol, v. 2, n. 2, p. 149-165, jul. 2006.

SEIXAS, T. D. R. T. C. Coordenação interpessoal em pares de dança desportiva em situação de competição. Orientador: Luís Miguel Xarez Rodrigues. 2014. 73f. Dissertação (Mestrado) - Performance Artística e Dança, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Portugal, 2014.

STINSON, S. Reflexões sobre a dança e os meninos. ProPosições, Campinas, v. 9, n. 2, p. 55-61, jun. 1998.

SYMONS, C. The Gay Games: A History. Abingdon: Routledge, 2010.

TREVISAN, P. R. T. C. Criatividade motora na dança esportiva e na ginástica rítmica: percepção subjetiva de técnicos e árbitros. Orientadora: Gisele Maria Schwartz. 2016. 197f. Tese (Doutorado) - Ciências da Motricidade, Departamento de Educação Física, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2016.

TUNSTALL, E. D. Un-doing the tradiotional ballroom lead and follow. 2014. Disponível em: http://theconversation.com/un-doing-the-traditional-ballroom-lead-and-follow-27286. Acesso em: 18 out. 2016.

UNCLE DONALD'S CASTRO STREET. The brief history of gay games. 2010. Disponível em: http://thecastro.net/gaygames/gaygamehist.html. Acesso em: 5 nov. 2017.

VAN DER BURG, W. The exclusion of same-sex ballroom dance couples in the legal arena. 2012. Disponível em: https://www.coe.int/t/dg4/epas/Source/Utrecht/Utrecht%20-%20speeches/vandeburg.pdf. Acesso em: 28 ago. 2017.

ZEQUINÃO, M. A. et al. Inter-relação entre diferentes estilos de dança e a sexualidade humana. Revista Brasileira de Psicologia do Esporte, Brasília, v. 6, n. 01, p. 58-69, jan./jun. 2016.

WADDELL, T. Gay Games founder Dr. Tom Waddell? 2018. Disponível em: https://gaygames.org/TomWaddell. Acesso em: 6 dez. 2018.

WDSF. Word Dance Sport Federation. Competition Rules. 2018. Disponível em: https://www.worlddancesport.org/Rule/Competition/General. Acesso em: 6 dez. 2018.

MARANI, V. H.; CAMARGO, F. M. T.; SBORQUIA, S. P. Retratos da dança japonesa em Londrina, Paraná. Motrivivência, Florianópolis, v. 30, n. 55, p. 108-123, set. 2018.

MACEDO, C. G.; GOELLNER, S. V. A dança e o movimento tradicionalista gaúcho: entrevista com Paixão Côrtes. Motrivivência, Florianópolis, v. 29, n. 52, p. 295-304, set. 2017.

CORREIA, A. M.; SILVA, C. A. F.; FERREIRA, N. T. Do racha na rua à batalha no palco: cenas das danças urbanas. Motrivivência, Florianópolis, v. 29, n. 50, p. 213-231, maio 2017.

SOARES, A. S.; SARAIVA, M. C. Fundamentos teórico-metodológicos para a dança na Educação Física. Motrivivência, Florianópolis, v. 1, n. 13, p. 103-118, nov. 1999.




DOI: https://doi.org/10.14295/de.v7i2.9500

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


E-ISSN: 2358-8853

Indexadores
  

PROPESQ

PROPESQ

PROPESQ PROPESQ PROPESQ