O objeto jogado do quarto andar era um corpo – de mulher
DOI:
https://doi.org/10.14295/de.v7i1.8681Resumo
Neste artigo, problematizamos a notícia do G1 sobre o feminicídio da advogada de Guarapuava, no Paraná, Tatiane Sptizner, em 22 de julho de 2018. Objetivamos relacionar a violência cometida contra de Tatiane às discussões feministas que visualizam o silêncio como um dos muitos tentáculos do machismo. Discutimos de modo teórico e crítico para ressalvar as vozes femininas que são jogadas no esquecimento quando outro caso semelhante de violência contra a mulher ganha repercussão midiática. Entendemos que a violência contra a advogada é um resquício do machismo estruturado nesta realidade, e que a repercussão sobre seu caso está diretamente atrelada à sua condição de mulher.
Downloads
Referências
ACCORSI, Fernanda Amorim. Professoras, levem mulheres à sala de aula: do jornalismo violento à prática pedagógica filógina. 2018. 159 f. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual de Maringá. Programa de Pós-Graduação em Educação, 2018. Disponível em: http://www.ppe.uem.br/teses/2018/2018%20-%20Fernanda%20Accorsi.pdf. Acesso em: 12 de set. 2018.
BIROLI, Flávia. O debate sobre pornografia. In: MIGUEL, Luis Felipe. BIROLI, Flávia. Feminismo e política. São Paulo: Boitempo, 2014, p. 131-138.
BRASIL. Lei nº 13.104, de 09 de março de 2015, Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13104.htm. Acesso em 12 de agos de 2018.
CARNEIRO, Sueli. Mulheres em movimento. Estudos Avançados, São Paulo, v. 17, n. 49, p. 117-133, Dez. 2003 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142003000300008&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 28 Set. 2018.
G1. Monitor da Violência. Disponível em https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/. Acesso em 22 de set 2018.
GOELLNER, Silvana Vilodre. A produção cultural do corpo. In: LOURO, Guacira Lopes. NECKEL,Jane Felipe. GOELLNER, Silvana Vilodre. Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. Petrópolis/RJ: Vozes, 2003, p. 28-40.
hooks, bell. Mulheres negras: moldando a teoria feminista. Revista Brasileira de Ciência Política. Brasília, n. 16, p. 193-210, Abr. 2015. Disponível em/www.scielo.br/pdf/rbcpol/n16/0103¬3352¬rbcpol¬16¬00193.pdf. Acesso em 12 de jan de 2018.
MAIO, Eliane Rose. O Nome da Coisa. Maringá/PR: Unicorpore, 2011.
SEGATO, Rita Laura. Gênero e colonialidade: embusca de chaves de leitura e de um vocabulárioestratégicodescolonial. E-cadernos ces, 18, 2012. Disponível em: http://journals.openedition.org/eces/1533. Acesso em 12 de set de 2018.
SOLNIT, Rebecca. A mãe de todas as perguntas: reflexões sobre os novos feminismos. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
VALENTI, Jessica. Objeto sexual: memórias de uma feminista. São Paulo: Cultrix, 2018.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2019 Diversidade e Educação

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os trabalhos publicados na Revista Diversidade e Educação são disponibilizados em acesso aberto e de forma gratuita ao público.
Ao submeter e publicar seus manuscritos neste periódico, os autores permanecem detentores dos direitos autorais sobre suas obras e concedem à revista o direito de primeira publicação. Os textos publicados ficam licenciados sob a Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que autoriza o compartilhamento, a distribuição, a reprodução e a adaptação do conteúdo em qualquer meio ou formato, desde que seja atribuído o devido crédito à autoria e à publicação inicial nesta revista.
Os autores também poderão firmar, de maneira independente, outros acordos para distribuição não exclusiva da versão publicada do trabalho, incluindo sua disponibilização em repositórios institucionais, páginas pessoais ou outros meios de divulgação acadêmica, desde que seja mencionada a autoria e a publicação original neste periódico.




