TRABALHO E EDUCAÇÃO NO CÁRCERE:

direitos, contradições e possibilidades emancipatórias

Autores

DOI:

https://doi.org/10.63595/momento.v35i2.21029

Palavras-chave:

Cárcere. Educação. Direitos Humanos. Feminismo. Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Resumo

Resumo: O presente artigo analisa as relações entre trabalho e educação no contexto do cárcere brasileiro, considerando seus amparos legais, suas contradições estruturais e suas potencialidades formativas, entrelaçando trabalho e educação. A partir de uma perspectiva feminista, discute-se como tais dimensões, embora asseguradas como direitos, são limitadas por práticas institucionais que reforçam desigualdades de classe, raça e gênero, compreendidas como interseccionalidade. Neste contexto, defende-se a educação como prática de liberdade e o trabalho como instrumento educativo, atuando como transgressor a domesticação e alijamento de corpos, que tem suas raízes estruturalmente racistas, destacando a necessidade de políticas públicas comprometidas com a dignidade humana e a justiça social.

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Biografia do Autor

Raylene Barbosa Moreira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Doutora em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestra em educação pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG (Bolsista CAPES) e Pedagoga pela Universidade Federal Fluminense (UFF).Adjunta da Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Desempenho Humano Operacional da Universidade da Força Aérea (UNIFA). Integrante  do Grupo de Estudos Feminista Lélia Gonzalez (CNPq) e Grupo de Pesquisa Aprendizados ao Longo da Vida. Pesquisa Educação em espaços de privação de liberdade, Educação Popular, Direitos Humanos em Educação a partir da perspectiva feminista.

Contato: raylenemoreira95@gmail.com

Amanda Motta Castro, Universidade Federal do Rio Grande, FURG. Rio Grande/RS, Brasil

Professora Adjunta da Universidade Federal do Rio Grande/FURG. Doutora em Educação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos/UNISINOS (2015), com estágio sanduíche na Universidad Autonoma Metropolitana del México - UAM, no departamento de Antropologia, sob a orientação da Dra.Elí Bartra. É mestra em Educação (2011); Especialista em Psicopedagogia (2002); Licenciada em Pedagogia (2000) e graduanda em Filosofia (2015). Educadora Popular e Militante de Movimentos sociais. Possui experiência na Educação Básica, Educação de Jovens e Adultos, Projetos Sociais, Ensino Superior, Pesquisa e Extensão. Com o olhar na América Latina, tem-se ocupado em pesquisar os processos de produção do conhecimento de mulheres artesãs buscando analisar a complexidade dessas aprendizagens articulando Educação Popular e Estudos Feministas.

Diego Gabriel Machado Borges, Universidade Federal do Rio Grande/FURG

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande (2016). Atualmente é policial penal do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: direito à educação, educação de jovens e adultos, papel do professor, eja e paulo freire. Realizou mestrado na Universidade Federal de Rio Grande-FURG, onde o foco de sua pesquisa abordou o trabalho prisional enquanto ferramenta de educação e garantia de direitos dos sujeitos privados de liberdade.

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Publicado

2026-06-22

Como Citar

Barbosa Moreira, R., Motta Castro, A., & Gabriel Machado Borges, D. (2026). TRABALHO E EDUCAÇÃO NO CÁRCERE:: direitos, contradições e possibilidades emancipatórias. Momento - Diálogos Em Educação, 35(2). https://doi.org/10.63595/momento.v35i2.21029

Edição

Seção

Dossiê "Educação nas prisões: Perspectivas Críticas, Processos Formativos e Desafios Institucionais"

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