A TORMENTA CHEGA AO SUL: O MOVIMENTO ANTIGÊNERO NO RIO GRANDE DO SUL (2014-2019)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14295/de.v8i2.11946

Resumo

Partindo do cenário de crescente avanço contra a inclusão de gênero e sexualidade nas políticas públicas educacionais, este artigo tem como objetivo questionar quais os efeitos da proliferação do discurso antigênero no Rio Grande do Sul. Para tanto, foram buscadas as ações legislativas antigênero em políticas públicas educacionais no estado desde a aprovação do Plano Nacional de Educação. A partir dos estudos pós-estruturalistas, foi argumentado aqui que a retórica antigênero permite alterar relações de poder-saber no estado, legitimando posições religiosas no espaço público a partir de argumentações semi-biológicas e/ou semi-seculares. Além disso, argumentou-se também nesse artigo que o caso gaúcho é um exemplo da (re)configuração de uma cidadania religiosa, cuja ação da religião na política está pautada em contrariedade às temáticas de gênero e de sexualidade nas políticas públicas.

PALAVRAS-CHAVE: Ideologia de Gênero. Estudos de Gênero. Cidadania religiosa. Rio Grande do Sul.

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Biografia do Autor

Carlos Eduardo Barzotto, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e licenciado em História pela mesma instituição. Atualmente, trabalha como professor de História na rede municipal de ensino de Guaíba/RS.

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Publicado

2021-01-15

Como Citar

Barzotto, C. E. (2021). A TORMENTA CHEGA AO SUL: O MOVIMENTO ANTIGÊNERO NO RIO GRANDE DO SUL (2014-2019). Diversidade E Educação, 8(2), 99–127. https://doi.org/10.14295/de.v8i2.11946

Edição

Seção

Dossiê: Diversidade, gênero e sexualidade nas políticas públicas