Foto da população em Guiné-Bissau

Carta de Guiné-Bissau para Francisco

Vilmar Alves Pereira

Resumo


Este texto é resultado de uma recente vivência na mãe África, especificamente no Arquipélogo Bijagós, por ocasião da realização do V Congresso Internacional Lusófono de Educação Ambiental. As aprendizagens e experiências reforçam a potencialidade da Internacionalização pelo horizonte da Educação Ambiental Popular no reconhecimento de valores, no reforço da cultura e na busca de alternativas coletivas para enfrentamentos das múltiplas crises que assolam o planeta. A experiência ocorreu de 11 a 18 de abril e será apresentada em forma de carta, mantendo a tradição freiriana. Esta carta é um relato de experiência endereçada a Francisco Lemos Pereira, meu filho de 7 anos, com o objetivo de que um dia possa ao ler, sentir um pouco do muito que vivi. A decorrência atual da recém vivenciada experiência é pensarmos formas de parcerias Sul-Sul não mais a partir da ideia de que iremos lá para ensinar, mas ao contrário, a partir da possibilidade de compartilhamentos e conexões de saberes tão necessários para convivermos melhor numa perspectiva da não disputa, mas do acolhimento. Dessa forma, destaco alguns valores fundamentais aprendidos na viagem: cultura da paz como modo de ser; sentimento coletivo precede o sentimento de particularidade; os valores ancestrais e a escuta dos mais velhos orientam o agir na comunidade. No entanto, há um sonho muito latente além da luta por sobrevivência diária: o sonho de poder estudar. O sonho do direito à educação. E o sonho pela qualidade de vida digna e do cuidado ambiental, preservando as belezas e riquezas do arquipélago Bijagós de interesses que seguem a racionalidade estratégica voltada ao lucro e ao poder.

Palavras-chave


Educação Ambiental Popular; Guiné-Bissau; Francisco.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v36i3.9773

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