O Trabalho das mulheres Pantaneiras e a Avaliação Ecossistêmica do Milleniun: uma ressignificação por meio da Educação Ambiental.

Rosana Manfrinate, Michèle Sato

Resumo


Este artigo tem como objetivo compreender como os trabalhos femininos entendidos pelo viés da Avaliação Ecossistêmica do Milleniun podem se tornar uma base educativa para a emancipação tanto econômica como política das mulheres pantaneiras de Mato Grosso.
Utilizamos como método a pesquisa a História Oral apoiada fenomenológica com as narrativas das próprias mulheres sobre suas vidas como forma de se conhecer as diversas interações com a natureza e formas de vivências e experiências no território pantaneiro.
Os resultados até o momento encontrados foram os seguintes: as mulheres pantaneiras tem a noção do pertencimento ao ambiente local. Essa noção de pertencimento (MOURÃO,2005) é a relação entre os seres humanos e a natureza que passa pelos diversos sentidos, construindo uma identidade do humano com o biológico, com posições humanísticas, referindo-se a ética e à sustentabilidade. No que se refere aos trabalhos das mulheres na comunidade, elas se utilizam da tradição ensinada por suas mães, como fazer doces caseiros, e artesanato de algodão, como redes e coxinilhos para cavalos. Se utilizam das frutas que tem em seu quintal além de plantar o algodão para fiar.

Palavras-chave


Pantanal, Gênero, trabalho, Educação Ambiental.

Texto completo:

PDF

Referências


BACHELARD, Gaston. A água e os sonhos: ensaio sobre a imaginacão da material. São Paulo: Martins Fontes, 1998. 202 p.

BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1996. 242 p

ELIADE, Mircea. Mito e realidade. 5 ed. Sao Paulo: Perspectiva, 1998. 179 p.

CARDOSO, Ciro Flamarion. História e Paradigmas Rivais. In: CARDOSO, Ciro Flamarion. VAINFAS, Ronaldo (orgs.) Domínios da História.RJ. Campus, 1997.

Perrot, Michelle. Minha história das mulheres. Trad. Ângela M.S. Corrêa. São Paulo: Contexto, 2007.

JABER, Michelle; SATO, Michèle. Territórios em tensão: mapeamento dos conflitos socioambientais de Mato Grosso.Ambiente e Sociedade, v.15, n1, p. 1-22, 2012.

QUADROS, Imara P. Palavras científicas sonhantes em um território úmido feito à mão: a arte popular da canoa pantaneira. Cuiabá: 2013, 372f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, UFMT.

SOIHET. Rachel. História das mulheres In: CARDOSO, Ciro Flamarion. VAINFAS, Ronaldo (orgs.) Domínios da História.RJ. Campus, 1997.

SATO, Michèle. Cartografia do imaginário no mundo da pesquisa. ABÍLIO, Francisco (Org.) Educação ambiental para o semiárido. João Pessoa: Ed UFPB, 2011, p. 539-569.

SILVA, Regina Aparecida da. Do invisível ao visível: o mapeamento dos grupos sociais do estado de Mato Grosso - Brasil. 2011. Tese (Ecologia e Recursos Naturais) - Universidade Federal de São Carlos




DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v32i1.5073

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM


Direitos autorais 2015 REMEA - Revista Eletrônica do Mestrado de Educação Ambiental

URL da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/

Indexadores
Portal de Periódicos - Capes Repositório DSpace Portal do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas - IBICT Diadorim Diretório de Políticas de Acesso Aberto das Revistas Científicas Brasileiras Google Acadêmico The Elektronische Zeitschriftenbibliothek (Alemanha) OEI - Biblioteca Digital Diretório Luso-Brasileiro Repositórios e Revistas de Acesso Aberto LATINDEX REDIB (Red Iberoamericana de Innovación y Conocimiento Científico)
Rev. eletrônica Mestr. Educ. Ambient., E-ISSN 1517-1256, ISSN 2318-4884, Rio Grande, Brasil.