Adiando o fim do mundo em tempos de pandemias: potências do ‘sentirfazerpensar’ com gestos e histórias

Leonardo Rangel dos Reis, Rosa Helena Mendonça, Ivan de Matos e Silva Junior

Resumo


O presente ensaio, a partir da metodologia das conversas e das ‘cineconversas’, e, primordialmente, das lições indígenas e africanas de uso das histórias nos processos de ‘aprenderensinar’, entra na dramática situação de novos ‘espaçostempos’ criados pela pandemia do Coronavírus (COVID-19), na vida de bilhões de pessoas em todo o mundo. Desse modo, busca-se retratar os modos de ‘sentirfazerpensar’ presentes na circulação dos movimentos cotidianos. A importância de contar histórias, de dançar, de cantar, de conversar é fulcral nesses processos. Também procura compreender as ressonâncias que esses movimentos criam nas redes educativas, e com a ecologia de ‘fazeressaberes’. Nessa perspectiva, a valorização da educação inspirada nas pedagogias insurgentes que nos ensinam a conversar, dançar, cantar, contar histórias, insinuam novos devires e acordos, porque ampliam as potências dos movimentos cotidianos.

Palavras-chave


Redes educativas; Ecologia de ‘fazeressaberes’; Circulação de modos de ‘sentirfazerpensar’.

Texto completo:

PDF

Referências


ACOSTA, Alberto. O bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. Tradução por Tadeu Breda. São Paulo: Autonomia Literária, Elefante, 2016. Tradução de: Buen Vivir Sumak Kawsay. Una oportunidad para imaginar nuevos mundos.

ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. Tradução por: Julia Romeu.São Paulo: Companhia das Letras, 2019. de: The Danger of the Single Story.

ALVES, Nilda. Decifrando o pergaminho – os cotidianos das escolas nas lógicas das redes cotidianas. In: OLIVEIRA, Inês Barbosa de; ALVES, Nilda (orgs). Pesquisas nos/dos/com os cotidianos escolas. Petrópolis: DP et Alii, 2008.

ALVES, Nilda. A compreensão de políticas nas pesquisas com os cotidianos: para além dos processos de regulação. Educ. Soc., Campinas, v. 31, n. 113, p. 1195-1212. 2010. Disponível em: . Acesso em: set., 2018.

ALVES, Nilda et al. Os movimentos necessários às pesquisas com os cotidianos – após muitas ‘conversas’ acerca deles. In: Inês Barbosa de Oliveira, et al (orgs). Estudos do cotidiano, currículo e formação docente: questões metodológicas, políticas e epistemológicas. Curitiba: CVR, 2019, p. 18-45.

ARROYO, Miguel Gonzáles. Outros Sujeitos, Outras Pedagogias. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2014.

BARROS, Manoel. Livro sobre nada. Rio de Janeiro e São Paulo: Editora Record, 1996.

BRUM, Brum. O vírus somos nós (ou uma parte de nós): o futuro está em disputa. EL PAÍS Brasil. 2020. Disponível em: https://brasil.elpais.com/opiniao/2020-03-25/o-virus-somos-nos-ou-uma-parte-de-nos.htmlAcesso em: 20 mar. 2020.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano, vol. 1: artes de fazer. 16. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

DAVIS, Mike et al. A crise do coronavírus é um monstro alimentado pelo capitalismo. In: Coronavírus e a luta de classes. Terra sem Amos: Brasil, 2020, p. 05-12.

DELEUZE, Gilles. Conversações (1972-1990). São Paulo: Editora 34, 1992.

FERRAÇO, Carlos Eduardo; SOARES, Maria da Conceição Silva; ALVES, Nilda. Michel de Certeau e as pesquisas nos/dos/com os cotidianos em Educação. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2018.

GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: Editora UNESP, 1991.

HARVEY, David. Política anticapitalista em tempos de COVID-19. In: DAVIS, Mike et al. Coronavírus e a luta de classes. Terra sem Amos: Brasil, 2020, p. 13-23.

INGOLD, Tim. Estar Vivo: ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

LEFF, Enrique. A aposta pela vida: imaginação sociológica e imaginários sociais nos territórios ambientais do Sul. Tradução por João Batista Kreuch. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016. Traduzido de: La apuesta por la vida: imaginación sociológica e imaginários sociales en los territórios ambientales del Sur.

LÉVI-STRAUSS, Claude. Mitológicas 1: O cru e o cozido. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

MBEMBE, Achille. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. Tradução por: Renata Santini. São Paulo: n-1 edições, 2018. Traduzido de: Necropolitcs.

OLIVEIRA, Marcio Romeu Ribas de. As cinco peles do humano: cotidiano e currículo encarnado, nos `espaçostempos` de narrativas contemporâneas. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 2010. Disponível em: http://www.livrosgratis.com.br/ler-livro-online-87113/as-cinco-peles-do-humano---cotidiano-e-curriculo-encarnado-nos-e034espacostempose034-de-narrativas-contemporaneas. Acesso em: 01 jan. 2020.

RANCIÈRE, Jacques. A fábula cinematográfica. Tradução por: Christian Pierre Kasper. Campinas, SP: Papirus, 2013.

RANGEL, Leonardo. O sabor dos saberes: margens e experiências limiares na cultura e na educação. Rio de janeiro: Multifoco, 2016.

RANGEL, Leonardo. Educação dos sentidos e do encontro. Curitiba: CRV, 2018.

SANTOS, Boaventura de Sousa. O fim do império cognitivo: a afirmação das epistemologias do Sul. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2019.

SERRES, Michel. Tempo de crise: o que a crise financeira trouxe à tona e como reinventar nossa vida e o futuro. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.

SILVA JUNIOR, Ivan de Matos e. O pensamento decolonial na Biogeografia e suas contribuições na formação docente. Tese (Doutorado em Ensino, Filosofia e História da Ciência) – Universidade Federal da Bahia / Universidade Estadual de Feira de Santana. 2020. Disponível em: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/31480. Acesso em: 25 fev. 2020.

STENGERS, Isabelle. No tempo das catástrofes: resistir à barbárie que se aproxima. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

TSING, Anna Lowenhaupt. Viver nas ruínas: paisagens multiespécies no Antropoceno. Brasília: IEB Mil folhas, 2019.

UNGER, Nancy Mangabeira. Da foz à nascente: o recado do rio. São Paulo: Cortez; Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2001.

WALSH, Catherine. Lo pedagógico y lo decolonial: entretejiendo caminhos. In:WALSH,

Catherine (Org.). Pedagogías decoloniales: Prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y

(re)vivir. Tomo I. Quito-Ecuador: Ediciones Abya-Yala, 2017.

ZIZEK, Slavoj. Um golpe como o de “kill bill” no capitalismo. In: DAVIS, Mike et al. Coronavírus e a luta de classes. Terra sem Amos: Brasil, 2020, p. 13-23.




DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v0i0.11185

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM


Direitos autorais 2020 REMEA - Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

Indexadores
Portal de Periódicos - Capes Repositório DSpace Portal do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas - IBICT Diadorim Diretório de Políticas de Acesso Aberto das Revistas Científicas Brasileiras Google Acadêmico The Elektronische Zeitschriftenbibliothek (Alemanha) OEI - Biblioteca Digital Diretório Luso-Brasileiro Repositórios e Revistas de Acesso Aberto LATINDEX REDIB (Red Iberoamericana de Innovación y Conocimiento Científico)
Rev. eletrônica Mestr. Educ. Ambient., E-ISSN 1517-1256, ISSN 2318-4884, Rio Grande, Brasil.