Adiando o fim do mundo em tempos de pandemias: potências do ‘sentirfazerpensar’ com gestos e histórias
DOI:
https://doi.org/10.14295/remea.v0i0.11185Palabras clave:
Redes educativas, Ecologia de ‘fazeressaberes’, Circulação de modos de ‘sentirfazerpensar’.Resumen
O presente ensaio, a partir da metodologia das conversas e das ‘cineconversas’, e, primordialmente, das lições indígenas e africanas de uso das histórias nos processos de ‘aprenderensinar’, entra na dramática situação de novos ‘espaçostempos’ criados pela pandemia do Coronavírus (COVID-19), na vida de bilhões de pessoas em todo o mundo. Desse modo, busca-se retratar os modos de ‘sentirfazerpensar’ presentes na circulação dos movimentos cotidianos. A importância de contar histórias, de dançar, de cantar, de conversar é fulcral nesses processos. Também procura compreender as ressonâncias que esses movimentos criam nas redes educativas, e com a ecologia de ‘fazeressaberes’. Nessa perspectiva, a valorização da educação inspirada nas pedagogias insurgentes que nos ensinam a conversar, dançar, cantar, contar histórias, insinuam novos devires e acordos, porque ampliam as potências dos movimentos cotidianos.Descargas
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