A contribuição das mulheres para repensar Educação Ambiental
DOI:
https://doi.org/10.63595/remea.v42i3.18211Palavras-chave:
Educação Ambiental Crítica, Feminismos , InterseccionalidadeResumo
Este artigo analisa a evolução histórica e conceitual da Educação Ambiental (EA), argumentando que suas correntes, mesmo as críticas, historicamente marginalizaram as opressões de gênero. O objetivo é demonstrar a centralidade das contribuições feministas para a construção de uma EA verdadeiramente emancipatória, com foco especial na produção de pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental (PPGEA) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Do ponto de vista metodológico, a análise inspira-se na leitura imanente de Sérgio Lessa, para desvelar as contradições das abordagens hegemônicas e a potência das perspectivas ecofeministas e interseccionais. Conclui-se que o aprofundamento de uma EA crítica, anticapitalista e antirracista é indissociável de uma prática feminista que visibiliza os saberes e as lutas das mulheres e de outras populações subalternizadas.
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