O entorno da VALE S.A. na perspectiva do direito à cidade: da miopia verde à catarse do pó preto

Israel David Oliveira Frois, Sandra Soares Della Fonte

Resumo


Tem-se como objeto de estudo o entorno da empresa Vale S.A., com destaque ao extremo norte da praia de Camburi em Vitória (ES). Buscou-se problematizar e criticar as dinâmicas ambientais da Vale S.A., em especial no que tange à emissão do “pó preto”. Essa problematização serviu de subsídio para a formação de professores, orientada pelos pressupostos da Pedagogia Histórico-Crítica, e promovida pelo Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) via o curso de extensão: “Educação na cidade: estudos sobre o processo de modernização de Vitória. A metodologia da nossa pesquisa apresenta um caráter um teórico-empírico e contou com dois momentos. No primeiro, tratou de analisar o entorno da empresa sob a luz do referencial teórico, vinculado às concepções marxistas de direito à cidade, de educação na cidade e de ecologia. No segundo, o foco voltou-se para o curso de extensão caracterizando uma pesquisa intervenção com ações colaborativas por meio de curso de formação continuada de professores. Nesse momento, os docentes participantes validaram e contribuíram com a reformulação do produto educativo elaborado. A avaliação dos cursistas revelou o elevado grau de satisfação quanto a metodologia, os conteúdos desenvolvidos e a criticidade do curso e, também, expressaram suas inspirações e possibilidades catárticas provocadas pela formação.

Palavras-chave


Educação Ambiental Crítica; Pó Preto; Formação de Professores.

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DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v36i3.9336

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