Estética e Educação Ambiental: primeiras reflexões sobre cenários e imagens no processo de alienação da natureza

Luciana Simões Rodrigues Nunes, Alexandre Maia do Bomfim

Resumo


O presente artigo apresenta uma reflexão que problematiza riscos ambientais, o individualismo crescente e a relação entre a construção de subjetividades e a estética hegemônica, de objetificação da natureza. Levantamos a importância em desenvolver a sensibilidade dos indivíduos, propondo uma estética crítica, voltada para a contemplação da realidade, contrapondo-se aos valores construídos pela sociedade de mercado. Os resultados da pesquisa correspondem primeiramente às concepções prévias dos alunos sobre meio ambiente e arte, bem como sua identificação com o meio. Apresentamos também, manifestações da interiorização de imagens associadas ao consumo, em contrapartida com figuras associadas a elementos naturais. Alcançamos aqui que existe um processo de alienação da natureza, evidenciado na estética que está em disputa e sob a qual se faz (e também se disputa) a Educação Ambiental.

El presente artículo presenta una reflexión que problematiza riesgos ambientales, el individualismo creciente y la relación entre la construcción de subjetividades y la estética hegemónica, de objetivación de la naturaleza. Levantamos la importancia en desarrollar la sensibilidad de los individuos, proponiendo una estética crítica, volcada hacia la contemplación de la realidad, contraponiéndose a los valores construidos por la sociedad de mercado. Los resultados de la investigación corresponden principalmente a las concepciones previas de los alumnos sobre medio ambiente y arte, así como su identificación con el medio. También presentamos manifestaciones de la interiorización de imágenes asociadas al consumo, en contrapartida con figuras asociadas a elementos naturales. Alcanzamos aquí que existe un proceso de alienación de la naturaleza, evidenciado en la estética que está en disputa y bajo la cual se hace (y también se disputa) la Educación Ambiental.

The present article presents a reflection that problematizes environmental risks, the increasing individualism and the relation between the construction of subjectivities and the hegemonic aesthetics, of objectification of nature. We raise the importance of developing the sensitivity of individuals, proposing a critical aesthetics, aimed at the contemplation of reality, in opposition to the values constructed by the market society. The results of the research correspond primarily to students' previous conceptions about environment and art, as well as their identification with the environment. We also present manifestations of the interiorization of images associated with consumption, in counterpart with figures associated with natural elements. We find here that there is a process of alienation of nature, evidenced in the aesthetics that is in dispute and under which the Environmental Education is made (and also contested).

Palavras-chave


Educação Ambiental; Estética e Meio Ambiente; Estética Crítica; Ambientes Urbanos; Educação Ambiental Crítica

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DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v34i3.7353

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