Dos documentos e aparatos institucionais às mudanças culturais: qual institucionalização das políticas públicas de educação ambiental se quer?

Semiramis Albuquerque Biasoli, Thais da Silva Brianezi, Marcos marcos Sorrentino

Resumo


Parte-se da experiência dos Coletivos Educadores para Territórios Sustentáveis, estratégia metodológica do Programa Nacional de Formação de Educadoras(es) Ambientais (ProFEA, 2006), para investigar os desafios e estratégias de institucionalização das políticas públicas de educação ambiental. Trabalha-se aqui com as três dimensões das políticas públicas indicadas por Frey (2000) - polity, policy e politcs – e com a proposição de uma quarta dimensão, a política do cotidiano (BIASOLI, 2015), tentando entender como elas se relacionam com os pilares do instituído e do instituinte e com os processos de regulação e emancipação (SANTOS, 2002, 2008). Os resultados apontam que apostar na institucionalização a partir de processos descentralizados e participativos é algo que enfrenta barreiras históricas do campo do instituído (como a falta de continuidade das políticas e de apoio institucional à participação), mas que apresenta resultados concretos e duradouros de enraizamento.
Palavras-chave – educação ambiental – políticas públicas – institucionalização – Coletivos Educadores Ambientais.

Palavras-chave


políticas públicas

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v32i1.5076

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