PROPAGANDAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ANÁLISE CRÍTICA

Fabiana Dendena

Resumo


O presente artigo visa refletir sobre duas propagandas que trazem uma proposta de Educação
Ambiental Informal, as quais podem ser “introduzidas” no currículo escolar, como uma
ferramenta pedagógica, nos processos de ensinar-aprender vivenciados na escola, assim como
utilizadas para a formação de professores. A primeira, veiculada em uma revista semanal de
circulação nacional, que denominaremos de Revista Atualidades, propaganda de uma empresa
fabricante de lápis e outra, imagem/foto publicada em um relatório anual de demonstração
contábil do ano de 2003/2004, de uma empresa termoelétrica. Pretendo então, expor
elementos que permitam refletir sobre a “força” e/ou repercussão que os meios de
comunicação em massa, nesse caso revistas, exercem sobre a sociedade. Caracterizando as
propostas citadas acima, almejo explicar o sentido que as respectivas imagens “despertaram” em mim, questionando aspectos como, a crise civilizatória: estes projetos/propostas priorizam
a transformação ou adequação da realidade? Tendo como prioritário que não somos exteriores
ao meio ambiente, a natureza, e sim somos pertencentes a este, temos que ser responsáveis
por todos os aspectos que circundam a Educação Ambiental. O principal objetivo deste artigo
é proporcionar o debate e acima de tudo a reflexão dessas propagandas. Utilizando-me de uma
metodologia de análise crítica sobre imagens e textos, nos permitindo a construção e
reconstrução das informações e ideologias nelas contidas, tendo consciência das influências
que estas provocam em nós.

Palavras-chave


Educação Ambiental Informal, Currículo, Formação de Professores e Ensino-Aprendizagem

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DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v20i0.3858

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