No encontro com as imagens, aprender com artes: máquinas de pensar através da pele na cultura visual

Thiago Ranniery Moreira de Oliveira, Letícia da Silva Ravanello

Resumo


Este artigo percorre a seguinte questão de investigação: o que a aprendizagem se torna quando se está produzindo imagens em práticas pedagógicas na escola? Ao mobilizar ideias-força da filosofia da diferença de Gilles Deleuze e da perspectiva da cultura visual, explora as conexões e reverberações mútuas entre produção de imagens e aprendizagem no ensino de Arte. Para tanto, a cartografia foi com um trabalho de investigação filosófica associada a experiência de uma das autoras com produção de fotografias com jovens no Ensino Médio. O argumento principal defende deslocamento da imagem como representação e propõe a imagem como máquina do pensar. Apostamos, assim, que aprendizagem e pensamento se imbricam nas sensações e adotamos a postura de tratar a imagem como máquina do pensar através da pele. Aprender, portanto, é proporcionar ao corpo sentir a alteridade com e das imagens.
Palavras-chave: Imagem, Cultura Visual, Aprendizagem.

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Imagem, Cultura Visual, Aprendizagem.

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DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v0i0.11337

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